quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Um Mundo Novo por Benito Cuzzuol
INTERIOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO = SUA HISTÓRIA = COMO SURGIU ESSE POVOADO.
A história de um povo italiano, que lutava na sua terra natal para adquirir sua independência e sua sobrevivência.
Deixaram sua terra natal, família, parentes e amigos para trás, afim de realizar seus sonhos no Brasil.
Embarcaram num navio de imigração italiana, com destino ao Brasil. Vieram cortando as águas, durante dias e noites, passando fome, sede, frio e más situações, para vir ao Brasil, realizar seus sonhos e suas independências.
Aventuras: ao chegarem no Brasil, as famílias desembarcaram em Vitória e seguiam para Santa Cruz, hoje Aracruz, onde repousaram alguns dias. Depois tomaram canoas para Córrego Fundo, depois acomodaram-se em barracas. Em seguida, abriram picadas nas matas virgens e alcançaram as terras da vila Guarana. Seguiram depois para outros lugares como, Pau Gigante, hoje Ibiraçu, descoberto pode se dizer por Italianos. Os imigrantes que tanto sofreram quando ali chegaram, abrigados em barracas, abrindo estradas nas matas virgens, abateram as florestas, lutaram, mais venceram.
Muitos que seguiram em frente, rompendo todos os obstáculos que encontraram pela frente, seguiram com destino para Rio Clotário, hoje Demetrio Ribeiro, Acioli, Cavalinho, São Carlos, Alto Bérgamo, João Neiva, Rio Taquaruçú, etc. Das muitas famílias italianas, que estão relatada, subiram o Rio Piraqueaçu e foram abrindo os caminhos nas matas virgens, desmatando e adquirindo os lotes para construir Mundo Novo. Foram os imigrantes italianos: Angelin Cometti, Batista Cometti, Luiz Prandi, Francisco Reali, Felipe De Marque, Luiz Frigini, Luiz Possiol, Antônio e José Possiol, José Nossa, Juanin Nossa, estas famílias ficaram do lado esquerdo do Rio.
Antônio Sarcinelli, João Nardi, Vicente Romano, João Bala, João Nossa, Batista Frigini, Luigi Frigini, Angelo Rossoni, Angelini Cometti, Batista Prandi, essa famílias ficaram do lado direito do Rio.
Os italianos imigrantes que vinham para o Brasil, já vinham com destino certo, trabalhar nas lavouras dos tubarões que ali existiam. Cortavam as matas para fazerem plantações, e outros tiravam as toras de madeira de lei, para os tubarões exportar para outros países. Muitos dos italianos relatados, logo tomaram a sua decisão e foram atrás dos seus sonhos, que era ter um pedaço de terra para sua plantações.
Trabalharam colhendo café de meia com os fazendeiros.
Quando chegaram nas matas, foram desmatando e apossando-se das terras. Construíram suas casinhas, com madeira de primeira qualidade, as colunas e as vigas eram trabalhadas a mão, as paredes feitas de pau a pique e barro amassado com os pés, os telhados feitos de tabuinhas de madeira de primeira qualidade, as pinturas eram de argila misturada com água.
De família em família, que vinham, apossavam-se das terras e construíam suas casas. Começaram a cultivar as terras, para suas plantações, e assim começaram a construir MUNDO NOVO, que era um lugar de matas virgens.
Essas matas eram separadas por um rio com muita água. As matas do lado direito do rio, eram separadas por dez riachos, que desciam das montanhas e desaguavam no Rio Grande.
As matas eram a morada dos animais selvagens: onças, macacos, pacas, cotias, veados, antas, cobras, sapos, cachorros do mato, gatos selvagens, e muitos pássaros que encantavam as matas.
Os italianos foram cortando as matas perto do rio e foram fazendo plantações de milho, feijão, arroz, cana, banana, mandioca, frutas e hortaliças. Para começar a vida, de pouco a pouco, foram espantando os animais para longe.
Essas foram as primeiras famílias que se apossaram das matas e fundaram Mundo Novo. Também tinham como vizinhos os lugares: Santo Antônio, Rio Taquaruçú, João Neiva, Ibiraçu, Demetrio Ribeiro e São Carlos.
Os italianos viviam da caça e da pesca no rio Piraqueaçú. Neste rio tinha muitas raças de peixes: cará, piaba, traíra, piau, jundiar, mandi, peixe prata, moréia, robalo, boca de cachorro, mussum, peixe pedra, camarão, lagosta, etc.
O lugar foi crescendo e as famílias aumentando. E as matas sendo derrubadas.
Com o crescimento do lugar surgiram as famílias: Cusiolete, Souza, De Marchi, Floresta, Borges, Pianca, Cuzzuol, Januário, Sant'Anna, Paixão, Rampinelli.
No princípio era uma comunidade, de famílias amigas, unidas e muito católicas. Essas famílias eram de lavradores, que trabalhavam na lavoura e viviam do cultivo das terras.
As famílias não tinham nenhuma cultura, o que faziam de bom era cultivar as terras. Trabalhavam de manhã à noite na roça, no cabo da enxada e da foice, preparando a terra para plantações. As famílias tinham criações de vacas, bois, carneiros, cabritos, galinhas, patos, porcos perus, cavalos, gatos, cachorros, etc. Também pescavam no rio que cortava Mundo Novo, e dividiam os peixes com a comunidade do lugar.
A cor do dinheiro, só se via, um vez por ano, na colheita do café. As famílias se reuniam na roça e faziam uma grande festa. Todos cantavam e gritavam com muita alegria, porque estavam prestando um bem ao outro. Quando acabava a colheita do café, as famílias se reuniam e festejavam, com danças que iam do sábado ao amanhecer do domingo. Os proprietários das terras convidavam as meninas e as mulheres, para rezar a ladainha em suas casas, depois da reza, tinha comes e bebes para todos. As famílias apesar de muito pobres, tinham muita fé em Deus. A religião dominante era a católica.
No lugar só tinha uma igrejinha, onde as famílias rezavam à Deus. Em Mundo Novo, a comunidade faziam festas em louvor a Deus, para pedir o progresso do lugar. Também tinha um cemitério, onde as famílias sepultavam seus entes queridos. Todas as pessoas deste lugar, quando perdia um ente querido, as outras se juntavam para levantar a moral, a auto estima e a situação financeira.
As pessoas deste lugar, ou eram colonos, ou donos de terras ou meieiros. Os meieiros, trabalhavam de meia com os proprietários, tudo que plantava e colhia era divido à meia. As famílias de Mundo Novo, eram honestas e festeiras, comemoravam os dias Santos com muita rezas e ladainhas. São João, São Pedro, Santo Antônio, São José e dias de todos os Santos. Esses Santos eram comemorados com muitos fogos, fogueiras e cantigas de roda no terreiro. Dançavam até o dia amanhecer. Tudo era festa para as famílias de Mundo Novo. As famílias foram crescendo de acordo com o progresso do lugar, e também se misturando com o casamento entre italianos e brasileiros. A mistura dos italianos e brasileiros formaram uma comunidade de línguas enroladas, ninguém entendia o que falavam. Os filhos que nasciam, não sabiam se falavam italiano ou português, não aprendiam a falar nem uma, nem outra e ficavam falando frases totalmente erradas, era uma confusão só. De pouco a pouco os italianos foram diminuindo e os brasileiros crescendo e a comunidade mudando seus hábitos. Os donos das terras foram vendendo seus sítios para os fazendeiros, que começaram a trazer os caboclos para trabalhar em suas plantações.
A comunidade foi se misturando cada vez mais. Com o tempo, os velhos italianos, foram partindo desta vida para outra, e os filhos assumindo seus lugares e mudando seus princípios de acordo com a nova mentalidade.
As famílias, começaram a se unir no casamento de cor diferente, brancos casados com os caboclos. E o lugar ficou numa grande mistura de cor e raça. O lugar com o passar dos tempos foi perdendo a origem italiana. As vinte e cinco famílias que foram misturadas, não falam mais a língua italiana e mal a portuguesa, falam as frases arrastadas do interior.
Os filhos dos velhos italianos que faleceram, casaram e tiveram seus filhos brasileiros e cresceram como as famílias escrita aqui.
A família de João Nossa, Pai: Carmem, Olga, Ana, Jacinta, Deigmar, Maria, Tereza, Catarina, Luzia, Manoel, Damião, filhos.
A família de Ingelin Cusioli, Pai : José, Lide, Bina, Antônio, filhos.
A família de Odorico de Souza, Pai: Clovis, Glória, Pedro, Ana, Elois Claudio, filhos.
A família de Henrique De Marchi, Pai: Cizira, Luiza, Santa, Izaldina, Sebastião, Geralda, Neusa, Dalva, Manoel, Pedro, filhos.
A família Luiz Borges, Pai: Maria, Lindaura, Antônio, Mercedes, filhos.
A família Richeire Pianca, Pai: Luiz, Jandira, Jarci, André, Creuza, Maria, filhos.
A família Batista Frigini, Pai: Domicio, Tereza, Maria, Carmelita, Josefa, João, filhos.
A família de Manoel Januário, Pai: Iracema, Ermelinda, Dejanira, João, Oswaldo, filhos.
A família João Demarque, Pai: Lúcia, Maria, Antônio, Hervira, Dometila, Jusefina, Otávio, filhos.
A família Francisco Reali, Pai: João, César, Carola, Deolinda, Luiz, Aderico, Antônio, filhos.
A família Luiz Prandi, Pai: Angelin, Carola, rosa, Páscoa, filhos.
A família Pedro Cometti, Pai: Lasteme, Editt, Alair, Deolinda, filhos.
A família César Cometti, Pai: Elizio, Arlindo, Hilda, Maria, filhos.
A família Beatriz Rossoni Prandi, Mãe: Benedito, Alexandre, Antônio, Rosa, Joviliano, Francisco, Silvestre, filhos.
A família Luiz Cuzzuol, Pai: Natalina, Norberto, Benvindo, Maria, Cecilio, Arlindo, Benito, filhos.
A família Domicio Frigini, Pai: Alair, Izaura, Ines, Altair, Pio, Batista, filhos.
A família Pedro Sant'anna, Pai: Herene, Carmem, Jurema, Devanir, Maria, Tadeu, Nair, filhos.
A família Emílio Sant'anna, Pai: Luci, Nezilda, Sebastião, Osvaldo, Antônio, Nelita, filhos.
A família Bepe Nossa, Pai: Laura, Noema, Izabel, Alzira, Carlinho, Itersidon, filhos.
A família Ancelmo Bala, Pai: Amadeu, Olga, Domingo, Danilo, Américo, filhos.
A família Juca Paixão, Pai: João, Jessé, Jeni, Izaias, Zequinha, filhos.
A família de Izidorio Vardi, Pai: Amadeu, João, Anita, Conceição, Richeire, Augusto, José, filhos.
A família Luiz Rampinelli, Pai: Primo, Santos, Orlando, Delicio, Havé, Pedro, Maria, Hilda, Celita, filhos.
Todas essas famílias deram continuidade a Mundo Novo.
Eu relato esta história, porque nasci lá, a dois de março de mil novecentos e trinta e nove, conversei muito com meus avós italianos e aprendendo com o passado deles. Tudo que eles me contavam, eu gravava na mente, como se fosse um filme. A casa onde meus pais moravam foi construída de madeira de boa qualidade pelos meus avós. Vivi neste lugar até os dezoito anos de idade. Morei com meus familiares, até os quartoze anos, quando saí em busca da minha independência e de melhor situação financeira, pois esse era meu sonho. Cada vez que volto a esse amado lugar, tenho muitas recordações. Fico muito triste e decepcionado ao ver que o lugar onde meus pais nasceram e morreram, não tem mais aquela alegria do passado. As rezas, as festas na comunidade, as danças aos sábados, o futebol aos domingos, os cantos dos pássaros, o cheiro do ar puro das matas verdes, os assovios dos macacos, os gritos das ciricorias, os roncos das cachoeiras, os gritos dos papagaios, etc.
E tudo que era belo, inclusive o rio que cortava o lugar, e era nossa vida, e a beleza do lugar, pois era nele que as famílias se banhavam e alimentavam-se com seus peixes. Tudo isso está desaparecendo por pura maldade dos homens. Os fazendeiros, foram comprando as terras e derrubando as matas perto do rio, e plantando pastos para seus gados, matando tudo o que era amado por nós. As matas verdes morreram e o nosso amado rio está morrendo também. Está pedindo socorro, está doente. Está precisando de remédio para acabar com a doença. A doença do nosso rio, é o desmatamento das matas, que o homem fez e vem fazendo nas nascentes do nosso Córrego, no meio do valões das montanhas.
Cortaram toda a floresta que cobria a nossa nascente de água. Os nossos antepassados não deixavam as pessoas cortar uma árvore sequer, nas nascentes de água. Cuidava da nascente com muito amor e carinho, limpando todos obstáculos que ali houvesse. Tirando toda as doenças que matavam a natureza, que da terra brotava, para matar a sede da população. Depois que nossos entes queridos faleciam, os filhos que passaram a tomar conta no lugar dos pais, não importavam com o que Deus criou, a natureza. De pouco a pouco foram destruindo tudo que os velhos deixaram, com tanto amor e carinho. Os decedentes que ali ficaram foram destruindo como nada era de valor, cortavam as árvores, matando a sobra que Deus criou para cobrir aquela beleza, que matava a sede de seu povo.
Só em Mundo Novo, tinha mais ou menos vinte e cinco Córregos que nasciam nas montanhas, no meio das matas virgens e desaguavam no nosso amado Rio Grande. Esse Córrego que da montanha vinha, era a saúde do nosso amado Rio.
Os Córregos morreram, e o nosso amado Rio está morrendo também, por pura maldade do homem que não fizeram nada para salvar a natureza tão bela que ali nascia. O nosso amado Rio que dava vida a seus filhos, como as lontras, jacarés e os peixes que ali viviam. E outros animais que ali existiam, muitos acabaram e outros estão em extinção. Desde das montanhas, nas matas de Terra Fria, aonde esta natureza nasce, vem rompendo com força com força que Deus deu. Cortando barros e areias, matos, pedras, para fazer sua trilha, e formar esse enorme espaço de água que banha a população de terra fria, Santo Antônio, Mundo Novo, João Neiva e outros lugares. Vamos acordar e pensar um pouco, como os nossos antepassados de cento e cinqüenta ou mais anos atrás. Que ocupava esse espaço de terra e matas virgens que cobria está quantidade de água como era de doze metros de largura, por dois ou mais metros de profundidade. Aonde os nossos antepassados tomavam banhos, nadavam, pescavam e andavam de canoas, navegando com suas famílias. Os poderosos cortavam madeira de lei, como jacarandá, peroba, cedro, ipês, brauna, sapucaia e outras e transportavam pelo nosso amado rio e vendia para exportador para enriquecer a sua economia sem pensar que estava distruindo o que Deus deixou para a natureza. E a beleza que a população apreciava. Sem pensar que um dia seus filhos pagariam por isso. A mais de cinqüenta anos atrás conheci esse espaço de água com mais de doze metros de largura, por dois de profundidade. Hoje das lindas cachoeiras do Inferno até João Neiva, a pessoa pode atravessar, pulando de pedra em pedra, sendo que no tempo passado, só podia atravessar esse rio, por meio de pinguela ou nadando a braçadas. Quantas vezes atravessamos este lindo espaço de água nadando. Quantas vezes pescamos nessas águas, pegando peixes para matar a fome das famílias. Quantas pessoas tomavam banhos nestas águas para limpar seu corpo. E hoje esse espaço de água limpa seu corpo, mata sua fome, sacia sua sede, não porque o rio está doente, está precisando de remédio, ou melhor dizer, estão matando nosso Rio. É com tristeza que afirmamos esse fato, porque com a morte do rio, também morrera Terra Fria, Santo Antônio, Mundo Novo, João Neiva e outros lugares. No futuro se as coisas ocorrerem como estão, certamente outras gerações encontrarão aqui só as pedras, secas implorando um pouco de água, e vestígio de uma população que passou por aqui. É com tristeza que podemos analisar esse fato que ocorreram a menos de cento e cinqüenta anos. Acorda homens, que administram esse espaço de terras e de águas, que ainda mata sua fome, sacia sua sede e limpam seu corpo da sujeira. A população de hoje vive matando sua sede com um pouco dessa água cristalina, que brota da sua natureza e corre por quilómetro de encanamento até chegar a sua torneira. Será que não temos parado para pensar nisso. E agora o que podemos fazer. Isso depende de cada um de nós escolher. Ou vamos nos concientizar e analisar a realidade do que ocorreu ou caminhamos inexoravelmente para destruir o pouco que ainda resta. A população inteira precisa parar para pensar no futuro. As crianças que ali nascem, a quem o futuro pertence, terão de ser orientados a respeitar a natureza e construir o que foi devastado. Desde dos jovens aos adultos e idosos, que vivem dela sabe se continuar a destruir o que ali existe, pode acabar. Temos que concientizar a população que podemos ter tudo de novo, das matas verdes, dos roncos da cachoeira dos assovios dos macacos, dos cantos dos canários, dos cantos das ciricoras nas margens do rio e do sabiá da laranjeiras. E de todos animais que ali viviam e criavam famílias como a natureza deu. Como podemos voltar ao passado. Sim, podemos voltar plantando as árvores que nós destruímos com a nossa própria mão. Cada árvore cortada por nós na beira da nascente, nós devemos plantar outra. Assim nós estamos dando vida natureza que Deus criou. E voltamos a ver como eram no passado. A beleza das matas, os peixes que ali viviam, as lontras que ali nadavam, os jacarés que ali se banhavam e os animais que da água tomova. Tudo isso pode voltar em momentos que nós continuar a dar continuidade a natureza que Deus criou. Era tão maravilhoso você acordar de manhã e olhar para aquelas montanhas e ver as árvores todas floridas e os pássaros se alimentando, as abelhas saciando o seu mel. Hoje nada disso existe porque o homem devagar foi destruindo tudo por maldade, hoje você olha de um lado para o outro só vê montanhas de pedras descobertas e pastos para os gados. Assim vemos Mundo Novo, velho acabado, sem poder suspirar para viver. Não vivo neste lugar a mais de quarenta anos, mais tenho muitas histórias a escrever. No ano dois mil e dois, voltei neste amado lugar, que nasci, subi o nosso Rio acima, andei pelo morro e encontrei pedaço de coluna de madeira da casa dos meus avôs, aonde nasci, apodrecendo. Lembrei do meu passado. Quantas carreiras ali eu tinha dado, voltei a ver como eu era criança, toda embananada, falando as frases todo errada. Uma das coisas que me emocionou muito foi eu ver um colono muito animado com seu arado , arando as terras nos pastos para fazer plantações e colonizados as terras de cafezais e de árvores frutíferas dando o verde que Deus criou. Se todos que ali vivem, fizesse a mesma vegetação, o mundo velho seria outro, como no passado, Mundo Novo. As famílias que construíram Mundo Novo, com tanto carinho e amor, morreram e o lugar está morrendo também. As antigas casas feitas por nossos antepassados foram destruídas e queimadas pois eram de madeiras. Das vinte e cinco famílias que nasceram ali, só restam algumas. A maioria das que lá estão, vieram de outras regiões. Só resta algumas famílias que nasceram no lugar, de cem anos atrás.
Mundo Novo, não é mais aquele lugar dos encantos das matas verdes, dos cafezais floridos, do milharal, das montanhas, das águas dos riachos que cortavam as matas e dos pássaros que cantavam ao amanhecer, do bate martelo, da araponga, dos cantos dos canários da terra nos telhados das casas, do canto do sabiá laranjeira, dos cantos dos galos no galinheiro ao raiar do dia, e das festas dos cabritos com as cabras em baixo dos assoalhos das casas, os cavalos relinchando nos pastos namorando com as éguas, a ciricoria cantando nas margens do rio, dos tatus fazendo buracos no pasto para criar seus filhotes. Tudo isso era a maravilha e alegria do lugar.
As famílias que ali vivem não falam mais das raízes italianas, que fundaram Mundo Novo. O povo italiano que ali chegaram para aventurar a vida, enfrentaram muitas dificuldades. Mais era um povo corajoso, enfrentaram animais ferozes, cobras venenosas, mosquitos da febre amarela, e tudo que era prejudicial a vida do homem.
Mais com força de vontade, venceram todos os obstáculos, que encontraram pela frente. Esta é uma história de um povo italiano, que deixaram suas raízes na Itália e vieram com a semente, cortando águas, dias e noites num navio de imigrantes, para se aventurar em outro Continente.
Chegando nesta terra diferente, os italianos foram habitar as margens do rio Piraqueoçú, e plantaram a semente e a semente germinou e multiplicou.
Assim formaram um lindo e maravilhoso lugar, chamado MUNDO NOVO.
Porém este lugar hoje, é moradia de caboclos que cuidam das lavouras dos fazendeiros.
Mundo Novo que era um lugar maravilhoso, hoje é considerado um deserto, porque das vinte e cinco famílias que lá existiam, só restam três famílias de caboclos.
Salve, Salve, os imigrantes
que a Itália tem deixado.
Vieram para o Brasil,
para pegar, facão, foice, enxada e machado.
Tinha tudo para ser agricultor.
Pegava seu facão, para na mata entrar.
Fazendo um trilha para os homens passar.
Chegando na mata virgem.
Era só uma escuridão.
Pegava sua foice
para o mato cortar
e abrir um clarão.
Por mata adentro eles entravam,
com machado na mão.
Quando via uma árvore,
grossa de peroba
logo jogava no chão.
Sem saber que um dia,
iria chorar sem perdão.
Porque cada árvore cortada.
Era descoberta a natureza,
as matas choravam,
de muita tristeza.
Porque daquela árvore
era feita as suas florestas.
Salve, Salve os italianos
que no Rio Piraqueaçu,
vieram navegar.
Com a sua canoa trazia
ferramentas para os homens trabalhar.
A cem anos ou mais atrás
chegaram entres serranias
as árvores opulentas na
gigantesca floresta
eles penetraram
empunhando vigorosamente
suas ferramentas.
Os italianos trabalhavam
sem dinheiro, noite e dia,
mas, em Deus eles confiavam
que um dia eles venceriam.
Benito Cuzzuol.
F I M.
HISTÓRIA DA ÁRVORE DA FAMÍLIA CUZZUOL NASCIDA NA ITÁLIA, CIDADE DE TREVISO E FRUTIFICADA NO BRASIL.
Francisco Cuzzuol (Bisavô) e Giovana Mazzutt, natural da cidade de Treviso, começaram a namorar e chegaram ao casamento. Tiveram um filho: Luigi Cuzzuol.
Luigi Cuzzuol (Avô), por motivo de sua independência, deixou os pais, os parentes, os amigos e sua terra natal para trás e veio para o Brasil, para realizar seu sonho.
Chegando no Brasil, foi viver no interior do Estado do Espírito Santo, num povoado chamado Rio Taquaruçú. Ali morava a família Bonarett.
Luigi Bonaretti e Anunciata Gardi, natural da Itália, tiveram uma filha: Itália Bonaretti.
LUIGI CUZZUOL E ITÁLIA BONARETTI, namoraram e chegaram ao casamento. Começaram a vida a dois no povoado Rio Taquaruçú. Compraram um sítio com bastante terras e passaram a cultivar as terras para suas plantações. Trabalhavam na roça de manhã à noite para seus sustentos. Plantavam: milho, arroz feijão, mandioca, banana, cana, frutas e hortaliças. Tinham também suas criações de: galinhas, porcos, perus, gansos, galinholas, vacas, cavalo, cachorro e gato. Viviam do seu próprio suor. Tinha o rio que cortava o sítio de um lado para o outro, com bastante raças de peixes.
Neste povoado, Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, tiveram doze filhos: Ermelinda Cuzzuol, Francisco Cuzzuol, Herminia Cuzzuol, Constância Cuzzuol, Luiz Cuzzuol, Leonora Cuzzuol, Joana Cuzzuol, Ricardo Cuzzuol, Maria Cuzzuol e José Cuzzuol, Angelina Cuzzuol e Anunciata Cuzzuol.
ERMELINDA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua infância não estudou só ajudava os pais na roça. Conheceu o jovem Eugênio Carlesso de outro lugar, Demetrio Ribeiro. Começou a namorar e chegaram ao casamento. Depois de casado foram viver a vida a dois com muito amor e carinho até a morte os separar. Tiveram oito filhos: César Cuzzuol Carlesso, Ancelmo Cuzzuol Carlesso, Lino Cuzzuol Carlesso, Narciso Hilário Cuzzuol Carlesso, Claudio Cuzzuol Carlesso, Elizio Cuzzuol Carlesso, Angelina Cuzzuol Carlesso e Eleonor Cuzzuol Carlesso.
César Cuzzuol Carlesso, filho de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude conheceu a jovem Matilde Carrareto, começaram a namorar e chegaram ao casamento. Depois de casados foram viver a vida a dois com muito amor com as Graças de Deus. Tiveram quatro filhos: Vaidir Carrareto Carlesso, José Luiz Carrareto Carlesso, Maruza Carrareto Carlesso e Miguel Claudio Carrareto Carlesso.
José Luiz Carrareto Carlesso, filho de César Carlesso e Matilde Carrareto, nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Maria José Queiroz, até este momento não tem filhos.
Vaidir, Maruza e Miguel Claudio, até esse momento estão solteiros.
Ancelmo Cuzzuol Carlesso, filho de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso, nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Amable Lecche. Tiveram quatro filhos: Odette Lecche Carlesso, Ademir Lecche Carlesso, Adélio Setembrino Lecche Carlesso e Luziente Maria Lecche Carlesso.
Odette Lecche Carlesso, filha de Ancelmo Carlesso e Amable Lecche. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com jovem Artur Antônio Conti. Tiveram dois filhos: Artur Antônio Conti Júnior e Julierme Carlesso Conti.
Ademir Anselmo Lecche Carlesso, filho de Ancelmo Carlesso e Amable Lecche. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na juventude namorou e casou com a jovem Salete Maria Giacomin. Tiveram três filhos: Leandro Giacomin Carlesso, Cássio Giacomin Carlesso e Lucas Giacomin Carlesso.
Adélio Setembrino L. Carlesso, filho de Ancelmo Carlesso e Amable Lecche Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Merys Eliane Tótula. Tiveram três filhos: Naiane Tótula Carlesso, Luan Tótula Carlesso e Letícia Tótula Carlesso.
Luziente Maria Lecche Carlesso, filha de Ancelmo Carlesso e Amable Lecche Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Luiz Inácio Guzzo. Tiveram dois filhos: Leoncio Carlesso Guzzo e Lorayne Carlesso Guzzo.
Lino Cuzzuol Carlesso, filho de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Catarina Scarpate. Tiveram dois filhos: Cleone Scarpate Carlesso e Eleonor Scarpate Carlesso.
Cleone Scarpate Carlesso, filha Lino Cuzzuol Carlesso e Catarina Scarpate. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Amilton Borghi. Tiveram dois filhos: Ronaldo Carlesso Borghi e Cleonice Carlesso Borghi.
Narciso Hilário Cuzzuol Carlesso, filho de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Maria Antonia Tonon. Tiveram cinco filhos: Hermelinda Maria Tonon Carlesso , Gaudêncio José Tonon Carlesso , Eugênio Carlesso Neto, Gilberto Tonon Carlesso e Ronaldo César Tonon Carlesso.
Hermelinda Maria Tonon Carlesso, filha de Narciso Hilário Cuzzuol Carlesso e Maria Antônio Tonon. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Valdir João Carrara. Tiveram dois filhos: Kenia Tonon Carrara e Rodrigo Tonon Carraro.
Gaudêncio José Tonon Carlesso, filho de Narciso Hilário Carlesso e Maria Antonia Tonon. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Lourdes Santos. Tiveram três filhos: Wagner Luiz Santos Carlesso, Brenner Santos Carlesso e Marcelo Santos Carlesso.
Eugênio Carlesso Neto, filho de Narciso Hilário Carlesso e Maria Antonia Tonon. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Suely da Penha Colonna. Tiveram três filhos: Diego Michel Colonna Carlesso, Phillipy Ronaldo Colonna Carlesso e Wanddel Colonna Carlesso.
Gilberto Tonon Carlesso, filho de Narciso Hilário Carlesso e Maria Antonia Tonon. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Nubia do Carmo Carlesso. Tiveram dois filhos: Stephannie do Carmo Carlesso e Ianca do Carmo Carlesso.
Ronaldo César Carlesso ( In Memorian), filho de Narciso Hilário Carlesso e Maria Antonia Tonon.
Claudio Carlesso, filho de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso, Nasceu em Demetrio Ribeiro, até o momento não casou.
Elizio Carlesso, filho Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Lurdes Campagnaro. Tiveram dois filhos: Geremias Campagnaro Carlesso e Ezequiel Campagnaro Carlesso.
Eleonor Carlesso, filha de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Até esse não casou.
Angelina Carlesso, filha de Hermelinda Cuzzuol e Eugênio Carlesso. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Antônio Cometti. Tiveram nove filhos: Braulio Cometti, Jorge Cometti, Bruno Cometti, Adagor Antônio Cometti, Celestino Cometti, Eugênio Cometti, Angelo Cometti, Hermelinda Cometti e Mercedes Cometti.
Braulio Cometti, filho de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Dionedes Dobrovasque Cometti. Tiveram quatro filhos: Neuso Cometti, Nivaldo Cometti, Neurizete Cometti e Naide Cometti.
Jorge Cometti, filho de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Tereza Gasparini. Tiveram três filhos: Manoel Cometti, Ronildo Cometti e Marli Cometti.
Bruno Cometti, filho de Angelina e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Luiza Partelli. Tiveram quatro filhos: Tini Cometti, Creuza Cometti, Luciano Cometti e Lucinéia Cometti.
Adagor Antônio Cometti, filho de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou de casou Luzia Ponteleste. Tiveram quatro filhos: Edivaldo Cometti, Deva Cometti, Elizete Cometti e Evandro Cometti.
Celestino Cometti, filho de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Penha. Tiveram três filhos: Crenilson Cometti, Angela Cometti e Silezia Cometti (FOFA).
Angelo Cometti, filho de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Lenir Evandro. Tiveram uma filha: Angélica Cometti.
Hermelinda Cometti, filha de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Miguel Rossi. Tiveram uma filha: Renata Cometti.
Mercedes Cometti, filha de Angelina Carlesso e Antônio Cometti. Nasceu em Demetrio Ribeiro. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Ciro Gorzia. Tiveram dez filhos: Jorge Gorzia, Luzia Gorzia, Penha Gorzia, Neguinha Gorzia, Angela Gorzia, Silezia Gorzia, Camilo Gorzia, João Gorzia, Bento Gorzia e Jonas Gorzia.
FRANCISCO CUZZUOL (Tio - In Memorian), filho de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú. A sua infância e até a juventude, trabalhava na roça com o pai e os irmãos no cabo da enxada, da foice e do machado derrubando matas para fazer as plantações de milho, feijão, arroz, banana, mandioca e outras, como a colheita do café. Era o braço forte da família, em tudo à executar. Era uma pessoa maravilhosa e compreensível. Era muito seguro no seu conceito de vida, com a família. Tinha uma palavra só. Caráter, dignidade e responsabilidade era seu lema, dava sua vida por estas três palavras. Nunca deixou de ouvir a sua família, por nenhum motivo. Era muito considerado por todos da família e parentes. Gostava de montar à cavalo e freqüentar baile e festas. Começou a namorar a jovem Ema Scopel e chegaram ao casamento. Tiveram cinco filhos: Pompeu Scopel Cuzzuol, Maria Scopel Cuzzuol, Jusefina Scopel Cuzzuol, Romeu Scopel Cuzzuol e Afonso Scopel Cuzzuol.
HERMINIA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu em Ibiraçu, na sua infância não estudou, porque a vida dela era na roça de manhã a noite no cabo da enxada, fazendo plantação com o pai e os irmãos mais velhos. Só se divertia nos sábados, domingos e dias Santos, porque o seu pai era muito severo e não tinha regalia para viver solta. Gostava de divertir em festa, dançar e curtir a vida. Mais seu pai estava sempre por perto. Não dava trégua. Era uma pessoa muito trabalhadora, de muita responsabilidade no que ia executar. Gostava muito da família sem medir sacrifício nenhum. O que queria era ver a família em boa situação. Mesmo sendo a mais prejudicada nunca deixou de amar o seu querido pai. Namorou e casou com o jovem César Cometti. Teve quatro filhos: Elizio Cometti, Arlindo Cometti, Hilda Cometti e Maria Cometti.
Elizio Cometti, filho de Herminia Cuzzuol e César Cometti. Nasceu em Mundo Novo, mais não é diplomada. Desde sua infância até a juventude sempre se dedicou a trabalhar na roça e fazia plantações de milho, feijão, arroz, banana, alho, amendoim, abacaxi e outras. Gostava de dançar nos bailes de sábado e domingo, jogar bola, pescar e caçar. Freqüentar festas religiosas e de se divertir, paquerar as meninas e tocar violão e cavaquinho. Era o tocador de violão do lugar. Sempre se dedicou a família, tudo para ele era bom, mais a família em primeiro lugar. Quando seu querido pai faleceu, ele ficou sendo o chefe da família. Namorou e casou com a jovem Nezilda Sant'anna. Depois de casado ficou morando com a família, nunca deixou a sua mãe por nada. Vendeu as suas terras e foram morar em João Neiva, comprou uma casa e foi trabalhar de empregado na Vale do Rio Doce. Tiveram três filhos: Eliane Cometti, César Cometti e Carlos Roberto Cometti.
Eliane Cometti, filha de Elizio Cometti e Nezilda Sant'anna. Nasceu e estudou em João Neiva, é diplomada. Namorou e casou com o jovem Luiz Alberto Soprani. Tiveram duas filhas: Juliana Soprani e Taisla Soprani, são de menor e estão estudando.
César Cometti, filho de Elizio Cometti e Nezilda Sant'anna. Nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Sanderly Bissi. Teve uma filha: Julia Cometti Bissi.
Carlos Roberto Cometti, filho de Elizio Cometti e Nezilda Sant'anna. Nasceu em João Neiva, na sua infância estudou é diplomada. Trabalha de marceneiro com o pai. Hoje é empregado na Aracruz Celulose, é uma pessoa bem conceituada, muito honesto nos seus deveres. Gosta muito de curtir a vida. Namorou e casou com a Célia Lozer. Teve uma filha: Mariana Bissi Cometti.
Arlindo Cometti, filho de Herminia Cuzzuol e César Cometti. Nasceu em Mundo Novo, na sua infância não estudou, porque trabalhava na roça com a família. No cabo da enxada e da foice de manhã à noite. Gostava muito de jogar bola aos domingos e pegar passarinho para prender na gaiola. Na casa dele era cheio de gaiola desde o teto da casa até as paredes do lado de fora. Gostava de tocar cavaquinho e violão nos bailes de sábados. Era muito briguento, gostava de caçar com estilingue. Matava os passarinhos para fazer um fritado para comer. Abandonou a roça e foi viver em João Neiva com a família. Trabalhou de empregado é aposentado. Hoje vive com o irmão e a família. É solteirão, não casou e não pensa em casar. Tem seus passarinhos presos nas gaiolas até hoje.
Hilda Cometti, filha de Herminia Cuzzuol e César Cometti. Nasceu em Mundo Novo, estudou não é diplomada. Desde da infância até a juventude trabalhava com a mãe nos serviços do lar. Trabalhou pouco na roça. Era um a menina muito bonita. Gostava de dançar, freqüentar festas religiosas. Muito amável com a família e com os parentes, tinha um conceito de vida mais ou menos. Era devoradora dos corações. Gostava muito de paquerar os rapazes. Era muito namoradora, não firmava namoro sério com ninguém até que encontrou o amor de sua vida o jovem Manoel Antônio de Jesus. Namorou e casou teve um filho: Marcelo Cometti de Jesus.
Marcelo Cometti de Jesus, filho de Hilda Cometti e Manoel Antônio de Jesus. Não temos maiores informações sobre sua vida pessoal ou profissional, só que namorou e casou com a jovem Alexandra Socoloti e não tem filhos até o momento.
Maria Cometti, filha de Herminia Cuzzuol e César Cometti. Nasceu em Mundo Novo. Na sua infância não estudou, na juventude trabalhava ajudando a mãe nos afazeres da casa. Era uma menina meiga, tinha receio até de falar. Enquanto estava no interior, não namorava com ninguém, tinha vergonha de se comunicar com as pessoas. Gostava de freqüentar bailes no interior, não era de muita festa. Mudou para João Neiva, deixou a família e seguiu a sua independência, foi morar em Vitória. Começou a namorar com o jovem Marli e chegaram ao casamento. Tiveram quatro filhos: Shelia Cometti, Zélia Cometti, Rafael Cometti e Sandro Cometti.
CONSTÂNCIA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua infância e juventude, foi muito dedicada a família. Era uma pessoa carinhoso. A avó falava que era muito bonitona, meiga e sorridente. Conquistava fácil o coração dos homens. Era muito sincera no seu compromisso. Trabalhava com o pai em todos os serviços da lavoura e ajudava a mãe nos serviços do lar. Era muito católica, freqüentava as festas religiosas do lugar. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Angelo Pissinatti. Tiveram cinco filhos: Aldérico Cuzzuol Pissinatti, Laura Cuzzuol Pissinatti, Deolinda Cuzzuol Pissinatti, Rita Cuzzuol Pissinatti e Ana Cuzzuol Pissinatti.
LUIZ CUZZUOL (Pai - In Memorian), filho de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú, no dia vinte e cinco de agosto de mil oitocentos e noventa e quatro. Na sua infância, não teve tempo para estudar. Cresceu sem saber ler e nem escrever seu próprio nome, porque tinha que trabalhar com o pai e os irmãos na roça, de manhã à noite. Sua vida era de muito sacrifício, não tinha tempo para estudar, pois o seu pai precisava muito dele para tocar a lavoura. Foi o braço direito da família, desde criança até o casamento. Só se divertia aos sábados e domingos, e nos dias Santos e feriados. Dançava, pescava, montava cavalo e laçava boi. O tempo todo era no cabo da enxada, da foice e machado. Aos sábados e domingos, divertia-se nas festas do lugar, namorava, até que fisgou a mulher de sua vida, Thereza Frigini, filha de Carlos Frigini e Thereza Riva, natural da Itália. Ela nasceu no dia dez de fevereiro de mil oitocentos e noventa e nove em Mundo Novo, interior do Estado do Espiríto Santo, no mesmo lugar, local diferente. Ele viveu com os pais até os trinta anos de idade. Os dois jovens namoraram e chegaram ao casamento no dia quinze de janeiro de mil novecentos e vinte quatro. Depois de casados foram viver a vida a dois, felizes com as Graças de Deus, até a morte os separar. Os dois começaram a vida em Mundo Novo, como meieiro, numa casinha feita de pau a pique, madeira tirada da mata e coberta de tabuinhas feitas a mão. As paredes eram feitas de barros amassados com os pés. Começaram a vida trabalhando de meia com o patrão, dono do sítio. Tudo que plantava e colhia era dividido com o dono das terras. O café era a chave da lavoura, na colheita do café era o dinheiro na mão, que trazia muita felicidade, porque podiam comprar um par de sapato, e uma roupinha melhor para a família, e também usufruir do mesmo para melhorar a alimentação e cuidar da saúde.
Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, começaram a fazer suas criações de galinhas, porcos, perús gansos, vacas e cavalos, e assim tocar a vida em frente. A família começou a crescer. Tiveram sete filhos: Natalina Cuzzuol (In Memorian), Norberto Cuzzuol (In Memorian), Benvindo Cuzzuol, Maria Cuzzuol, Cecilio Cuzzuol, Arlindo Cuzzuol e Benito Cuzzuol.
Natalina Cuzzuol (Irmã - In Memorian), filha de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu no ano de mil novecentos e vinte e cinco, em Mundo Novo. Era uma menina muito bonita, trouxe muita felicidade para os pais. Faleceu ainda muito criança.
Norberto Cuzzuol (Irmão - In Memorian), filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu no ano de mil novecentos e vinte e quatro, em Mundo Novo. O menino trouxe muita alegria para a família. O menino nasceu com bastante saúde e era muito esperto. Na sua infância precisou estudar, pois era muito ativo e aprendia as coisas com muita facilidade. Não tendo escola no povoado onde morava, o pai para não ver o filho analfabeto como ele, mandou o filho para casa dos tios em outro lugar João Neiva, onde tinha escola. O menino só estudava, e ao chegar da escola a tia como de costume, dava logo o almoço para ele. Um belo dia o calor estava muito forte, o menino para se refrescar, depois do almoço sem que a tia visse, foi tomar banho na bica d'água, num córrego atrás de casa, sofreu uma congestão tão grande que ficou paraplégico, nunca mais ficou bom, desde de sua infância até a morte aos sessenta e dois anos de idade.
Benvindo Cuzzuol (Irmão), filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Cuzzuol, nasceu no ano de mil novecentos e vinte e oito, em Mundo Novo. Trouxe muita alegria para a família com as Graças de Deus. Na sua infância, estudou até o segundo ano primário, saiu da escola porque precisava ajudar o pai na roça, até a sua juventude, quando foi trabalhar numa oficina de máquina no Vale do Rio Doce, em João Neiva. Ele namorou e casou com a jovem Dejanira Januário. Começaram a vida a dois na mais perfeita felicidade e muito amor e saúde, até a morte os separar. Os dois não tiveram a felicidade de ter filhos. Mas com as Graças do Bom Deus, ele pode receber uma menina recém-nascida nas mãos, para ser pai adotivo, a qual ele pôs o nome de Maria das Graças Cuzzuol, que é o xodó dele até hoje. Benvindo se aposentou na Empresa Vale do Rio Doce, e vive uma vida maravilhosa com a família, até o momento. Hoje encontra-se com setenta e quatro anos de idade, com as Graças do Bom Deus.
Maria das Graças Cuzzuol, filha de Benvindo Cuzzuol e Dejanira Januário, foi muito bem recebida na família era a rainha do lar. O pai Benvindo, fez tudo para ela estudar e ser uma menina educada. Estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", em João Neiva. Depois cursou a faculdade, formando-se Professora de Línguas, trabalhou dando aulas e ajudando muito a sua mãe. Na sua juventude namorou com o jovem Juberli Sagrillo e chegaram ao casamento, vivem muito bem. Tiveram três filhos: Kilder Sagrillo, Deivison Sagrillo e Leonardo Sagrillo.
Kilder Sagrillo, filho de Maria das Graças Cuzzuol Sagrillo e Juberli Sagrillo, nasceu em João Neiva. Na infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", é diplomado, formou-se no SENAI. Na juventude trabalhou como funcionário e continua estudando, vive com a família, está namorando até o momento e não pensa em casar. Hoje cursa a Faculdade de Engenharia Química e trabalha na Empresa Aracruz Celulose S/A., como operador.
Deivison Sagrillo, filho de Maria das Graças Cuzzuol Sagrillo e Juberli Sagrillo, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", tirou o diploma, está cursando a faculdade, e trabalhando. É um menino de boa personalidade, vive com a família, está namorando, mais não pensa em casar até o momento. Termina em 2003 o Curso de Processamento de Dados e trabalha também na Empresa Aracruz Celulose S/A.
Leonardo Sagrillo, filho de Maria das Graças Cuzzuol Sagrillo e Juberli Sagrillo, nasceu em João Neiva. Na infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", tirou o diploma, continua estudando, mora com os pais, está namorando, mais não pensa em casar, até o momento. Hoje está cursando Automação Industrial e em 2003 fazendo estágio na Empresa Aracruz Celulose S/A.
Maria Cuzzuol (Irmã), filha de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu no ano de mil novecentos e trinta, em Mundo Novo. Trouxe muita felicidade para a família e parentes. Na infância, estudou numa escolinha do interior, não conseguiu tirar diploma, porque tinha que ajudar a mãe na cozinha, para a mãe ajudar o pai na roça. Maria aprendeu a costurar, e ficou sendo a costureira do lugar. Viveu com a família até se casar com Delicio Rampinelli, rapaz de boa família e de excelente nível de vida e boa cultura. Gostava muito de estudar, freqüentou o "Grupo Escolar Barão de Monjardim", em João Neiva, tirou diploma no SENAI, era funcionário na Empresa Vale do Rio Doce. Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, tiveram sete filhos: José Luiz Rampinelli, Maria José Rampinelli, Marilene Rampinelli, Paulo Américo Rampinelli, Geraldo Rampinelli, Terezinha Rampinelli e Mauro Rampinelli.
José Luiz Rampinelli, filho de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", tirou o diploma e se matriculou na faculdade de Teologia para ser padre, estudou até o terceiro ano, não gostando da vida que levava no seminário, abandonou a carreira de padre, para trabalhar em uma oficina como o pai, não conseguiu se adaptar ao serviço. Hoje mora com os pais e irmãos, leva uma vida vulnerável, nada dá certo para ele, apesar de ser formado em Técnico em Mecânica.
Maria José Rampinelli, filha de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", tirou o diploma é professora. Namorou e casou com um jovem Empresário Rural, José Geraldo Bravo. Tiveram dois filhos: Thierry Bravo Rampinelli, estudante, e João Henrique Bravo Rampinelli, estudante, vivem muito bem com as Graças da Maria Santíssima.
Marilene Rampinelli, filha de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma, é professora, tem bom conceito da vida, trabalhou como funcionária, viveu com os pais até se casar com Luiz Geraldo Modenesi, rapaz de boa família, hoje é motorista carreteiro. Tiveram três filhos: Patrick Modenesi, Rafaela Modenesi, Vinicius Luiz Modenesi.
Patrick Modenesi, filho de Marilene Rampinelli e Luiz Geraldo Modenesi, nasceu em João Neiva. Na sua infância, estudou e tirou diploma. É Operador de área de secagem da Aracruz Celulose. É um jovem bem determinado no seu ser, tem boas qualidades é um ótimo menino até o momento.
Rafaela Modenesi, filha de Merilene Rampinelli e Luiz Geraldo Modenesi, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. É Pedagoga, tem bons princípios de vida, vive bem com os pais.
Vinícius Luiz Modenesi, filho de Merilene Rampinelli e Luiz Geraldo Modenesi, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. Tem boa capacidade de estudo e vive com a família.
Paulo Américo Rampinelli, filho de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na infância estudou e tirou diploma. Tem muita capacidade de estudo e trabalho. É Empresário no ramo de confecção, é uma pessoa muito competente. Namorou e casou com a jovem Lídia Cristina Giacomim, também Empresária no ramo de confecção. Tiveram dois filhos: Fabiana Giacomim Rampinelli e Daniel Giacomim Rampinelli, ambos de menor estão estudando.
Geraldo Rampinelli, filho de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. Tem vários cursos, e excelente condições de vida. Hoje é Assistente Técnico da Aracruz Celulose. Viveu com a família até sua independência. Na juventude formou-se é um profissional com bons conhecimentos e capacidade. Namorou e casou com a jovem Lucimar Lecco é pedagoga. Tiveram dois filhos: Thiago Vinicius Lecco Rampinelli, universitário e Laisa Lecco Rampinelli, estudante.
O jovem casal tem sua própria moradia.
Terezinha Rampinelli, filha de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. Tem bons cursos, viveu com sua família até sua independência é uma menina de muita personalidade. Muito boa, tem bons conhecimentos, ajudou muito sua mãe nos afazeres domésticos, namorou dois rapazes, o primeiro não deu certo, casou com o segundo Laerte Carvalho, bom rapaz, hoje trabalha de Vigilante. Tiveram dois filhos: Larissa Carvalho Rampinelli e Matheus Carvalho Rampinelli, são menores estão estudando. Teve também com o primeiro "marido" Felipe R. Martinelli, hoje estudante do 2 grau.
Mauro Rampinelli, filho de Maria Cuzzuol e Delicio Rampinelli, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. Viveu com sua família até sua independência. É empregado de muito boa capacidade, é Operador de área de secagem da Aracruz Celulose. Namorou e casou com a jovem Rosana Campagnaro é professora. Tiveram dois filhos: André Campagnaro Rampinelli e Pedro Campagnaro Rampinelli, são de menor, estão estudando.
Cecilio Cuzzuol (Irmão), filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu no ano de mil novecentos e trinta e quatro, em Mundo Novo. Quando Cecilio nasceu, trouxe muito alegria e felicidade para a família. Na sua infância já acompanhava seu pai à roça. Estudou numa escolinha da igreja do povoado, a professora não era formada, era professora do interior só tinha o quarto ano primário. O menino aprendeu a ler e escrever o seu próprio nome, não continuou os estudos porque tinha que ajudar o pai na roça, de manhã à noite no cabo do machado, enxada e foice, quase nunca se divertia, só aos sábados e domingos saía para dançar, jogar bola, pescar, caçar e montar cavalo. Na sua juventude gostava de namorar as meninas, nas festa da igreja. Era um herói no trabalho, tinha fama dos melhores, pois executava qualquer tipo de serviço na lavoura. Viveu com a família até sua independência. Era muito dedicado em tudo que fazia. Tinha uma personalidade muito forte. Muito honesto, e muito bravo. Namorou e casou com a jovem Catarina Gomes. Tiveram seis filhos: Luiz Cuzzuol Gomes, Geraldo Cuzzuol Gomes, Lucimar Cuzzuol Gomes, Maria da Penha Cuzzuol Gomes, Sonia Cuzzuol Gomes e Sandro Cuzzuol Gomes.
Com o passar do tempo comprou um terreno fabricou os tijolos com as próprias mãos e construiu sua casa. Mesmo casado nunca abandonou os pais e os irmãos. Hoje tem sessenta e oito anos, é um profissional pedreiro de primeira. Trabalhou de empregado, está aposentado por idade, tem uma vida razoavelmente boa com as Graças de Deus.
Luiz Cuzzuol, filho de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma. Formou-se no SENAI, de Torneiro Mecânico, tem boa capacidade de trabalho. Trabalhou na roça com o pai, foi empregado numa oficina mecânica. Viveu com a família até o casamento. Construiu sua própria casa no terreno do seu pai. Namorou e casou com a jovem Maria da Penha Zacarato. Teve um filho: Klinger Gomes Zacarato, é de menor está estudando até o momento.
Luiz, está empregado e vive muito bem com a família e com as Graças de Deus.
Geraldo Cuzzuol Gomes, filho de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e tirou diploma, mas se dedicou a trabalhar na roça com o pai. É um excelente açougueiro, trabalhou por conta própria, tem boa capacidade de trabalho, é caprichoso em tudo que faz. Viveu com os pais até sua independência. Na sua juventude gostava de jogar bola, montar cavalo, laçar boi e namorar. Namorou e casou com a jovem Pedrolina Maria da Penha Paulo. Tiveram quatro filhos: Rafael Cuzzuol, Rodrigo Cuzzuol, Ricardo Cuzzuol, Rubia Cuzzuol e Hercules Evangelista Cuzzuol.
Construiu a sua casa no terreno do pai. Hoje tem uma vida muito sacrificada, mais leva tudo com muita paciência e com amor ao bom Deus. É uma excelente pessoa, faz tudo para sua família.
Rafael Cuzzuol, filho de Geraldo Cuzzuol Gomes e Pedrolina Maria da Penha Paulo Cuzzuol, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma, mais se dedicou aos serviços na roça com o pai. Gosta de montar cavalo, mexer com gado e jogar bola. Com muito sacrifício da vida que levava no interior, começou aprender a lutar boxe, e hoje está numa Academia de Boxe em Santo André, São de Paulo. Tem boa capacidade de resolver problemas e lutar pela vida, é solteiro.
Rodrigo Cuzzuol, filho de Geraldo Cuzzuol Gomes e Pedrolina Maria da Penha Paulo Cuzzuol, nasceu com problema de saúde, é paraplégico, na sua infância estudou. É um menino muito estudioso, muito educado, é de menor. Tem uma personalidade grandiosa, é muito amável, mesmo com todos os problemas que tem. Possui uma força espiritual muito grande, pois só Deus pode iluminar sua vida, dando-lhe força e conforto.
Ricardo Cuzzuol, filho de Geraldo Cuzzuol Gomes e Pedrolina Maria da Penha Paulo Cuzzuol, nasceu com um pequeno problema de saúde. É menos grave do que a do Rodrigo. Ricardo estuda é de menor, é muito esperto, gosta de jogar bola e nadar. Não é desenvolvido no estudo, porque o problema dele é na cabeça. Mais com as Graças de Deus, pode nadar, jogar bola, andar de bicicleta, montar cavalo e trabalhar.
Rubia Cuzzuol, filha de Geraldo Cuzzuol e Pedrolina Maria da Penha Paulo Cuzzuol, em João Neiva, na sua infância estudava e ajudava a mãe nos serviços de casa. É de menor, é uma menina muito estudiosa. Tem boa saúde, é muito dedicada à família.
Lucimar Cuzzuol Gomes, filha de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva. Na infância estudou e tirou diploma, mas sempre se dedicou aos serviços domésticos. Viveu com os pais até o casamento. Sempre amável com os pais, irmãos e parentes. Tem uma personalidade muito forte. Namorou e casou com o jovem José Benedito Alves Dias. Tiveram três filhos: Brino Alves Dias, Luciano Alves Dias e João Guilherme Alves Dias, todos menores estão estudando.
Maria da Penha Cuzzuol Gomes, filha de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva, na infância estudou e tirou diploma, ajuda a mãe nos serviços de casa. É uma menina muito querida pela família, tem uma personalidade muito forte. Viveu com a família até sua independência. Namorou e casou com o jovem Wilson B. dos Santos. Tiveram dois filhos: Juliana dos Santos e Ramon dos Santos, são de menor estão estudando.
Sonia Cuzzuol Gomes, filha de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma. Se dedicou ao estudo e trabalho, é muito família. Tem bons conhecimentos de vida, trabalhou como empregada, vive com a família, é uma menina muito amável e tem muita responsabilidade. Namorou e casou com o jovem Marcos Aurélio Soares da Silva, tem sua própria casa. Tem uma filha: Ester Cuzzuol Soares, é de menor.
Sandro Cuzzuol Gomes, filho de Cecilio Cuzzuol e Catarina Gomes, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma. Cursou faculdade, é empregado, viveu com a família até o casamento. Namorou e casou com a jovem Simone Valfré Daminhoz. Até o momento não tem filhos.
Arlindo Cuzzuol (Irmão), filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu no ano de mil novecentos e trinta e seis, em Mundo Novo. Na sua infância estudou numa escola do interior, não teve muita expectativa de estudo, se dedicou ao trabalho na roça. Sua infância e juventude foi toda na roça com o pai e os irmãos mais velhos. Sempre dedicado a lavoura. Viveu com os pais até os vinte e oito anos de idade. Namorou e casou com a jovem Nicéia De Bortoli. Tiveram quatro filhos: Charles Cuzzuol, Fabiano Cuzzuol, Simone Cuzzuol e Diene Cuzzuol.
Charles Cuzzuol De Bortoli, filho de Arlindo Cuzzuol e Nicéia De Bortoli, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma. Tem boa personalidade, é um jovem muito dedicado à família. É trabalhador, construiu a casa dos pais, é uma pessoa maravilhosa, ainda não pensou em casar.
Fabiano Cuzzuol De Bortoli, filho de Arlindo Cuzzuol e Nicéia De Bortoli, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma. Está estudando, vive com os pais, trabalha com eles. É um menino muito sensível, educado, também tem um comportamento muito carinhoso. Mora com a família até hoje.
Simone Cuzzuol De Bortoli, filha de Arlindo Cuzzuol e Nicéia De Bortoli, nasceu em João Neiva, na sua infância estudou e tirou diploma no "Grupo Escolar Barão de Monjardim". Sempre se dedicou ao trabalho caseiro, tem uma personalidade maravilhosa, tem bons conhecimentos, viveu com os pais até o casamento. Namorou e casou com o jovem Leonardo Ferreira Manhañes até o momento não tem filhos.
Diene Cuzzuol De Bortoli, filha de Arlindo Cuzzuol e Nicéia De Bortoli, nasceu em João Neiva, na sua infância, estudou e tirou diploma. Se dedicou ao estudo, é uma menina muito educada, ajuda a mãe nos afazeres domésticos, até hoje não pensou em casar. É uma pessoa que tem tudo para vencer na vida.
Benito Cuzzuol (Eu), filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini, nasceu em mil novecentos e trinta e nove, sua história está seguida deste relato.
Namorou e casou com Geralda De Machi. Tiveram cinco filhos: Carlos Aparecido Cuzzuol, Rita de Cássia De Marchi Cuzzuol, Geraldo Tadeu Cuzzuol, Márcio Alexandre Cuzzuol e Regiane De Marchi Cuzzuol.
Carlos Aparecido Cuzzuol, filho de Benito Cuzzuol e Geralda De Marchi, nasceu em São Paulo, no dia trinta e um de março de mil novecentos e sessenta e três, trouxe muita alegria e felicidade para a família, com as Graças de Deus. Na sua infância estudou e tirou diploma, fez o curso de Administração de Empresas, mais abandonou no segundo ano. Não tendo recursos financeiros para dar continuidade aos estudos, começou a trabalhar de office-boy. É um menino muito inteligente. Na sua juventude procurou sempre ser independente, nunca aceitou os conselhos dos pais, sempre levou a vida para frente, baseado nos seus próprios conceitos, sempre conseguiu o que quis. Trabalhava em qualquer serviço até de camelô, para conseguir dinheiro. Desde sua infância sempre se enrolou com os negócios, apesar de ter muita sorte, nunca teve juízo para segurar o dinheiro. Começou a namorou e casou com a jovem Ione de Araújo, moça também sem muito juízo. Tiveram três filhos: Natália de Araújo Cuzzuol, Vanessa de Araújo Cuzzuol e Alexandre de Araújo Cuzzuol, todos menores, estão estudando até o momento.
O Carlos Aparecido já conseguiu bons momentos de felicidade na vida, teve ótimos apartamentos, vários carros até uma empresa de lingerie. Mas tudo acabou, por falta de juízo e não saber controlar as finanças. É uma pessoa que tem muita sorte, mais não sabe aproveitar. No amor desde o casamento não teve muita sorte, até hoje já tiveram diversos conflitos e várias separações. Tudo acontece porque o amor entre eles é frágil, não tem o amor de Deus entre eles. Vejo com muita tristeza, os acontecimentos. Procuramos dar muitos conselhos e apoio, mais eles não reagem. Assim ele vai levando a vida. Esta trabalhando como empregado, na função de serralheiro e morando em sua própria casa.
Rita de Cássia De Marchi Cuzzuol, filha de Benito Cuzzuol e Geralda De Marchi, nasceu em São Paulo, no dia cinco de julho de mil novecentos e sessenta e cinco, trouxe muita alegria e felicidade para a família. Na sua infância estudou e tirou diploma, fez o curso colegial até a sexta série. Não podendo concluir os estudos pois precisava trabalhar, e ter sua própria independência financeira, começou a trabalhar de Auxiliar de Escritório em uma Agência de Publicidade. É uma menina muito inteligente, é muito família, tem seus princípios de vida. Desde criança até sua juventude teve uma carreira brilhante na sua profissão de publicidade, é uma pessoa bem conceituada no ambiente de trabalho. Conseguiu se profissionalizar dentro do ramo da publicidade, sendo hoje Secretária do Gerente da firma. Vive com a família, ajudando em tudo que é preciso. É uma pessoa sem preconceitos, é amigável com todos, gosta muito de se divertir. Tudo que é dela, é dividido com as sobrinhas. No amor não teve sorte, namorou um rapaz mais não chegaram ao casamento por incompatibilidade de gênios. Talvez por ter uma personalidade muito forte, ser muito honesta e responsável em suas obrigações, não tenho até hoje conseguido um rapaz com as mesmas características dela, para se casar.
Geraldo Tadeu Cuzzuol, filho de Benito Cuzzuol e Geralda De Marchi, nasceu em São Paulo, no dia vinte de maio de mil novecentos e sessenta e sete, na sua infância estudou e tirou o diploma do primário, fez o colegial completo, depois o curso técnico em projetos elétricos, na escola federal. Na juventude fez curso de informática sendo um excelente profissional na área. Tem cursos de mergulho e pára-quedismo. É um rapaz muito inteligente, aprende tudo com muita facilidade, sabe fazer qualquer serviço no ramo da eletricidade. Tem uma personalidade muito forte, é muito calado, porém muito honesto e responsável pelos seus compromissos. Trabalhou no projeto Itaú, saiu e hoje trabalha em casa, por conta própria, com projetos de elétrica. Ganha razoavelmente bem, sabe controlar suas economias. É muito família, ajuda os pais na manutenção da casa, inclusive nos afazeres domésticos dando uma mãozinha para sua mãe. Gosta muito de esportes, em todas as modalidades, mas sua paixão é o futebol. Gosta de fazer ginástica, soltar de pára-quedas, e mergulhar em caça submarina. Até o momento não pensa em casar.
Márcio Alexandre Cuzzuol, filho de Benito Cuzzuol e Geralda De Marchi, nasceu em São Paulo, no dia quatro de fevereiro de mil novecentos e setenta e um, trouxe muita alegria e felicidade para a família, na sua infância estudou e tirou diploma do colegial, parou de estudar para trabalhar. Trabalhou de Office-Boy na empresa Panrota. Na juventude trabalhou como funcionário de banco, depois foi servir o Exército Brasileiro, em um ano deu baixa, voltando à vida civil. Hoje continua executando o mesmo serviço em banco, é um funcionário competente, amigos dos amigos, muito seguro no seus deveres e muito inteligente. Gosta de apreciar as coisas boas da vida, muito namorador. É esportista, gosta de jogar bola, dançar, e pescar em alto mar, não fuma nem bebe. Aos contrários dos outros filhos, não gosta de ficar em casa. Não tem princípios de independência, depende muito das pessoas, mas é muito seguro com suas economias, não gosta de ajudar a família. É uma pessoa honesta, cumpridor dos seus deveres profissionais e pessoais, apesar de ser muito criançola. Começou a namorar com a jovem Cristiane da Conceição dos Santos. Tem um filho: Gabriel dos Santos Cuzzuol, recém-nascido. Até este momento vive com a família.
Regiane Cuzzuol Pereira, filha de Benito Cuzzuol e Geralda De Marchi, nasceu em São Paulo, no dia dezoito de dezembro de mil novecentos e setenta e três, na sua infância estudou e tirou o diploma do primário e do colegial. Parou de estudar para trabalhar. Trabalhou nos Correios como Auxiliar de Caixa, com o tempo passou para o escritório como Auxiliar da Gerência. É uma pessoa muito inteligente, amável e honesta em tudo que faz. Gostava de curtir a vida, dançando, jogando bola, freqüentando as festas da igreja. Até hoje gosta de freqüentar a missa aos domingos e dias santificados. Namorou e casou com o jovem Adriano Carlos Pereira. Tem uma filha: Larissa Cuzzuol Pereira, nasceu em Pouso Alegre, é de menor está estudando, é o xodó da família.
Regiane tem sua casa própria em Pouso Alegre, Minas Gerais. Gosta das coisas boas da vida, é muito religiosa, e muito conceituada na família. Segue os princípios de Deus e da Maria Santíssima. Com muito amor e carinho, gosta de festejar tudo de bom na vida. Trabalha fora, para ajudar a melhorar a renda familiar. Desde da infância até o presente momento é uma garota de bom caráter e personalidade. Adora conhecer suas origens e manter relações de amizades com todos os parentes.
LEONORA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua infância estudou na escola do interior, estudou muito pouco. Na sua juventude ajudava a mãe a executar os serviços do lar, e na lavoura com o pai e os irmãos. Fazia de tudo na lavoura. Era uma jovem muito querida e muito amável com todos da família. De muita responsabilidade em tudo a executar. Gostava muito de festa da igreja. Contornava as coisas difíceis com muito amor e carinho. Era uma conselheira na família, sempre procurava ajudar as pessoas com uma palavra de amor. Na juventude namorou e casou com o jovem Luiz Frigini, rapaz bem sucedido na vida e de família muito boa. Tiveram dois filhos: Carlos Frigini ( In Memorian) e Terezinha Frigini (In Memorian). Leonora Cuzzuol, logo depois da chegada dos dois Filhos com muita vida pela frente para se amar vê a tristeza na família, o seu amado companheiro Luiz Frigini, foi assassinado em sua própria casa, logo ao levantar da cama de manhã, por um empregado da família com uma tesoura na mão, sem dar pelos menos um bom dia, cravou a tesoura no peito e o levou a morte. O tempo passou e os filhos cresceram.
Carlos Cuzzuol Frigini, filho de Leonora Cuzzuol e Luiz Frigini, cresceu com a historia na cabeça, pensando de um dia partir para a vingança. Mais a mãe com todo o sofrimento de perder o marido brutalmente, aconselhava seu filho a esquecer os acontecimentos da vida, entregando tudo a Deus. Carlos Frigini, na sua infância estudou o necessário para sua sobrevivência. Na juventude ajudava a mãe a sair da crise tão amarga que vinha rondando a família. Começou a namorar com a jovem Adelaide Pinhatão e chegaram ao casamento e foram viver sua vida a dois com muito amor e carinho com as graças de Deus. Tiveram quatro filhos: Os nomes não são citados por falta de conhecimento.
Leonora ficando sozinha conheceu uma pessoa muito boa, começou a namorar e chegou ao casamento, e formou outra família com muito amor e carinho, casou-se com o jovem Luiz Zanotte. Tiveram nove filhos: Argeo Cuzzuol Zanotte, Getulio Cuzzuol Zanotte, Dercilia Cuzzuol Zanotte, Ermelinda Cuzzuol Zanotte, Iracema Cuzzuol Zanotte, Dianira Cuzzuol Zanotte, Maria Cuzzuol Zanotte, Norma Cuzzuol Zanotte e Helena Cuzzuol Zanotte.
Argeo Cuzzuol Zanotte, filho de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu. Na infância estudou é diplomado. Trabalhou com o pai na fazenda, ajudava a família em todos os serviços da fazenda, é uma pessoa muito querida da família, nunca abandonou o pai, a mãe e os irmãos por nada nesta vida. Sempre lutou com muita dignidade e responsabilidade em tudo à executar. Era um rapaz que tinha tudo em sua vida. Sempre viveu com a família até seus pais partirem dessa vida para outra. Era um jovem muito apreciado pelas garotas do lugar. Namorou coma jovem Nilza Marozzi e chegaram ao casamento. Tiveram quatro filhos: Rosana Marozzi, Daniele Marozzi, Eduardo Marozzi e Luiz Carlos Marozzi.
Vive muito bem com a família na mesma fazenda que seus pais deixaram para ele. Vem cuidando com muito amor tudo o que construíram na vida com as Graças de Deus.
Getúlio Cuzzuol Zanotte, filho de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu, na infância estudou é diplomado. Na juventude viveu com a família e ajudava em tudo a executar na fazenda. Era muito amado, sempre cumpriu com suas obrigações. Gostava muito de curtir a vida. É uma pessoa bem conceituada na sua decisão. Tem muita responsabilidade no seus afazeres. Viveu com os pais até se casar. Começou a namorar com a jovem Madalena Campagnaro e chegaram ao casamento. Tiveram dois filhos: Angélica Campagnaro e Fernanda Campagnaro. E foram viver a sua independência com muito amor e carinho, com as Graças de Deus. Ana Luiza e Gabriel são netos de Getúlio.
Dercilia Cuzzuol Zanotte, filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanote. Nasceu em Ibiraçu, na sua infância estudou é diplomada, era uma jovem bonita. Sempre procurou ajudar a família no seus deveres. Gostava muito de festa, era muito católica. Amava muito a família, era uma pessoa de muita responsabilidade, conheceu uma rapaz do mesmo lugar, Paulino Curto e começaram a namorar e chegaram ao casamento. Tiveram seis filhos: Maria da Penha Curto, Norma Curto, Anamaria Curto, Maristela Curto, Mauro Curto e Paulo Curto. Vinicius, Estefani, Eudes Júnior, Karem, Gustavo, Eliane, Igor e Leonardo são netos de Dercilia.
Viveu com a família até ganhar sua independência que foi o casamento. E foram viver a vida a dois com muito carinho e felicidade até a morte os separar.
Ermelinda Cuzzuol Zanotte, filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu. Por não conhecer mais detalhes de sua vida fica assim. Sabemos que Namorou e casou com o jovem Augostinho Pinhatão e tiveram seis filhos: Ubirajara Luiz Pinhatão, Maria da Glória Pinhatão, Elinor Maria Pinhatão, Luciene Maria Pinhatão, Paulo Sérgio Pinhatão,
Gilmar Pinhatão e Francisco Pinhatão. Carieli, Gabriel, Raiane, Priscila, Kerinstin, Pablo, Julia e Diego são netos de Ermelinda.
Dianira Cuzzuol Zanotte, filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu, estudou é diplomada. Era uma jovem educada, muito amiga das pessoas, ajudava a família em todos os serviços do lar. Era muito amável com a família e amigos. Era uma pessoa muito responsável com seus compromissos. Viveu com o os pais até adquirir sua independência, sempre sonhou com tudo de bom para a família. Namorou e casou com o jovem Francisco Bermudes. Tive uma filha: Rogeria Bermudes. Depois do casamento foi viver sua independência com muito amor e carinho com as Graças de Deus.
Norma Cuzzuol Zanotte, filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu, na sua infância estudou é diplomada. Na juventude se dedicou a família em todos princípios de sua vida. Era uma jovem muito família, com bom conceitos de vida, muito honesta e de muito responsabilidade. Gostava de curtir a vida, apreciando as coisas boas. Era muito querida pela família, namorou e casou com o jovem Mateus Barcelos. Tiveram dois filhos: Peterson Barcelos e Patrícia Leonora Barcelos.
Jessica, Luciano, Leticia e Artur são netos de Norma.
Maria Cuzzuol Zanotte, filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu, estudou é diplomada. Não temos mais conhecimento de sua vida, só que namorou e casou com o jovem Arnóbio Rocha, não tiveram filhos.
Helena Cuzzuol Zanotte (In Memorian), filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu. Não sabendo da sua vida pessoal e nem profissional. Só sabemos que namorou e casou com o jovem Amarilio Curto. Tiveram quatro filhos: Vanderli Cuzzuol Curto, Amauri Cuzzuol Curto, Amadeu Cuzzuol Curto e Carmem Cuzzuol Curto.
Iracema Cuzzuol Zanotte ( In Memorian), filha de Leonora Cuzzuol e Luiz Zanotte. Nasceu em Ibiraçu. Não temos mais conhecimento sobre sua vida.
JOANA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonarett. Nasceu no Rio Taquaruçú. Casou e teve filhos. Não sabemos mais detalhes sobre sua vida.
RICARDO CUZZUOL (Tio - In Memorian), filho de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti. Nasceu no Rio Taquaruçú. Trabalhou na lavoura de manhã a noite, com o pai, desde da infância até o casamento. Sempre foi dedicado a família, nunca decepcionou ninguém desde sua juventude até a morte. Era um rapaz muito respeitador e cumpridou do seus deveres. Muito católico e amável com as pessoas, sempre foi muito brincalhão, risonho e contador de piadas. Começou a namorar a jovem Helena Devens, e chegaram ao casamento. Tiveram quatro filhos: Editt Devens Cuzzuol, Lindaura Devens Cuzzuol, Antônio Devens Cuzzuol e Ana Devens Cuzzuol.
Editt Devens Cuzzuol, filha de Ricardo Cuzzuol e Helena Devens Cuzzuol. Nasceu no Rio Taquaruçú, desde a infância até a juventude, sempre ajudou a família em todos os serviços do lar e da lavoura. Na infância estudou numa escola do interior, aprendeu o suficiente para seguir sua vida. era uma jovem muito bonita, muito católica e muito amável com as pessoas. Começou a namorar com o jovem Alfeu Furriere e chegaram ao casamento. Tiveram seis filhos: Maristela Furriere, Vera Lúcia Furriere, Aloisio Furriere, Heloisa Furriere, Joana Furriere, Helena Furriere e Leila Furriere. São todos casados e com filhos.
Lindaura Devens Cuzzuol, filha de Ricardo Cuzzuol e Helena Devens. Nasceu no Rio Taquaruçú. Na infância estudou na escola do interior. Aprendeu o suficiente para levar sua vida em frente. Sempre ajudou a mãe nos serviços do lar, e ao pai na lavoura de manhã a noite, até o casamento. Era uma menina muito bonita e amável com as pessoas. Muito católica, gostava muito de ir as festas religiosas, era muito querida pela família e parentes. Começou a namorar com um jovem Cleber de Souza Lopes, e chegaram ao casamento. Tiveram quatro filhos: Linda Klércia de Souza Lopes, Kleverson de Souza Lopes, Darsielen de Souza Lopes (In Memorian) e Elen Darsi de Souza Lopes (In Memorian).
Linda Klércia de Souza Lopes, filha de Lindaura e Cleber de Souza Lopes. Casou com Carlos Aprigio Ferreira e tiveram dois filhos: Francis Kaynir Ferreira e Brayrn Ferreira, são de menor.
Kleverson de Souza Lopes, filho Lindaura e Cleber de Souza Lopes. Casou com a jovem Ruth Mara Lagassa de Oliveira. Tiveram dois filhos: Davi Lagassa de Oliveira e Natã Lagassa de Oliveira, são de menor.
Antônio Cuzzuol, filho de Ricardo Cuzzuol e Helena Devens. Nasceu no Rio Taquaruçú. Na infância estudou. Na juventude ajudava o pai na lavoura de manhã a noite no cabo da enxada, fazendo as plantações de milho, arroz, feijão e outras, conforme a necessidade da família. Era um jovem muito ambicioso, gostava de dançar ir as festas. Religioso, era muito católico e muito paquerador. Começou a namorar a jovem Dilma Machado Ferreira. Tiveram dois filhos: Lissia Mara Ferreira Cuzzuol e João Ricardo Ferreira Cuzzuol.
Lissia Mara Ferreira Cuzzuol, filha de Antônio Cuzzuol e Dilma Machado Ferreira. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Edson.
João Ricardo Ferreira Cuzzuol, filho de Antônio Cuzzuol e Dilma Machado Ferreira. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Andreia, até o momento não tem filhos.
Ana Cuzzuol, filha de Ricardo e Helena. Nasceu no Rio Taquaruçú, na sua infância estudou na escola do interior, na juventude ajudava a mãe nos serviços do lar. Era uma menina muito carinhoso e muito bonita. Os pais tinham muito carinho por ela. Era muito religiosa, gostava de freqüentar festas da igreja, era muito cobiçada por todos os rapazes com quem conversava. O pai para não deixar ela trabalhar na roça como os outros, arrumou um serviço na casa de família em João Neiva, a fim de ver ela em melhor situação e que pudesse se aperfeiçoar mais nos estudos. Começou a namorar com o jovem Edson Soares Batista, empregado do Vale do Rio Doce, em João Neiva. A família tinha o maior carinho por ele, e ele foi um decepção, abusou da menina e não queria casar. O Ricardo obrigou ele a se casar com a Ana. Assim chegaram ao casamento e tiveram quatro filhos: Edson, Luiz Carlos, Magnos e Edra. Por um tempo o casamento foi mil maravilhas, até os filhos crescerem. Depois o amor acabou e a separação chegou. Ele se tornou uma pessoa má para a família. Os filhos não compreendia os acontecimentos. Até que um dia os dois filhos foram para a praia, o Edson e o Luiz Carlos. O Edson voltou para casa, e o Luiz Carlos não porque foi acidentado por um carro de uma pessoa estranha. Desse acidente veio a falecer, foi um choque muito grande para a mãe e os irmãos. Depois da morte de Luiz Carlos a mãe ficou doente até hoje. O tempo passou e outra notícia chegou para a mãe, o filho Magnos também faleceu num acidente de carro na estrada da vida. A mãe com todos os problemas que vinha enfrentando na vida piorou mais ainda a sua saúde. Hoje é uma pessoa triste e sem conceito de vida, o botão de rosa que desabrochou no Rio Taquaruçú, está murchando em João Neiva, por motivo de doença.
Edson Cuzzuol Batista, filho de Ana Cuzzuol e Edson Batista. Nasceu em João Neiva, estudou e é diplomado. Com todos os problemas que enfrentou na família é uma pessoa bem conceituada na vida. Hoje tem sua moradia própria, ajuda a mãe e a avó em tudo que é preciso para tocar a vida em frente. Com a força de Deus e Maria Santíssima. É uma pessoa muito querida da avó, da mãe e dos parentes. É uma pessoa de muito caráter e vive de bem com a vida.
Edra Cuzzuol Batista, filha de Ana Cuzzuol e Edson Batista. Nasceu em João Neiva, estudou e é diplomada. Com todos os problemas que passou na família é uma pessoa muito amada por todos da família e parentes. Tem uma personalidade muito forte, contorna tudo na família com muito amor e carinho. É uma pessoa de muita responsabilidade em tudo à executar. Começou a namorar com o jovem Adriano Rosolene, e chegaram ao casamento. Tiveram dois filhos: Ludinila Rosolene e Guilherme Rosolene.
A história é contada pela avó Helena com noventa e cinco anos de idade.
MARIA CUZZUOL (Tia - In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti. Nasceu no Rio Taquaruçu. trabalhava com a mãe, em todos os serviços do lar. Também ajudava o pai e os irmãos na lavoura. Começou a namorar com um rapaz e ganhou uma filha. Tomou o seu caminho e pegou sua independência. Criou sua filha Dejanira Cuzzuol sozinha, ficou solteirona até a morte.
Dejanira Cuzzuol, filha de Maria Cuzzuol. Nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua infância viveu com sua mãe para seu sustento. Na juventude começou a namorar com o jovem Antônio Rui e chegaram ao casamento. Tiveram filhos.
ANGELINA CUZZUOL ( Tia In Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti, nasceu no Rio Taquaruçú, não teve muita infância porque Deus chamou para junto dele. era uma menina muito bonita trouxe muita felicidade para os pais. Na infância tinha que ajudar a mãe no serviço da casa, e levar café para o pai na roça. Um belo dia ela e a mãe foram levar almoço para o pai e os empregados na roça e ela não voltou, porque Deus chamou ela para junto dele. Quando ela estava indo para roça, no meio do caminho uma tora que vinha rolando do morro a baixo passou por cima da menina, vindo a falecer. Foi o maior desespero para a família e os parentes, que não queria se conformar com o falecimento da filha. Perderam totalmente o prazer na vida.
JOSÉ CUZZUOL (Tio - In Memorian), filho de Luigi Cuzzuol e Itália Bonarett. Nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua infância estudou em escola do interior. Na sua juventude ajudava o pai na roça em qualquer serviço, desde da enxada, a foice, o machado, derrubando mata para plantações. Cuidava dos animais: vacas e cavalos. Era o caçula da família, o xodó do pai. Tinha de tudo o que precisava. Era o mais sapeca da família e também muito briguento, puxava o valho pai. Não arredava os pés em nada. Muito responsável com os compromissos, namorador era o galante dos Cuzzuol. Gostava de paquerar as meninas do lugar, ia muito as festas religiosas. Dançava muito nos bailes da roça. Começou a namorar e casou com a jovem Rosa Piol. Tiveram quatro filhos: Hilário Piol Cuzzuol, Arito Piol Cuzzuol, Irene Piol Cuzzuol e Maurilio Piol Cuzzuol.
Hilário Piol Cuzzuol, filho de José Cuzzuol e Rosa Piol, na infância estou na escola do interior. Na juventude ajudava a família na lavoura, plantando milho, feijão, arroz, mandioca, cana, banana, hortas e frutas e na colheita do café. Foi uma pessoa muito amada pela família. Tinha um bom conceito de vida. Rapaz de muito caráter e responsabilidade com seus deveres, sempre procurando compreender a família e os amigos. Viveu sua vida toda até o casamento com o pai, a mãe e os irmãos. Quando seu pai faleceu, ficou desbaratinado com o destino, vendeu suas terras e tomou outro rumo na vida. Comprou uma casa em outro lugar João Neiva, trabalhando de empregado. Começou a namorar com a jovem Zeni Clemente e chegaram ao casamento. Tive um filho: Claudio Júnior Cuzzuol. Vinicius Clemente é neto do Hilário. Hoje vive em Ibiraçu. Trabalha na Prefeitura de empregado, tem sua própria moradia, é independente com as Graças do Senhor Bom Deus.
Arito Cuzzuol, filho de José Cuzzuol e Rosa Piol, nasceu no Rio Taquaruçú. Na infância estudou é diplomado. Não temos os informações sobre sua vida pessoal e profissional só que namorou e casou com a jovem Maria da Glória Scopel e que tiveram três filhos: Antônio Marcos Cuzzuol, Claudete Cuzzuol e Claudinéia Cuzzuol.
Paula e Sérgio Júnior são netos do Arito Cuzzuol.
Irene Cuzzuol, filha de José Cuzzuol e Rosa Piol, nasceu no Rio Taquaruçú. Na infância estudou em escola do interior. Outras informações sobre sua vida pessoal e profissional, não temos, só que namorou e casou com o jovem José Eustáquio F. de Souza. Teve uma filha: Solange Cuzzuol de Souza.
ANUNCIATA CUZZUOL ( Tia In- Memorian), filha de Luigi Cuzzuol e Itália Bonaretti. Nasceu no Rio Taquaruçú. Falta de informação sobre sua vida pessoal e profissional, só sabemos que namorou e casou com o jovem Pedro Peruchi, e que tiveram três filhos: Maria Peruchi, Angelina Peruchi e Ciro Peruchi.
Maria Peruchi, filha de Anunciata Cuzzuol e Pedro Peruchi. Nasceu no Rio Taquaruçú, é solteira e mora com a família.
Ciro Peruchi (In Memorian), filha de Anunciata Cuzzuol e Pedro Peruchi, nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Albina Furieri. Tiveram oito filhos: Lúcia Peruchi, Roque Peruchi, Miguel Peruchi, Maria Luiza Peruchi, Marta Peruchi, Angélica Peruchi, Luciano Peruchi e Regina Peruchi.
Aline, Ana Paula, Gisele, Renata, Keidiane, Jeandra, Geane, Maria Luiza, Jean, Robson, Carlos Eduardo, Jérssica, Caroline, Gabriela, Ciro e Izabela, são netos do Ciro Peruchi.
Juliana Modenesi, é Bisneta de Ciro Peruchi.
Angelina Peruchi, filha de Anunciata Cuzzuol e Pedro Peruchi. Nasceu no Rio Taquaruçú. Na sua juventude namorou e casou com o jovem José Carão. Tiveram seis filhos: João Carão, José Carão, Jaime Carão, Lenir Carão, Neuza Carão e Jucilene Carão.
LUIZ CUZZUOL (Pai - In Memorian), filho de Luigi Cuzzuol e Itália Bonarett, nasceu no Rio Taquaruçú. Homem de uma linda biografia, sua infância, sua juventude, casamento e morte. Aos sessenta e seis anos de idade, faleceu de uma doença incurável, câncer no esófago. Da infância até a morte foi um homem que lutou muito para ajudar o pai a mãe e os irmãos, até o casamento. Sem nenhum estudo, mais um herói em tudo que ia fazer, era também muito corajoso e um grande respeitador da leis da vida, com uma honestidade e responsabilidade no trabalho, onde todos o admiravam. Casou com Thereza Frigini e tiveram sete filhos: Natalina Cuzzuol (In Memorian), Norberto Cuzzuol (In Memorian), Benvindo Cuzzuol, Maria Cuzzuol, Cecilio Cuzzuol, Arlindo Cuzzuol e Benito Cuzzuol.
Trabalhou de meia com os donos da terra. Educou os filhos dentro de suas possibilidades, sempre mostrando o caminho da verdade, da dignidade e do amor ao bom Deus e Maria Santíssima. Teve suas plantações e suas criações de animais. Homem forte, sempre respeitou as pessoas e a família. Aceitou com muita dignidade a vida que levava. Nunca enganou ninguém. Desde criança lutava pela igualdade dos homens na terra. Sonhava em vê as famílias do povoado em melhores condições de vida. Sempre falava que antes de morrer, queria ter a sua própria colônia, para deixar para a esposa e os filhos. Mas aos sessenta e seis anos de idade viu seus sonhos acabar, com a chegada da enfermidade que o abateu. Lutou muito na vida, não media esforços para conquistar a felicidade para si e a família. Mas Deus o chamou para junto Dele.
Deixou a esposa Thereza e os filhos, para dar continuidade a sua geração. Thereza era uma mulher muito forte, fiel a família e aos semelhantes. Era trabalhadora, levou uma vida de muito sacrifício junto com o marido. Casou todos os filhos, e ajudou a criar os netos. Mulher de muita fibra, nunca deixou de trabalhar para dá o bom exemplo à família. Morreu aos oitenta e um anos de idade, deixando toda a família muito triste, porém todos filhos, netos, noras e genros, bem encaminhados na vida. Deixou um lindo exemplo de vida para todos. Agora deve estar junto do seu marido e ao lado de Deus, pois os dois eram muito católicos.
Esta é a história de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini Cuzzuol.
Descrita por Benito Cuzzuol.
F I M.
À AVENTURA DO MENINÃO QUE AOS QUATORZE ANOS DE IDADE ABANDONOU A FAMÍLIA, PARA ADQUIRIR SUA INDEPENDÊNCIA.
Minha vida é um livro aberto.
É com muita honra que escrevo esta frase.
Para ser alguém na vida não precisa ser um estudioso, um artista, ator, advogado, professor ou político.
Basta ter três coisas importantes na vida:
Responsabilidade, Honestidade e Dignidade.
São coisas importantes na vida da pessoa para crescer e realizar os sonhos. Amar o próximo, respeitar a Justiça Divina e da terra. São esses os ensinamentos que aprendeu desde a infância com seu querido pai.
Quando o menino tinha cinco anos, seu pai, ensinou-lhe como ganhar o pão de cada dia, com muita honestidade e responsabilidade. Ensinou-lhe a amolar as ferramentas com pedra de ferro para seu trabalho. Foram esses ensinamentos importantes que seguiram seus passos.
Em Mundo Novo, interior do Estado do Espiríto Santo, morava a família Cuzzuol, e mais umas vinte famílias. Uns eram colonos, outros proprietários. Todas as famílias trabalham na lavoura.
As famílias viviam da plantação do feijão, arroz, mandioca, banana, cana e café.
Cada família tinha sua própria criação de, galinha, porco, vaca, cabra, tinha seu cavalo e cachorro. A riqueza do lugar era o café. As famílias viviam do cultivo da terra, e dos peixes do Rio Piraqueoçú. O lugar era de família muito pobre, porém muito unida, a ponto de se considerar parente, uma ajudava a outra.
As famílias trabalhavam na lavoura de manhã à noite, para comer e viver, era tudo de muito sacrifício. Para ver a cor do dinheiro era só uma vez por ano, na colheita do café. A colheita do café, era tempo de muita alegria, muita cantoria o dia inteiro na roça, porque era tempo de dinheiro.
Os proprietários ficavam muito felizes com a meia do café, feijão, arroz, milho, mandioca e outras coisas a mais, como o dinheiro.
Os colonos se trancavam porque não tinham como dar estudo aos filhos, pois tinham que fazer as plantações dos donos das terras..
A família Cuzzuol era colono, trabalhavam de meia com o proprietário da terra. Tudo que colhia era dividido com o patrão.
Na família era o pai Luiz Cuzzuol a mãe Thereza Frigini e cinco filhos: Norberto Cuzzuol (In Memorian), Benvindo Cuzzuol, Maria Cuzzuol, Cecilio Cuzzuol, Arlindo Cuzzuol.
No dia dois de março de mil novecentos e trinta e nove, nasceu o menino, filho de Luiz Cuzzuol e Thereza Frigini Cuzzuol. O menino trouxe muita alegria, felicidade e amor para a família. O povo do lugar foram visitar a mãe e a chegada do menino, levaram açúcar, café, galinha, arroz e outras coisas, conforme as necessidades da mãe.
As famílias eram todas assim, agradavam umas as outras.
O menino nasceu muito esperto. O povo do lugar admirava tanta esperteza. O menino alimentava-se de leite materno, quando o leite de sua mãe secou, ele mamava na vizinha, ficando assim com a mãe de nascimento e a mãe de leite. Daí em diante, começou a se alimentar com leite de cabra e de vaca.
A vida de sua mãe era muita dura e sacrificada. Para poder viver, tinha que trabalhar na lavoura, ajudando o marido, de manhã à noite, de segunda à sábado na roça. O menino, ficava deitado numa rede, pendurada num pé de café, o dia inteiro, até voltar para casa à noite.
A vida do menino era ser carregado para a roça, com sua mãe do raiar do dia, até o anoitecer. Seus pais não tinham outros recursos, a não ser, trabalhar na lavoura para se sustentar.
O menino começou a dar os primeiros passos aos doze meses de idade, e começou a falar, chamando mama e papa.
No ano seguinte, o menino já andava e falava quase tudo. A sua mãe, se preocupava com tanta esperteza. O pai levava o menino para a roça, e enquanto o pai estava capinando o mato no meio do cafezal, o menino ficava brincando com os bichinhos e os filhotes de passarinho no ninho.
O terceiro ano de idade, seu pai arrumou uma enxadinha e começou a ensiná-lo a capinar o mato. Foi o primeiro ensinamento do seu pai. Ao mesmo tempo, seu pai se preocupava com sua educação, não queria que o filho fosse igual a ele, analfabeto.
O pai dizia ao filho, será que você vai ser um bom lavrador, um padre, ou um médico.
A vida do menino, era fazer tudo o que vinha na cabeça, brincava de pegar passarinho na arapuca. A preocupação do pai era, além de ensinar o cultura da lavoura, ter que ensinar-lhe a ler e escrever, para não ser analfabeto.
O lugar onde morava, não tinha escola, só uma sala de aula na moradia de um Senhor, que cedeu a sala para uma professora que não era formada, só tinha o quarto ano primário. O importante para seu pai era dar estudo ao filho, assim matriculou o menino nessa escolinha.
O tempo que o menino ficou na escola aprendeu a fazer o A,B,C,D e seu próprio nome. Além da escola, o menino jogava bola, pescava e nadava no rio, brigava muito com seus coleguinhas. Aos oito anos de idade, o menino foi matriculado numa escola em outro lugar, muito distante de casa. Era o "Grupo Escolar Barão de Monjardim", lá a professora era diplomada, estudou nesta escola, desde o primeiro ano A, até o quarto ano primário. A diretora era a Sra. Clarice Miranda e Ophelina Amorim Motta. As primeiras professoras foram a Sra. Adilia Campagnaro, a Sra. Celita Nascimento da Ros. e a sra. Derly Pratti Soneguet. A Dona Derly Pratti Soneguet, foi a professora de educação religiosa da igreja São José, em João Neiva. Ensinou o estudou religioso para fazer comunhão com Deus. Era uma pessoa muito amável e religiosa. Foi ela quem vestiu o menino desde o sapato a roupa para a comunhão com Deus. Foi esta religiosa que saciou a sede com Deus pela primeira vez. A sra. Eloisa Myrthis Sarcineli de Almeida, foi a professora de segundo ano, foi muito amável com o menino, era uma pessoa muito carinhosa e gostava muito dele. O menino era o aluno predileto dela. Gostava muito dele, toda vez que podia tirava goiaba e laranja das melhores tiradas do pés e dava para ela como forma de carinho. A Dona Miria Farina, foi a professora do terceiro ano. Era uma professora durona nos estudos, se não estudasse direitinho como ela queria, no fim do ano era bomba na certa. Não tinha choro não, mais era uma pessoa muito bondosa, amável de um coração tão grande que quando o aluno dela não passava, ela ficava triste com os acontecimentos. Ela deu uma bomba tão grande que no outro ano o menino estudou muito para passar para o quarto ano. A dona Raquel Farina, foi a professora do quarto ano primário. Foi uma pessoa muito amável, carinhosa, tinha uma personalidade de ensino do tamanho de uma montanha. Era meiga para falar, de modos calmos com carinho que o aluno ficava até emocionado. Foi a professora que o menino parou nos estudos, ela era maravilhosamente doce. Tinha um carinho muito especial com o menino. O modo dela ensinar o menino admirava, porque era do interior, pois ele se achava grosso no modo de falar por ser um peão da roça. Mais com esta história o menino está escrevendo pode agradecer a cada uma, que lhe ensinou a ler e escrever e deu a luz para ele encontrar o caminho da sua vida, até o momento de hoje. Que Deus proteja todas elas, onde quer que estejam. Para estudar nesse grupo o menino tinha que andar a pé uns quarenta minutos, era muito sacrifício. Tinha que levantar as cinco horas da manhã, e enfrentar muitos obstáculos, atravessar pastos com gados bravos, rios, pontes, matos e cafezais. Todos esses sacrifícios era observado pelo seu pai.
O menino estudava no horário da manhã, das sete às doze horas. Na volta da escola, trabalhava, ia levar café na roça para o pai e os irmãos mais velhos, e ajudava a capinar até o anoitecer.
A volta para casa, ao chegar da roça, tinha que moer cana no engenho para fazer o caldo, para fazer café e depois separar os bezerros das vacas no curral para a mãe tirar leite das vacas no dia seguinte, depois tomava banho no Rio Grande perto de sua casa, depois jantava e ia estudar a lição do dia seguinte, terminava dormindo com a caneta na mão, de tão cansado.
Com todos os sacrifícios da vida, o menino estudou só até o quarto ano primário. O menino não tinha tempo para diversão, porque além de estudar e trabalhar na lavoura com seu pai e irmãos, de segunda a sábado, no domingo trabalhava para si próprio, queria ganhar um dinheirinho para sua despesa extra. Gostava de caçar, pescar, jogar bola, montar cavalo, laçar boi e dançar aos sábados.
O menino sempre teve boa saúde, até os nove anos de idade, quando sofreu uma enfermidade muito grave, que foi desenganado pelo médico e preocupou toda família. Com um grande tratamento de um curandeiro e as Graças do bom Deus, o menino ficou curado e continuou com os estudos. Depois da enfermidade, o menino ficou muito revoltado, até com a família. E ficou muito levado da breca, no lugar onde morava, ele era o mais malvado da turma. Só fazia coisas que não eram para ser feitas. O menino foi crescendo com o princípio de ensinamento dos pais que eram severos nos conceitos de educação. O menino quando errava nos conceitos dos pais, apanhava de bainha de facão até pedir perdão aos pais e prometer que não ia mais cometer aqueles erros. Com todos os sacrifícios o menino conseguiu tirar nos estudos o quarto ano primário. O menino não tendo recursos financeiros, para estudar em outro colégio, e vendo o pai e os irmãos mais velhos na luta do dia a dia, sem cultura nenhuma e sofrendo as consequências da vida, dividindo seu próprio sangue derramado com os patrões e donos das terras. Sem melhoras na família, achava que não era certo o que estava acontecendo, começou a se revoltar, com a família. O menino tinha um sonho à realizar, com o diploma nas mãos, queria seguir uma carreira na vida, diferente dos irmãos, que ouvia sua mãe falar, que os filhos estudassem para ser padre ou médico. O menino era muito levado da breca não gostava de ouvir aquelas palavras. Gostava mesmo era de montar cavalo, laçar boi, e também queria ser cantor, tentou até aprender a tocar violão e acordeão, mas não conseguiu, e continuou na lavoura até servir o exército. O menino não aceitava essa vida que levava, fazia os serviços da roça desde a horta da mãe, até o cabo do machado, derrubando mata para cultivo das plantações, como feijão, arroz, cana, milho, banana, mandioca, e no pasto fazia cerca de arame. Cultivava a terra, com arado de boi, serrava madeira para fazer casa, amassava barro com os pés para construir casa de pau a pique, tudo tinha aprendido com seu pai. Essa era a vida do menino no interior do Espiríto Santo, a família do menino era muito pobre e as vezes não tinha mistura para comer no jantar. Certa vez o menino pegou uma vara e anzol, chamou um amigo e foram pescar, chegando no rio, não pegando peixe nenhum, ficou revoltado com a vida que levava. Nesse momento enquanto pensava nos acontecimentos, apareceu uma pata com os patinhos de um vizinho, nadando no rio, o menino que estava revoltado por não ter pescado nada, pegou os patinhos e afundou um a um para ver se eles viviam, terminou matando todos os patinhos, só ficou a pata mãe. O dono da pata viu, mandou um empregado, falar com a mãe do menino e disse o que ele tinha feito. A mãe do menino quando soube da reclamação, não quis saber de nenhuma justificativa, pegou uma vassoura de pindaíba de varrer o terreiro, chamou o menino e deu uma surra, que foi a conta. O menino resolveu deixar a família para enfrentar a vida no mundo sozinho. Antes de sair de casa, pensou muito, sobre as brigas que tinha com seus familiares, pois se sentia muito acuado. Nessa noite dormiu em casa, na manhã seguinte era domingo, levantou cedo e começou a arrumar as tralhas, para ir embora, fugir de casa sem a mãe perceber, mais quando o menino ia fugindo, a mãe viu a trouxa de roupa e perguntou aonde você pensa que vai?, o menino respondeu, vou embora desta casa, porque não vou levar a vida que vocês levam. A mãe do menino respondeu, você só sai daqui pelado, sem roupa nenhuma no corpo. O menino falou, pode ficar com tudo o que está ai na trouxa, vou embora só com a roupa do corpo, a mãe mandou o menino tirar a cinta e o sapato e deixar tudo junto com a roupa. O menino saiu só com a calça, camisa e o tamanco nos pés, e falou nunca mais volto para esta casa, pode chorar, pode até morrer, mais não volto mais. O menino naquele momento não pensava em nada, saiu cortando a estrada de terra e foi para o sítio Prandi Irmãos, aonde morava uma família muito unida. Chegando nesse lugar, falou com o irmão mais velho da família, tem um lugar para um peão trabalhar, todos os irmãos perguntaram, você agüenta levantar uma bolsa de café de doze quarta, respondeu não sou adulto, mas estou aqui para o que ter e vier. Os irmãos falaram, você está empregado. Mandaram subir ao sótão para ver onde ia dormir. O menino subiu ao sótão, e gostou muito, falou meu Deus agora minha vida vai ser outra. Sem a família para consolar nas horas difíceis. Mais foi em frente, depois de ver os aposentos, o menino desceu as escadas e ficou no meio da família como sendo um deles. Na hora do almoço, chamaram o menino para almoçar na mesma mesa da família, após o almoço, Dona Beatriz perguntou, menino cadê a trouxa de roupa. O menino respondeu o que tinha acontecido com ele e a mãe. Ele falou só me deixaram com a roupa do corpo e os tamancos nos pés. Dona Beatriz mandou a filha pegar uns retalhos de pano que tinha em casa para fazer uma muda de roupa de trabalho, para o menino. Passado o dia que era domingo, no jantar da tarde o irmão mais velho que comandava tudo na casa, começou a falar das tarefas do dia seguinte. Cada irmão tinha sua responsabilidade de serviço à executar, ele falou, eu, o menino e Silvestre, nossa tarefa vai ser mexer com a tropa de burros de cargas, temos que levantar ao cantar do galo, juntar a tropa de burros dar milho, raspar e colocar as cangaias nos burros, no amanhecer do dia, nós estaremos cortando estrada. Os primeiros dias de trabalho foram difíceis, para um menino de quatorze anos de idade, tinha que correr atrás de treze burros de cargas no amanhecer do dia até o anoitecer, depois tomar banho, jantar e dormir para o dia seguinte começar tudo novamente.
O trabalho com a família Prandi Irmãos, era mexer com tropa de burros, com a lavoura e com o gado leiteiro. Tirava leite das vacas e vendia na vila, em cidade do interior, depois da volta da entrega ia para a roça trabalhar em qualquer serviço, desde da enxada, a foice, o machado e serra, serrar madeira na mata. A família era em oito pessoas: o pai era falecido. Tinha a mãe Dona Beatriz e os sete filhos Benedito Prandi, Alexandre Prandi, Antônio Prandi, Rosa Prandi, Joviniano Prandi, Francisco Prandi e Silvestre Prandi. Dona Beatriz Rossoni, ficou viúva ainda jovem, mais sempre procurou ensinar os filhos o modo de vida que o pai levava. Era uma pessoa muito amada por todos, muito religiosa, tinha muito poder sobre a família. Dona Beatriz gostava muito de ajudar as pessoas, com bons conselhos. Quando se viu sem forças para lutar na roça, porque estava doente, passou todas as responsabilidades para o filho mais velho, Benedito, ele tomava conta da família e dos afazeres da colônia. Os outros irmãos aceitaram com amor as sugestões de serviços à executar, que o Benedito apresentava para cada um deles, sem divergências.
Em mil novecentos e cinqüenta e quatro, ano base que começou a ser subordinado, por uma família muito humilde e católica. Começava a vida assim, aprendendo a ser subordinado. Tinha um administrador que era o homem mais velho da família Benedito. Homem muito humilde, sem cultura, mais um grande administrador, sempre pronto a compreender seus irmãos e seus empregados. Esta família era meieira, também tomava conta de uma colônia, tinha muito trabalho à executar, tinha muito gado leiteiro e de corte, colhia café, milho, mandioca, arroz, feijão e cana para fazer açúcar, vinho, rapadura e mel.
O menino sendo empregado, era muito estimado, a família começava a crescer os seus bens capitais com muito trabalho, força de vontade e muita garra. Após a hora do jantar, o administrador, seus irmãos e os empregados reuniam-se para uma reunião afim de sugerir idéias de como seria o serviço do dia seguinte.
O Alexandre Prandi, era o forte na roça, e em todo serviço, era responsável na colheita do café e das plantações, administrava os empregados à executar os serviços.
O Antônio Prandi, ajudava nos serviços da roça e executava qualquer serviço. Casou e foi viver a sua independência com a esposa em outro lugar, construiu sua casa e formou sua própria colônia.
A Rosa Prandi, era quem cuidava da mãe e fazia todos os serviços da casa, lavava e passava todas as roupas da família e dos empregados, cozinhava, fazia o almoço, jantar e os lanches, não casou até esse momento, continua cuidando dos irmãos mais velhos com muito amor e carinho com as Graças do bom Deus.
O Joviniano Prandi, trabalhava na roça com os irmãos, mais não gostava dos serviços da roça, foi servir o Exército Brasileiro, em Vitória, Capital do Espírito Santo, durante um ano, depois deu baixa e voltou para casa dos irmãos, foi quando resolveu abandonar a roça e trabalhar de empregado na Companhia Vale do Rio Doce, em João Neiva, namorou e casou com a Cizira, filha do Henrique De Marchi. Depois do casamento ficou morando com os irmãos, quando sua filha completou cinco anos ele mudou-se para a cidade de João Neiva, afim de adquirir sua independência, trabalha até hoje.
O Francisco Prandi, trabalhava na roça com os irmãos, executava qualquer serviço, era a pessoa que tomava conta do gado, tirava leite das vacas e vendia. Comprava todas as mercadorias para a família. Namorou e casou com a jovem Silvina, viveu uns tempos com a família até fazer sua própria estrutura de vida. Comprou terras e formou seu própria pasto para gados de corte. Hoje vive sua independência.
O Silvestre Prandi ( In Memorian), é o caçula da família, trabalhava em qualquer serviço da roça, com os irmãos. Trabalhava com as tropas de burros, que puxava, café, milho, feijão e arroz do paiol da roça dos agricultores para o setor de beneficiamento em João Neiva. Montava em cavalo bravo para amansar. Não tinha medo de nada. Namorou e casou com a jovem Iracema Mouro. Vive com os irmãos até esse momento. Depois de uma enfermidade que o levou a uma cirurgia, não ficou bom, hoje vive numa cadeira de rodas, sem poder fazer nada.
Benedito Prandi, viu os dias, meses, e anos passando e com sua administração de honra, seu capital foi crescendo.
O menino como empregado, admirava as idéias e as vitórias. Foi neste momento que aprendeu a ser comandado, percebeu também que poderia ser um administrador, igual a este homem que tanto admirava.
Aos quatorze anos, era um ótimo tropeiro e vaqueiro. Gostava muito de tirar leite e mexer com tropas de burros. Trabalhava na casa, como sendo da família. Todos gostavam do menino. Era o empregado de muita confiança da família. Trabalhava em qualquer serviço, levantava ao cantar do galo, as três horas da manhã, e trabalhava até as vinte horas da noite. Ganhava a quantia de quarenta cruzeiros por mês, mais comida, roupa de trabalho, roupa lavada e passada, e dormida. O menino para ter uma renda melhor, aos domingos no dia de descanso da família, ele fazia trabalho extra, colhia café a meia com o patrão. O divertimento do menino, era dançar aos sábados, jogar bola nas horas de folga e pescar aos domingos. Essa era a vida do menino no interior.
O menino era muito trabalhador, tudo que queria conseguia e agia com mentalidade de jovem adulto. Gostava muito de paquerar as meninas do lugar, se achando um verdadeiro conquistador de corações. O menino aos dezesseis ano de idade, estava de folga do trabalho, num belo dia, quando apareceu uma família de ciganos que andava cortando estrada e montando suas cabanas nos pastos com os animais. E chamava as pessoas para tirar a sorte. O menino foi chamado para ler a mão, por uma avó cigana que era a mais velha do bando. O menino com muito medo foi ao encontro da avó. Ela disse ao menino, não tenha medo, somos gente iguais a vocês, só não temos paradeiro e casa para morar. O menino entrou na cabana, a avó pegou na sua mão e disse, você é uma pessoa muito feliz, tem muito para progredir na vida, você namora uma moça longe daqui, mais não gosta dela, você vai acabar o namoro com ela e vai namorar uma outra menina bem perto de você. Ela gosta muito de você, e você, nem percebe, mais terá muitos obstáculos pela frente, vai parar de trabalhar na lavoura, pois terá que servir o Exército, vai seguir carreira no Exército, vai ser um menino de muito sucesso, vai possuir um caminhão, ter muitas aventuras e ser dono do próprio nariz, ter comércio e muitos empregados, mas com o tempo tudo isso acabará e voltará a ser empregado. Quando o menino deixou a cabana, foi logo para casa, muito perturbado e pensativo com tudo o que a avó cigana falou para ele. Logo começou a pensar nesta menina. Numa noite de Natal na missa de galo em João Neiva, na igreja de São José. A família dela fora assistir a Missa de Galo. O menino e os patrões e os outros empregados foram assistir a missa também. Nesta noite começou a concretizar o que a cigana disse. O menino começou a conquistar o coração da jovem Geralda De Marchi, e começou a namorar firme com ela. Teve muitos obstáculos com o pai da menina, porque ele não queria o namoro por achar que os dois eram muito criança e empregado de família na roça.
O tempo foi passando e o menino sempre pensando em deixar de trabalhar na roça.
Num belo dia da semana, estava chovendo muito no lugar. O rio estava muito cheio, a correnteza carregava tudo que estava na frente. Já tinha carregado as pinguelas mais baixa do rio. Só tinha uma pinguela mais alta que o rio ainda não tinha levado de água abaixo, ainda dava para atravessar o rio para o outro lado. Era um domingo, o menino estava no sótão pensando em ir servir o Exército e deixar tudo para trás, desde a namorada, ao serviço da roça, e todos os amigos. Da janela do sótão ele apreciava o rio que era uma beleza de tão cheio, de repente veio em sua mente de ir ver o rio de perto. Vestiu o calção de banho e desceu a escada e foi para cima de uma pedra bem grande na beira do rio e começou a pensar como a natureza era bela e olhando a água, a correnteza carregando tudo que encontrava pela frente, quando viu uma senhora, com uma criança no colo e outras duas andando em direção da ponte. Ele continuou olhando a água a correnteza, quando ouviu os gritos da senhora desesperada pedindo que Deus salvasse sua filha, que tinha caido da ponte, e a água estava levando-a para baixo. O menino levantou a cabeça e viu a menina afundando com as mãos para cima, não deu tempo de pensar em nada, nem na morte, jogou-se naquela água funda para salvar a menina, com a ajuda de Deus e de Maria Santíssima, que lhe colocou naquele lugar, na hora certa e deu toda coragem para salvar a vida daquela menina. Aquele momento, para o menino foi a glória e a felicidade. Só Deus sabe o quanto era bom um jovem garoto de dezesseis anos salvar alguém. Quando o menino tirou aquela menina da correnteza, que parecia um dilúvio, viu nos olhos da mãe um brilho de luz que iluminava aquele lugar, e todos que ali estavam gritavam Deus abençoe este garoto. O menino ficou muito feliz, pois até aquela idade ele não tinha feito nada de bom, como salvar uma menina, pois era considerado um adolescente muito pródigo e muito briguento. Os adolescentes do seu tempo, eram iguais a ele. Só que ele era muito malvado, tanto na turma da escola como no futebol. Porém exigia respeito dos amigos porque era muito enérgico nas suas decisões, tudo que queria conseguia.
O menino trabalhou com a família Prandi, do ano de cinqüenta e quatro até o ano de cinqüenta e sete. No ano seguinte o menino foi servir o Exército Brasileiro. Ficando por um ano adquirindo muita experiência na vida, pois agora estava no meio de pessoas de linguagem de muita cultura. E assim sua vida foi mudando para melhor. Trabalhou com o Capitão Zeni, Veterinário do Exército. Ele foi um pai para o menino, pois fez o menino estudar tudo sobre os animais e os cavalos do Exército, fez também linha de tiro, acampamento, instrução de guerra, foi um lição de vida. Estudou e tirou a carta de motorista no Exército. Entrou como soldado Armeiro na Companhia do Capitão Doria, e saiu como Soldado Veterinário no comando do Capitão Zeni.
Tendo bom comportamento e revelando boa capacidade de trabalho, sendo muito considerado pelos seus superiores. Foi um Soldado que lutou muito para conseguir o seu objetivo.
Foi Soldado muito amigo do Capitão e conseguiu fazer curso de Cabo Veterinário, era um grande batalhador na defesa da Pátria. Tirando algumas idéias de Soldado que era comandado, da mesma forma que era comandado na fazenda Prandi Irmãos.
O menino via naqueles: Major, Coronel, Capitão, Tenente, Sargento e Cabo, a voz de comando igual ao administrador que ele tanto admirava. Foi neste momento que começou a estudar a carreira para ser líder. Como Soldado, começou a compreender, tudo vem da boa vontade. Como Soldado passou a ser responsável por um grupo de Soldados que executava serviços extraordinários para o quartel.
Era Soldado de confiança da seção, comandava os soldados, com muito prazer e honestidade procurava compreender as idéias sugeridas de cada companheiro. Ele notava em cada elemento uma idéia diferente da outra. Naquele momento o maior problema era compreender as idéias porque eram comandados e subordinados a um superior. Começou a estudar o pensamento de cada elemento, que conversava com ele. Foi quando percebeu que para ser superior um subordinado deve existir. É a verdade. O caráter, honestidade e a voz ativa de comando é a responsabilidade. No ano seguinte, dando baixa do Exército, para voltar a vida civil, foi muito difícil para o agora meninão, porque ele gostava muito da vida militar. Foi convidado pela terceira C.R., para entrar na Policia Civil, como Cabo. Não aceitou a proposta. E saiu do quartel na primeira baixa.
Entrando na vida civil, o meninão deixou de trabalhar na fazenda Prandi, e foi morar com o irmão mais velho, Benvindo, combinou com ele de pagar pensão e foi procurar emprego. Entrou em uma firma de construção do Rio de Janeiro, Construtora Guanabara, para fazer viaduto. Trabalhando nesta firma, onde trabalhava seus primos, construindo um viaduto entre João Neiva e o Rio Piraqueoçú. Entrou como auxiliar, em pouco tempo conseguiu uma profissão de carpinteiro, tinha uma mentalidade muito boa, para aprender as coisas. Era muito considerado, pelo seu superior e pelo chefe da seção e também pelos seus colegas.
Enfrentava qualquer serviço das seis horas da manhã, as vinte horas da noite, fazendo horas extras, para se libertar do emprego.
Após seis meses de serviço na Construtora Guanabara, construindo um viaduto na estrada da linha de trem. Começou como ajudante depois de um mês passou a carpinteiro, fazia caixa de concreto, batia massa de concreto na mão, foi uma luta muito dura durante um ano. O viaduto ficou pronto e os empregados foram dispensados. A firma ia voltar para o Rio de Janeiro, o meninão sendo um ótimo empregado foi convidado pelo Supervisor para trabalhar nessa firma no Rio de Janeiro, o meninão achando muito distante do lugar onde morava, e da namorada, da qual gostava muito, não aceitou.
Mas com as suas economias, que tinha guardado, convidou o irmão mais velho Benvindo, para fazer uma sociedade. Comprou um caminhão de transporte, marca Ford, ano quarenta e dois. O meninão com seu talento e sua capacidade de trabalho, conseguiu se libertar do emprego e trabalhar por conta própria. O meninão com esse caminhão, conseguiu um contrato numa firma que era Empreiteira da Vale do Rio Doce, para puxar madeira da mata para estação de embarque. O meninão lutava com a vida, para melhorar a sua situação financeira, e também de sua família. Trabalhava das duas horas da manhã as vinte horas da noite, não tinha tempo nem para ver sua namorada.
O que o meninão queria era melhorar para conseguir se casar. No ano seguinte, o meninão já estava conseguindo seu objetivo, estabilizar sua situação financeira. Mas a sorte mudou, seu pai que era seu melhor amigo, estava sofrendo de uma enfermidade muito grave, sendo uma doença incurável, estando inclusive desenganado pelo médico. O meninão com todos os acontecimentos, ficou desesperado, sem saber o que fazer com o problema de seu querido pai. No dia doze de fevereiro de mil novecentos e sessenta, saindo de casa com seu irmão e um empregado, com o caminhão, para trabalhar e ganhar o pão de cada dia, no meio da estrada muito preocupado com os acontecimentos da saúde do seu pai, veio a bater em outro caminhão grande, e amassando o seu caminhão na frente. O desespero veio ainda maior, mais com as Graças de Deus, não aconteceu nenhum acidente, com os ocupantes dos dois caminhões. O meninão, e o motorista do outro caminhão, se entenderam e seguiram viagem para a mata para buscar madeira. O meninão falou, meu Deus o que está acontecendo comigo, tudo que faço, nada dá certo.
Mas certo dia do mês de fevereiro o meninão teve a notícia do médico, que seu pai precisava ser internado com urgência para ser operado. O meninão sabia que o problema do seu pai era grave, risco de morte. O pai do meninão foi internado na Santa Casa de Misericórdia em Vitória na Capital do Espírito Santo, para fazer uma cirurgia, os médicos falaram com o irmão Benvindo, se não operar, seu pai pode vir a falecer, e se operar pode ter chance de viver um pouco mais. Benvindo reuniu a família para saber qual atitude tomar, todos concordaram com a operação, e colocaram nas mãos de Deus.
A mãe e os irmãos, que estavam na roça em Mundo Novo, foram todos para João Neiva, morar com o Benvindo, afim de acompanhar o tratamento do pai.
O meninão, com todos os acontecimentos que estava enfrentando, pedia a Deus a Graça para seu pai viver. O meninão sempre preocupado com a saúde de seu pai não queria trabalhar longe de casa, mais recebeu ordem da firma, para retirar tora de madeira da mata para a serralharia da cidade. Na volta o caminhão quebrou no caminho da mata, o meninão se desesperou com tudo o que acontecia, no momento tão difícil da vida, ficou consertando o caminhão com o empregado enquanto seu irmão procurava socorro com outro motorista. Voltando para casa, do irmão Benvindo, no caminho estava tão desesperado, que encostou o caminhão em frente de um bar e começou a tomar pinga, uma atrás da outra. O irmão e o empregado falaram, deixa disso, não adiante nada beber, todos nós temos problemas na vida. Temos que conviver com o destino. Saindo do bar, pegou o caminhão para seguir viagem, o caminhão foi de encontro de uma barreira, caindo com a frente num buraco fundo. Ao forçar o caminhão para tirar do buraco, o motor fundiu.
O meninão deixou a caminhão no buraco, para voltar no outro dia com a junta de boi. Chegando em casa para descansar e ter um pouco de paz, encontrou muita conversa fiada. O meninão resistiu todas as conversas, tomou um banho e foi dormir. No dia seguinte, iria tentar tirar o caminhão do buraco com a ajuda do seu irmão, do empregado e com a junta de boi. Foram logo desmontando o motor para ver o estrago, foi decepcionante, mais firmou o pensamento em Deus, e pediu ajuda de um motorista colega e companheiro de trabalho, que queria ajudar a consertar o motor no fundo do quintal da sua casa. Conseguiram reformar o motor pondo em funcionamento. O meninão e o irmão, resolveram vender o caminhão, e voltar a trabalhar de empregado. O meninão deixando a família, sua namorada e os colegas para trás, partiu para longe de casa, afim de esquecer tudo que estava acontecendo em sua vida.
Partindo para uma nova aventura na vida, viajou para o Estado de Minas Gerais, em busca de uma melhora de vida e de uma situação financeira estável. Chegando em Coronel Fabriciano, encontrou uns amigos de infância, juntou-se a eles e conseguiu um emprego, na fundição da Usiminas. Não gostando do emprego, resolveu sair em busca de algo melhor. Entrou em outra firma, Companhia Siderúrgica Acezita, aonde fez novas amizades, esquecendo um pouco do passado. Trabalhou uns doze meses, aprendendo a profissão de operador de máquina. Mais o seu problema continuava, sempre pensando no seu querido pai, que tinha deixado internado no hospital.
Um belo dia, pensando nos acontecimentos da vida, muito preocupado com sua situação financeira, pois estava sem dinheiro, o chefe de seção, percebeu e veio ao encontro do meninão, dizendo, o que está acontecendo. Ele relatou todo seu problema, seu chefe falou, vai para casa descansar a cabeça. Mesmo assim não estava satisfeito. Um belo dia ele estava no horário de folga, saiu um pouco para descansar do almoço, quando encontrou um amigo de infância que lhe disse, meninão seu pai esta muito mal, a beira da morte. O meninão chorou muito, sozinho em cima de uma ponte, voltou para a firma e conversou com seu chefe, explicou os acontecimentos, ele deu licença de uns dias, mais dinheiro para o meninão viajar. Ele pegou o primeiro trem que passava em João Neiva para Vitória. Era doze horas de viagem. Chegando em Governador Valadares, o trem quebrou, não podendo continuar a viagem, mandaram os passageiros para um hotel afim de pernoitar. Pela manhã, quando o meninão ia pegar o trem, foi barrado por policiais, acusado de roubo no hotel. Como não tinha nada a ver com a acusação, entregou a mala para averiguação, os policiais pegaram a mala jogaram as roupas no chão e reviraram tudo, nada encontrando deram ordem para prosseguir a viagem. O meninão não queria acreditar em tudo que estava acontecendo. Chegando em João Neiva, ainda encontrou o pai com vida. Quando foi ver o pai, ele disse, estou indo embora para sempre, meu filho. Passando uns dois dias, seu pai faleceu. Depois do enterro, voltou para firma, onde foi recebido pelos colegas e chefe com um abraço de conforto, eles disseram, toca o barco para frente. Trabalhou um tempo e pediu demissão, partindo para outro estado, em busca de nova aventura.
O meninão volta para casa da namorada, ficando noivo no domingo, deixando a aliança com a noiva para em seguida se despedir da noiva e da família e viajar para o Estado de São Paulo em busca de seu objetivo.
Foi a maior aventura, quando pegou o pau de arara no Rio de Janeiro com destino a São Paulo. A história de sua vida, teve briga, foi parar num posto policial da estação de trem, tinha quebrado o vidro da janela do trem, porque não queria abrir e não queria pagar, pois não tinha dinheiro. Para ele foi um divertimento, durante toda a viagem até São Paulo.
Quando desceu do trem na estação do Brás, para o meninão, parecia que estava num mundo diferente. Firmou seu pensamento em Deus, pediu que seu pai lhe ajudasse e seguiu na sua aventura. Logo foi para uma pensão, ali mesmo no Brás. Contou suas aventuras da viagem do Rio de Janeiro à São Paulo, ao dono da pensão. Ele disse hei meninão vou te ajudar à arrumar um emprego, aqui perto tem uma fábrica de brinquedos Estrela, e os funcionários vem almoçar aqui. Vou conversar com eles e com o chefe da seção, quem sabe você não consegue um emprego, porque comida e dormida te garanto. Como nada deu certo na fábrica de brinquedo, começou a procurar emprego, passando por diversas firmas, que não tinham vagas. Voltando para a pensão, conversou com o dono, estou ficando muito preocupado, o dinheiro está acabando e tenho que andar atrás de emprego. Se não arrumar emprego logo, vou ficar devendo a pensão. O dono disse, primeiro você arruma sua vida e depois me paga.
O meninão disse, o Senhor é uma pessoa muito boa, deixando eu ficar na pensão estando desempregado, nem sequer me conhecer. O dono disse, vai dormir e amanhã vai encontrar aquele amigo que você conheceu quando trabalhava na Acezita, ele está trabalhando na Siderúrgica Alipertt na Água Funda, perto do Zoológico. O meninão deu boa noite e foi dormir, pensando como iria sair do bairro do Belenzinho no Brás, sem conhecer nada na cidade e seguir para a Água Funda, se a única referência que tinha era o Zoológico.
No outro dia, levantou cedo, lavou o rosto, tomou um cafezinho no bar. O dono disse, vai amigo atrás de seu colega da Acezita, espero que Deus ajude você à arrumar o emprego, pois estais precisando. Leva o numero do meu telefone, para o caso de você se perder na cidade. Saiu do bar, pediu a Deus que o ajudasse, pegou o bonde de Vila Maria Alta, para a Praça da Sé, depois foi andando até a Liberdade, para pegar o ônibus que iria ao Zoológico. Sem conhecer nada, foi perguntando as pessoas onde era o ponto de ônibus para o Zoológico. Até que encontrou o ponto. Ao pegar o ônibus, falou ao motorista, preciso descer no ponto da Siderúrgica J. L. Alipertt, o motorista disse pode sentar, porque até chegar lá, vai mais de uma hora de viagem. Sentou, e o ônibus começou a dar voltas e mais voltas, nunca que chegava no local. O meninão começou a se preocupar, com o destino do ônibus, será que o motorista não estava enganando. Alegrou-se quando o motorista falou, estamos chegando perto da Siderúrgica. O meninão desceu do ônibus, foi para a Siderúrgica, e conversou com o guarda, o senhor conhece o Senhor José Augusto, o guarda falou, ele é o Chefe Geral da Aciária. É ele quem manda em tudo, inclusive na Manutenção Mecânica. Vou te levar no escritório. Chegando no escritório conversou com o Senhor José Augusto, contou toda sua situação, ele disse se você quiser pode começar a trabalhar amanhã mesmo, só tem um problema, não temos pensão nem dormida, você vai ter que se virar. O Sr. José Augusto apresentou o meninão a um amigo dele que servia comida, para os empregados da Siderúrgica, esse amigo disse, você pode fazer as refeições em minha casa. Para dormir foi mais difícil, precisou implorar para uma família que alugava quarto perto da firma. O meninão contou sua história desde a saída da Acezita até a chegada em São Paulo. O dono da casa não queria alugar o quarto, estava desconfiado do meninão, e pediu dois meses adiantado. O meninão não tendo recursos financeiros para adiantar o aluguel, falou só tenho a mala de roupas, vou começar a trabalhar amanhã, se Deus quiser. O que posso fazer, é penhorar a roupa, tenho um termo de casimira que vale um boa nota, posso deixar como garantia. A mulher do homem ouviu o conversa e disse ao marido, acho que o meninão está falando a verdade, se ele está dando o terno de garantia, é porque é um ótima pessoa. O dono da casa disse, tudo bem, o quarto é seu. Agradeceu a Deus, pois as portas estavam se abrindo. Voltou a pensão do Brás, acertou com o dono, os dias que lá tinha ficado. Agradeceu pela força e confiança que ele tivera consigo. Pediu muito a Deus, por ter encontrado pessoa boa, igual a esse homem, que depositou tanto confiança no meninão. Pegou a mala e se despediu dele, dizendo, as portas estarão sempre abertas quando você precisar. Voltando para Água Funda, onde havia deixado o termo como garantia do aluguel. No dia seguinte foi para firma onde começou a trabalhar.
No dia dois de março de mil novecentos e sessenta e um, começou a trabalhar na firma Siderúrgica J. L. Alipertt.
O meninão entrou neste firma, como motorista, para carregar sucata do pátio para os fornos. Não gostando do trabalho, porque era mexer com ferro velho, não tinha nenhuma condição de seguir carreira dentro da empresa.
Conversou com o chefe e contou-lhe sua aventura, o chefe disse, calma meninão, você tem tudo para vencer na vida. Começa tudo novamente, esqueça o passado, esse não volta mais. Olha para a frente, que tudo vai mudar na sua vida, vou transferir você, para seção de manutenção mecânica, onde você pode seguir carreira. Olhando para outra profissão, auxiliar de mecânico, onde o ganho era melhor. Foi conversar com o Sr. José Augusto que era o Chefe Geral da Aciária. Era ele que mandava em tudo, inclusive no Setor de Manutenção Mecânica, ele levou o meninão para apresentar ao Sr. Carlos Gomes, que era Sub-Chefe da Manutenção, depois de apresentá-lo, o Sr. José Augusto disse ao Sub-Chefe da manutenção, este capixaba quer seguir carreira dentro da firma, vamos dar uma oportunidade para ele. Vamos ensinar o serviço de manutenção, ele vai ser um ótimo profissional mecânico. O Sr José Augusto foi para o escritório e o Sr. Carlos, foi apresentar o meninão para os mecânicos. Depois o Sr. Carlos levou o meninão para ver o setor que ele iria executar o serviço. Todos os setores que ele passava com o meninão, ele apresentava como o mecânica capixaba. Para o Dr. Tostoi, Dr. Juliano que comandava a manutenção geral. O meninão começou a fazer muita amizade com o mecânico Arnaldo Calasans de Souza, com o mecânica bigodão e com os demais mecânicos, e o marudo Giuseppi Demako. Ele estava no Exército no tempo da guerra de quarenta e três, ele guerriou e ficou com a saúde abalada, tornando-se uma pessoa perturbado com tudo que passou na guerra. Ninguém queria trabalhar com ele. O Sr. Carlos chamou o meninão e falou você não se incomoda de trabalhar com o Sr. Giuseppi, o meninão disse não vejo razão de não trabalhar com ele. O Sr. Carlos disse vocês vão trabalhar juntos agora. Você como ajudante dele, vão em frente, mãos a obra. O meninão como neto de italiano achava que ia se dar bem com ele. Em todos setores que iam trabalhar o Sr. Giuseppi apresentava para os chefes e engenheiros de outras áreas, como também os companheiros de trabalho como capixaba. E a vida continuou sempre com muita ambição de crescer dentro da empresa. Depois de muito tempo, o meninão ficou muito conhecido como o capixaba, na firma entre todos os funcionários, era umas seis mil pessoas. O meninão sempre procurava compreender as pessoas, como elas eram. Fez muita amizade, se tornou uma pessoa muito conhecida. Passou a conhecer mais engenheiros como o Dr. Paulo, do alto forno, um Sr. Pernambucano de muita personalidade e de muito caráter. Dr. Miak, da Laminação, um japonês muito sério, para falar com ele tinha que pedir licença. Dr. Letrixo, filho de um alemão que era o chefão da Oficina Mecânica. O filho do Sr. Hugo, estudou engenharia que o pai fez de tudo para ele se formar. Depois de formado passou a mandar no pai. Era uma pessoa ótima e muito brincalhão. O Dr. João e o Dr. Antônio, que trabalhava no escritório do Dr. Tostoi como auxiliar, tiveram oportunidade de fazer a faculdade de engenharia industrial. Depois de formados continuaram a prestar serviços dentro da própria empresa. Eles eram muito amigos do meninão, e ajudaram o meninão a se levantar dentro da empresa como profissional. De auxiliar de mecânico chegou ao grau mais elevado da empresa. O meninão era muito ambicioso como auxiliar de mecânico, fazia de tudo para aprender a profissão de mecânico. O meninão carregava caixa de ferramenta nas costas até o local de trabalho dos mecânicos. Depois do trabalho executado ele pegava todas as ferramentas que tinham usado e limpava para o dia seguinte, foi assim que conseguiu chegar a profissional mecânico. Sempre estava atento para colaborar com os mecânicos, o Sr. Carlos e os mecânicos perceberam a esperteza e inteligência do meninão dentro do setor de mecânica. O Sr. Carlos e os mecânicos em conversa acharam por bem promover o meninão de auxiliar de mecânica a meio oficial de mecânica. Daí para frente o meninão era chamado de mecânico capixaba. Foi o apelido que o ajudou a crescer dentro da empresa. Todos os setores que tinham trabalho à executar, mandavam uma ordem para o Sr. Carlos, mandar o mecânico capixaba. O tempo foi passando e o mecânico capixaba foi crescendo seu prestigio em todos os setores da empresa. O meninão se tornou uma pessoa muito conhecida pelo seu esforço e amabilidade entre os companheiros desde que foi promovido pelo Sr. Carlos.
O meninão agüentou uns seis meses, de trabalho como meio oficial mecânico, e ganhando um pouco mais. O meninão com esta profissão animou-se, pensando em casar. Escreveu um carta para a noiva que estava tão distante, contando todas as aventuras. Com as Graças de Deus, no ano de sessenta e dois, seu chefe gostando muito dele e de seu trabalho, disse, vou conversar com o Sr. José Augusto e com Dr. Tostoi, para conseguir uma promoção para você, o meninão ficou muito contente.
No dia seguinte, havia uma ordem para comparecer no escritório do Dr. Tostoi, ele disse, neste momento você está sendo promovido para segundo mecânico, o meninão ficou muito contente e agradeceu pela promoção, Dr. Tostoi disse, você não tem nada a agradecer a nós, você é que fez por merecer, vai em frente, você tem muito a progredir dentro da firma. O meninão com todo o entusiasmo disse vou fazer o possível para chegar logo lá.
Em seguida seus companheiros vieram lhe cumprimentar pelo progresso na empresa. O meninão todo cheio de emoção, pegou a caneta e escreveu uma carta para sua noiva e outra para sua família, dizendo que seu caminho estava aberto para o ano de sessenta e dois.
Em seguida, começou a fazer um curso no SENAI de ajustador mecânico, fazia um grande sacrifício, pois trabalhava das seis da manhã até às dezoito horas da tarde em manutenção mecânica, entrava no SENAI, das dezenove horas até às vinte e duas horas, sempre procurando aperfeiçoar-se na profissão, e no ano sessenta e dois conseguiu tirar diploma do SENAI.
O meninão, não suportava mais ficar longe da noiva, só comunicava seus sentimentos através de correspondência, então resolveu trabalhar mais, fazendo horas extras, para juntar um pouco mais de dinheiro e mandar, afim de que a noiva comprasse o enxoval, para casar. O meninão, trabalhou muito, conseguiu uma grana e mandou para a noiva comprar o vestido de casamento e o que precissasse. O meninão antes de sair de férias alugou uma casinha de dois cômodos, quarto e cozinha no fundo de um quintal e comprou móveis do quarto, mesa e fogão, deixou tudo pronto para a recepção da esposa.
O meninão saiu de férias, viajou para Mundo Novo, foi para casa da noiva para realizar o casamento. Chegando na casa da noiva foi bem recebido por ela, com muito amor e carinho, marcaram o casamento, para o dia vinte e três de junho, véspera de São João, combinaram fazer um festa de recepção na casa do Cecilio, irmão do meninão em Mundo Novo. Convidaram as vinte e cinco famílias que moravam em Mundo Novo. O casamento foi realizado na igreja que o meninão ajudava a construir quando era garoto de escola. A igreja São José, em João Neiva, depois do casamento, reunisse todo o pessoal que estava acompanhando a cerimônia. Depois todos voltaram para a festa de recepção em Mundo Novo, a pé. Porém todos muito alegres e emocionados, de ver os noivos como uma procissão, cortando aquela estrada de barro a mais de quarenta minutos, da igreja para a casa do Cecilio, isto é de João Neiva para Mundo Novo. Depois da recepção o meninão e a esposa se despediram dos convidados e parentes, voltaram para João Neiva para casa do Benvindo, passaram ali a noite e no outro dia seguiram viagem para São Paulo. E começaram a vida a dois com muito amor e carinho até hoje. Quando terminou as férias e voltou para a empresa, foi uma surpresa, para os amigos e seu chefe, com seu casamento, ai a confiança na firma aumentou ainda mais.
Seu chefe falou, o meninão vai ter outra promoção, só não sei se será agora.
No começo do ano de sessenta e três o seu chefe e o engenheiro, chamaram o meninão no escritório e deram uma ótima notícia, pelo seu brilhante desempenho durante o ano de sessenta e dois, promoveram para primeiro mecânico, ganhando um pouco mais. Ganhando um pouco mais, o meninão, tinha se casado e morando em um casa de dois cômodos pequenos, no fundo do quintal. A casa não tinha chuveiro, e para tomar banho precisava pegar água no poço com um balde. Com esta promoção, o meninão pode alugar uma casinha melhor para sua família.
Em março, nasceu o primeiro filho (Carlos Aparecido) trazendo muita alegria, felicidade e paz para a família. E na empresa o seu conceito aumentou ainda mais, com seus superiores. Estando em grande expansão de montagem, e associada com uma empresa francesa e os engenheiros franceses. E sendo esta montagem de grande porte, duraria uns três anos. Laminação toda automática, a firma precisou de primeiro mecânico para fazer a montagem. O meninão foi escolhido dentre todos os mecânicos da empresa, para fazer a montagem, com os encarregados e os engenheiros franceses. O meninão teve muita sorte, para esta tarefa, porque poderia melhorar muito sua situação financeira. O meninão foi para esta montagem com muito entusiasmo, também foi muito bem recebido pelos franceses e pela nova turma de trabalho.
Colocou a mão à obra, começando uma nova profissão, com mais prestígio. O ano sessenta e três, foi normal o trabalho na montagem correu tudo bem, mais no fim de ano o meninão precisou ser operado, e isso atrapalhou um pouco a carreira dentro da empresa, ficou quase um ano parado.
Quando voltou ao trabalho, enfrentou tudo com muito amor, mostrando sempre muito interesse pelo trabalho à executar, sempre obtendo a mesma confiança, dos encarregados.
O meninão e os chefes passaram o ano inteiro fazendo a montagem da Laminação, juntos terminaram a tarefa em sessenta e quatro. Começaram então a preparação de inauguração, no fim do ano funcionou.
Quando a Laminação estava funcionando, o meninão foi convidado pelos franceses para ocupar o cargo de encarregado da manutenção mecânica, o meninão não aceitou, achou que o cargo era demais para ele, foi honesto consigo mesmo. Diante do propósito de não aceitar, então foi convidado no ano de sessenta e cinco, para fazer outra montagem de uma oficina mecânica muito grande, junto com os engenheiros franceses, dentro da mesma empresa, com isto teve uma melhoria na sua situação financeira. E na família nasceu a segunda filha, (Rita de Cássia), foi uma grande alegria, muita felicidade, com amor e muita paz.
Tudo estava indo como ele pensava e queria, com as Graças de Deus e da Mãe Santíssima. No meado do ano, ele teve nova promoção, de primeiro mecânico, passou a líder de seção, com melhor salário, logo pensou numa casa própria. Foi com seu talento dentro da empresa que conseguiu seu
objetivo, fazer o plano da casa própria, foi com muita luta, garra e força de vontade que conseguira seu apartamento, saindo do aluguel, que era uma barra para o meninão.
No ano sessenta e seis, terminaram a montagem da oficina mecânica. O encarregado e os engenheiros franceses foram embora para a França para firma Sesim. E o engenheiro sendo muito amigo do meninão, convidou ele para ir embora para trabalhar na firma Sesim na França, foi até sua casa, para conversar com sua esposa (Geralda), ela disse que não compensava sair do Brasil, e ficar longe da família, foi conversa e mais conversa, mais não adiantou.
Foi o passo mais errado que ele deu na vida, não aceitando a proposta de ir para França, pois lá teria casa, carro e curso de francês, para ele e a família, além de escola para as crianças, sem pensar na cultura que iria adquirir num país da Europa. Paciência, agora é tarde e Inês é morta, como diz um velho ditado.
Dentro da firma, foi convidado para mais uma tarefa grande. Teve outra promoção, para ser encarregado de caldeiraria, para fabricar forno de aço de sessenta toneladas de ferro, e fazer uma reforma geral em um alto forno de cento e vinte toneladas de guza líquida. O seu desempenho durante o ano dentro da firma foi bom.
No ano sessenta e sete, continuou na mesma função, o mesmo serviço de rotina. Na família, mais uma grande alegria, nasceu o terceiro filho (Geraldo Tadeu), trouxe muita felicidade, amor e paz. A família estava crescendo de acordo com o progresso do meninão dentro da firma, com as Graças do bom Deus.
No começo do ano de sessenta e oito, o meninão resolveu fazer um acordo com a firma para trabalhar por conta própria. Não conseguindo o acordo, o meninão desanimou, porque queria sair. Ele deixou de lutar dentro da empresa, caindo de produção, não era mais aquele lutador como antes. O chefe começou a se preocupar com a situação e chamou ele para uma conversa muito séria, afim de verificar o que estava acontecendo. O meninão, sabendo que o chefe estava muito preocupado com a situação, viu que podia conseguir seu objetivo, o acordo ou uma melhora muito grande na empresa. O meninão era um grande profissional de muita importância na empresa, sabia que podia conquistar o que queria. O chefe sabia que não tinha mais situação entre ambos. Marcou uma reunião com o engenheiro do departamento para resolver o problema com uma conversa, sugeriram um plano para o meninão. O engenheiro ofereceu mais uma promoção, de encarregado de seção, para supervisor de turma com melhor salário. O meninão concordou e continuou a vida normal, com seu valor e sua inteligência, dentro da empresa. Formou o quadro de funcionários que poderia confiar com sinceridade. Depois de todos os acontecimentos passados o meninão conseguiu fazer um curso no SENAI e no T.R.T. de Relações Humanas e de Prevenção de Acidente do Trabalho, que era muito importante para o relacionamento com os funcionários, e a qualificar melhor cada um.
Sempre procurou compreender, desde do auxiliar ao supervisor que eram comandados pelo meninão, de acordo com a capacidade de cada um. Sempre procurou ser honesto e humilde com os funcionários e com as famílias deles.
No ano sessenta e nove, com sua atuação profissional e sua personalidade, era muito admirado pelos companheiros de trabalho e pelo sindicato. A sua admiração era tanta que foi convidado para ser delegado do Sindicato dentro da empresa, tal convite foi recebido por ele e companheiros com muita alegria. O meninão retribuiu a todos dizendo tudo isso devo a vocês que sempre confiaram em mim, procurarei retribuir da melhor forma possível. Fez curso dentro do sindicato para melhorar sua atuação e administração junto aos companheiros da empresa e para sua estabilidade.
No fim do ano de mil novecentos e setenta, foi convidado pela Cooperativa Habitacional Inter Sindical Getulio Vargas, para comparecer no local da construção dos apartamentos, para acompanhar o sorteio do imóvel. O meninão e a família mais o primo da esposa, foram no local com muita esperança. Antes de começar o sorteio, deram uma volta ao redor do conjunto, tiveram na rua que dava de frente para o aeroporto e começaram a analisar o lugar, acharam que seria o de melhor visão, acharam também que era o ponto melhor da construção, olhou para o céu e pediu a Deus e nossa Senhora Aparecida, que estava concorrendo a um sorteio e gostaria muito que saísse naquela rua seu apartamento, pois estava precisando muito de um imóvel próprio, e de preferência naquele local, feito este pedido a Deus, voltou ao local do sorteio com o coração cheio de esperança, suplicou novamente a Deus, pois a família estava crescendo e o aluguel era muito caro, e sem nenhum conforto. Começou a festa do sorteio, o meninão com a esposa, os três filhos e mais o primo da esposa, estavam todos ansiosos, esperando o numero e nome ser pronunciado. A cada sorteio, que o associado saía com a chave na mão, o meninão ia ficando naquele sufoco e angústia, cada vez mais o desespero aumentava. O meninão não agüentando mais, de ver tantas pessoas sendo sorteadas e ele não. Olhava para o céu e pediu a Deus que lhe ajudasse, de repente olhou para cima da mesa, aonde o presidente da cooperativa estava sorteando seu nome. O meninão olhou para o céu e gritou agradecendo a Deus. Dirigiu-se a mesa para receber a chave e saber qual seria seu apartamento. Aproveitou para tirar fotos e agradecer a nossa Senhora Aparecida, pelo recebimento da Graça. Quando o sorteio acabou, a moça representando a Cooperativa Getulio Vargas, levou o meninão e a família para conhecer o apartamento. Quando o meninão chegou na porta do apartamento e pegou a chave para abrir a porta, tirou uma foto, dele, da família e da moça representante do Cooperativa. Depois agradeceu mais uma vez a Deus e disse, só saio daqui quando Deus quiser, aqui é meu sonho e de minha família tornando-se realidade. Voltando para casa com o coração cheio de alegria e felicidade, contou para os vizinhos a Graça que Deus tinha lhe ofertado, o sorteio do apartamento. Os vizinhos ficaram felizes com a notícia, e juntaram-se ao meninão, comemorando com vinho e agradecendo a Deus por tamanha dádiva.
No outro dia, o meninão foi para a firma trabalhar, contou aos colegas e ao supervisor, os acontecimentos do domingo, com o sorteio do apartamento. Os colegas e o supervisor dizeram que ficaram felizes por ele. Pois tinham acompanhado a luta do meninão, na perseguição desse sonho que era ter um apartamento próprio. Deus ajudou você, porque quem tem esperança um dia consegue, receber a Graça. Depois o meninão pediu uns dias de licença ao seu chefe, para fazer a mudança, e foi para o apartamento do jeito que ele estava. Foi sem fazer modificações, porque precisava mudar logo, a fim de evitar o aluguel que estava destruindo sua vida financeira. Quando o meninão entrou definitivamente no apartamento, percebeu, que sua vida financeira e mental sofrerá um melhora de cem por cento. Percebeu também que os vizinhos eram maravilhosos, pessoas de cultura e modo de vida diferente, do que antes. Sempre havia sonhava com esta hora de ficar livre do aluguel.
No ano setenta e um, morando agora em seu próprio apartamento, localizado no Jabaquara, teve mais uma alegria na família, nasceu o quarto filho (Marcio Alexandre), trazendo para todos, muita felicidade, amor e paz. Com as Graças do bom Criador do Céu e da Terra, além de todos as melhorias que Deus lhe deu para seguir a sua religião direitinho, como um grande Soldado de Cristo, um grande Liguista, que procurava sempre fazer o melhor possível para a comunidade cristã. Foi promovido de Liguista, para Vice-Presidente da liga Católica Jesus Maria José.
Recebeu uma grande homenagem, dos diretores do padre e dos colegas da liga, pelo crescimento tanto profissional e pessoal. Foi um grande batalhador dentro da comunidade paroquial, sempre plantando uma boa semente, para colher bom fruto. Era um ótimo semeador, sempre semeei paz para colher felicidade dentro da comunidade paroquial. Nunca teve mal colheita, sempre ótima com as Graças do bom Deus. Vou relatar aqui como essa convivência religiosa do meninão se deu. Hoje ele agradece a um senhor que conheceu no ano de mil novecentos e sessenta e seis. Uma noite na reza do terço em família um senhor chamou o meninão para participar e disse vou te apresentar uma pessoa muito amiga que conheci rezando o terço, esta pessoa é de cor, mais muito amável com os paroquianos. O meninão estava muito afastado da Igreja, aproveitou este convite e foi acompanhar o amigo, porém sem muito entusiasmo. Quando chegaram na casa onde estava a imagem da Sagrada Família, Jesus Maria José, tinha bastante gente esperando para rezar o terço. Cumprimentaram todas as pessoas que ali estavam. A dona da casa falou pode sentar porque o rezador ainda não chegou. Passado alguns minutos, ele chegou e cumprimentou todos que ali estavam inclusive as crianças. Quando ele foi ao encontro do meninão o mesmo pensou parece São Benedito, que tanto sua mãe lhe dizia. O Senhor pegou na mão do meninão e deu um forte aperto, foi tão forte que seu coração sentiu neste ato muita sinceridade. Logo o Senhor começou a rezar o terço, agradecendo a Sagrada Família , por ter iluminado mais pessoas na comunidade. Essa reza proferida por esse Senhor levou uma hora. Quando a reza terminou, o Senhor olhou para o meninão e falou, você precisa participar da nossa Liga Católica, Jesus Maria José. O meninão falou, pode deixar na próxima reunião estarei aqui, se Deus quiser. Ele falou, sou Efigenio Souza Cruz, moro na Rua dos Democráticas, sou Encarregado de Setor do Banco de Crédito de Minas Gerais, com sede na Praça da Árvore. O meninão agradeceu a Deus, por ter colocado em sua frente uma pessoa muito amável e maravilhosa, um líder Comunitário na família paroquiana da Igreja Santo Afonso, da Água Funda. o Senhor Efigenio era presidente da Liga Católica Jesus Maria José, já rezava o terço em família há muito tempo. Na volta para casa o meninão conversou com sua esposa Geralda, e disse conheci uma pessoa de cor, muito especial no terço, ele me cumprimentou com um aperto de mão tão forte que senti muita sinceridade nele. A esposa disse, talvez ele queira ser seu amigo.
Deste momento em diante nunca mais deixou de rezar o terço em família. Saía correndo do serviço para chegar em chegar logo em casa, tomar banho, jantar e ir rezar o terço. Passou a conhecer melhor a pessoa que o levou a conheceu melhor a comunidade paroquial. Fez do meninão um grande Soldado de Cristo. Ele conheceu a família do meninão e vice-versa. Como a amizade era de muita sinceridade, tornaram-se amigos de verdade, e juntos rezando o terço em família por mais de cinco anos. Com as Graças da Sagrada Família, ficaram sendo compradres, o senhor Efigenio batizou o filho do meninão (Geraldo). Uniram-se assim as famílias para sempre. O meninão considera esta família, sendo a sua própria família, com muito amor e carinho. Ele é como um pai para o meninão, pois ensinou-lhe muito na vida, ensinou inclusive a ser uma pessoa bem sucedida. Com os ensinamentos e palestras que ele fazia nas reuniões da Liga na Igreja Santo Afonso. Ele fez o meninão, ver a vida com mais amor ao próximo e a si mesmo. Ele e o meninão, trabalharam juntos em beneficio da Comunidade Paroquial, com muito amor e sinceridade, um com o outro, durante muito tempo, sem nenhum atrito. Nada separou a convivência entre as famílias, que estão unidas para sempre na vida, até Deus os separar um do outro. A convivência religiosa, na Igreja Santo Afonso, acabou por motivo de mudança de endereço. Ele foi embora para outro lugar, Pouso Alegre, Minas Gerais. E o meninão por mudança de paróquia São João Batista, Vila Guarani. A convivência religiosa, em suas vidas acabaram, mais a amizade entre as famílias continuam unidas, com as bênção da Sagrada Família Jesus Maria José. Enquanto Deus quiser estarão sempre unidas as famílias com muito amor a Sagrada Família Jesus Maria José.
No trabalho tudo corria bem, até o momento que correspondia, o tempo passou, tudo na maior Glória, como devia correr.
No ano setenta e três nasceu a quinta filha ( Regiane), mais felicidade para sua família, Graças ao bom Deus e Maria Santíssima.
No ano setenta e seis, doze de janeiro ele conseguiu seu objetivo, tudo aquilo que queria, deixar de ser empregado, e ser dono do seu nariz.
O meninão com muita aventura e suor de quinze anos atrás fez uma sociedade com um amigo para comprar um estabelecimento comercial, um mini mercado LEVE MEC. na Rua Um, no bairro do Butantã. O sócio e os filhos, começaram a lutar por esse objetivo, melhorar sua situação financeira e familiar. A vida era dura demais, mas com fé, muita garra, conseguiram conquistar a simpatia dos fregueses. O meninão com talento, começou a melhorar o meio ambiente do mini mercado, dando melhor condições aos fregueses. Montou um açougue dentro do mercado e procurando mais espaço para o crescimento do mercado, assim também crescer seu capital. O meninão mais o sócio, começaram a crescer muito no mesmo ano, até os fregueses ficaram abismados. Foi um ano de muita luta, tanto comercial como pessoal, mas o objetivo estava sendo alcançado com o poder de Deus. Eles começaram com pé direito sempre valorizando o capital. Cresceram muito rápido, mais a sorte mudou. No ano seguinte, o meninão mais o sócio foram surpreendidos com um grande roubo no estabelecimento, arrombaram as portas e levaram tudo que quiseram, limparam as prateleiras de mercadorias. Daí em diante os negócios se modificaram, foi um furo muito grande. Mas com seu talento profissional, não desanimaram, e continuaram com a mesma luta de sempre, o objetivo era crescer mais ainda.
O sócio desanimou, achando que ali não dava mais certo, o meninão animou o sócio e foram em frente, vamos vencer todos os obstáculos, qualquer que sejam, com as Graças do bom Deus. Mas o tempo foi passando, eles sempre na luta para melhorar as condições de vida, em momento tão difícil de lutar, porque era tempo de muita pressão social.
Mas em seguida, tiveram outra grande surpresa, mais um roubo a mão armada, deixando o mercado num grande prejuízo, o sócio foi ao desespero, não querendo ficar mais no pedaço, querendo vender o ponto comercial e comprarem em outro lugar. O meninão continuava a falar com o sócio, não vamos entrar em colapso companheiro, a vida é assim mesmo, um dia é da caça outro dia é do caçador. Vamos lutar para superar este prejuízo, hoje nós perdemos, amanhã nós vencemos. O meninão é de muita luta não se dá por vencido, procurando vencer todos os obstáculos. Passado um tempo, foram surpreendidos novamente, este foi o maior, assalto a mão armada, onde tiveram suas vidas ameaçadas. Sempre lutando para vencer um dia na vida e sair das dificuldades que vinham rolando no seu caminho. O demônio parecia querer lhes derrubar. Em momento de muita luta, com seu crescimento de capital, foram avisados que em breve poderia ter uma grande concorrência que poderia lhes atrapalhar o seu crescimento. O sócio pôs na cabeça que estavam perdidos. O meninão com sua garra e vontade, nem levou a sério o aviso, deixou o tempo correr. E seu sócio, sempre com a pulga atrás da orelha. Mas um belo dia, eles viram o engenheiro de obra neste bendito lugar, procurou se aproximarem dele e se informar, o que iria ser feito naquele lugar, o engenheiro disse, vamos construir um super mercado, O Recanto da Economia, agradeceram ao engenheiro pela informação. O sócio desanimou com a notícia e falou irritado, será que pobre não tem vez, logo temos que vender o estabelecimento, enquanto o outro não inaugurar, podemos pegar um bom preço.
O meninão sempre confiou no seu talento e em Deus, falou não vendo, e não desanimo, vou lutar com este super mercado, todos meus fregueses são meus amigos, não vou perder esta parada, por uma concorrência maior e mais forte. O sócio falou então você fica e eu vou embora, porque não vou pastar aqui. O dono do Recanto da Economia tem cinco lojas e nós só temos uma. O meninão falou ao sócio, eles podem ter não cinco lojas, mais de cinqüenta, só que não vamos correr daqui deixando os fregueses na mão, só saio daqui, quando ver que não dá mais para lutar contra eles.
O sócio falou você é um louco, o meninão respondeu, se você quiser sair tudo bem, tomarei conta sozinho, vou enfrentar eles com a ajuda de Deus. O sócio saiu, e comprou uma oficina de pintura de auto. O meninão ficou lutando sozinho, com os funcionários. O meninão chamou todos os funcionários e falou, a barra esta pesada, mas vamos lutar até quando Deus quiser. Os funcionários falaram, você é um batalhador, muito corajoso, vamos lutar consigo. Assumiu a gerência sozinho e foi a luta, partiu firme com o poder de Deus. Passando uns tempos, observou que o movimento aos poucos estava caindo, mais ou menos trinta por cento. E começou a se preocupar com os acontecimentos, estava vendo a sua economia sendo queimada. A situação não era boa, mais ia continuar lutando contra maré, no decorrer do tempo teve outra supresa a qual trouxe muita preocupação, foi assaltado por dois bandidos armados de revólveres, que falaram seu mercado está muito bonito, colocaram o revolver na cabeça do caixa e falaram o dinheiro ou a vida, o meninão falou, Oh! Deus não me abandone, proteja a mim e aos meus funcionários, o bandido pôs o revólver na cabeça do meninão e fez ele andar pelo mercado, conversando e pondo o revólver, ora na cabeça ora na barriga, sempre exigindo dinheiro, e gritando vai morrer, não satisfeitos, eles pegaram os funcionários e prenderam no açougue, dizendo você não vai mostrar onde fica o cofre com dinheiro, ou quer que eu fure a barriga dele com um facão do açougue, foi quando o meninão sentindo muito medo, abriu o cofre e eles levaram toda a féria do dia. O meninão, com todo aperto que passou, com a situação muito difícil, chamou o sócio e falou, você tinha razão, se tivéssemos vendido, não tínhamos passado por esta situação, tão desagradável, quase sendo morto. O sócio logo chamou uma imobiliária e pôs a venda o mercadinho.
O meninão continuou, com a concorrência, o tempo passou e o ano de setenta e oito chegou. Sempre na esperança de vender o estabelecimento e mudar de lugar para ver o resultado da luta. Foi muito difícil para vender por conta do concorrente, que era maior. Um dia, um empregado falou, porque vocês não vão num centro espírita pedir ajuda para vender o mercado. O meninão sendo muito católico, achou uma bobagem, mas várias pessoas falaram a mesma coisa, acreditou e mandou o empregado arrumar a pessoa certa para fazer o trabalho. Ele foi lá, nunca tinham enfrentado uma situação assim, foi com muito medo, chegando lá tinha uma senhora que chamou ele no quarto e falou você veio pedir ajuda, meu guia vai ajudar. Ao sair ela disse, logo vai aparecer um comprador para o estabelecimento.
O meninão todo contente, não disse nada ao sócio, porque ele era protestante, não acreditava nestas coisas. Passando uns dias, logo apareceu uma imobiliária com um comprador. Como ele queria vender o mais rápido possível e mudar de lugar, porque os assaltos estavam demais nesta região. O meninão falou com a imobiliária o valor de mil e quinhentos cruzeiros. Eles acharam muito e fizeram uma oferta que eles acharam razoável. Chamou o sócio e fecharam o negócio. O homem tinha cara de Santo, por dentro era o demônio em pessoa. Depois do fechamento da venda do mercado, passado um mês, o meninão recebeu um telefonema anônimo falando que ele tinha caído num estelionatário. Exigiram que a imobiliária tomasse providências contra o comprador, que garantiu, estava tudo certo, que o meninão ficasse tranqüilo. Mesmo assim ele ficou com a pulga atrás da orelha. Foram ao contador pedir que ele verificasse se a situação do comprador, estava com os documentos legais, e depois telefonasse comunicando. O contador telefonou depois de uns dias dizendo que os documentos eram legais, que nada tinha de errado. O meninão e o sócio ficaram tranqüilo com a situação. O meninão foi procurar um emprego no Makro Atacadista, do Butantã, e fez um teste para encarregado de área de alimento, passou. Começou a trabalhar, passado um mês, recebeu um telefonema anônimo falando vai ao seu estabelecimento e leva um policial porque você entrou numa fria, o meninão chamou o sócio e foram com um policial até o mercado, chegando lá encontraram outro dono no mercado, ele falou com o policia que tinha comprado o mercado, o policia falou você esta preso para averiguação dos acontecimentos. O policial voltou e falou, meninão você caiu numa gangue de estelionatário, procura logo um advogado, porque vai haver processo, ele vai ficar preso. O meninão mais o sócio viram todos os esforços e aventuras perdidos, o que Deus tinha dado para eles, com muita luta, o demônio levou em segundos, são coisas que acontece com quem batalha muito para crescer na vida. O meninão voltou a tomar conta do mercado por ordem do delegado de policia, não adiantava mais nada porque o bandido já tinha levado tudo de água a baixo. O meninão, o sócio e as famílias de ambos, ficaram desesperados com a situação, tudo que Deus deu, os bandidos em poucos segundos tiraram. O sócio e sua família não se conformavam com os acontecimentos. Só que o sócio tinha a firma de pintura de auto dando para seguir em frente. O meninão tinha seu emprego no Makro, estava ganhando só para comer e vestir, tendo assim seus dias de muitos sacrifícios, mais nunca deixou de enfrentar isto com muito amor e confiança em Deus. Procurou compreender que tudo que possuía poderia perder a qualquer momento. Para o meninão só restava lutar para chegar lá novamente. Esperava que todos os problemas passasse logo, e assim resolver com as Graças de Deus, não desanimar nunca, porque quem tem Deus no coração, vence todos os obstáculos da vida, Deus lhe deu a luz para andar na escuridão, se queria voltar a brilhar, tinha que pedir ajuda ao Pai do Céu. Teve momentos difíceis e de muito sacrifícios, enxergando o amor, a felicidade e a prosperidade como aventura em sua vida. Na mesma função de comercio estava muito feliz até aquele momento. Queria se libertar novamente, trabalhar por conta própria. Passou o ano setenta e nove, muito feliz, com amor, saúde e felicidade, com as Graças de Deus. Tendo muita fé em Deus vou readquirir o que perdi, e com sucesso e honestidade, porque quem trabalha com amor a Deus vence. Quando o meninão achava que estava na glória, começou o processo do estabelecimento, que o levara a falência. Os fornecedores que foram lesados, pelos bandidos, processaram o estabelecimento. O cartório começou a procurar o meninão para justificar os acontecimentos. O meninão com sua honestidade procurou um advogado para se justificar. O meninão foi procurado por mais uns oitenta fornecedores, ele disse aos mesmos, vocês quando ofereciam mercadorias faturadas até sessenta dias do vencimento, pediam documentos do mercado como garantia, porque os senhores não fizeram isso com o outro dono. Os fornecedores dizeram, nós estamos errados, não fizemos o que era certo, você tem razão, tudo aconteceu por um descuido de nossos vendedores, vamos arcar com o prejuízo. Uns arcaram com o prejuízo e outros prosseguiram com o processo contra o meninão, dono do mercadinho LEVE MEC.
O advogado, disse você e sua família vão sofrer muito, com este processo, vocês vão ser muito procurado por oficiais de justiça e pelos fornecedores que foram lesados pelos bandidos.
O meninão disse ao advogado, não vou fugir da responsabilidade, porque não tenho nada a temer, vou arcar com as responsabilidades até quando Deus quiser. Poderei ser perseguido, e não ter paz na vida, mais vou vencer todos os obstáculos. O meninão foi procurado por um oficial de justiça, várias vezes no trabalho, ele falou se você quiser ficar livre desse problema, é só soltar uma grana, e suspendemos todo esse processo. O meninão disse ao oficial que não tinha dinheiro nem para a família comer, estavam comendo fubá com água, porque você não vai atrás dos bandidos que fizeram isso comigo. O oficial disse, a justiça vai perseguir você até prender os bandidos.
No mesmo dia, chegando em casa depois do trabalha, encontrou a esposa chorando na porta do apartamento, o meninão perguntou o que foi? ela respondeu, o oficial disse que a justiça vai tomar todos os nosso bens, como o apartamento. O meninão falou, calma vou resolver isto de qualquer jeito. No dia seguinte, o oficial procurou o meninão no trabalho, o meninão disse, se vocês não pararem de me perseguir e a minha família, vou escrever uma carta, falando que vocês me levaram ao suicídio, vou pegar um revólver e dar um tiro na cabeça, e culpar vocês. O meninão não se curvou a chantagem deles, soltando dinheiro. Por uns tempo deixaram ele quieto. O meninão, conversando com o gerente do Makro, ele disse se você quer ficar livre desta chantagem, deveria sumir por uns tempos, perguntei como, só se eu tirar o conta da firma, ele disse vou te ajudar, vou arrumar um advogado da firma para defender você. O meninão disse, se o senhor quiser me ajudar, me mande embora da firma, ele disse você é um ótimo funcionário, vou ver o que posso fazer. Depois de uns dias, ele chamou o meninão no escritório e disse, consegui o que você queria, é uma pena, mais vou te mandar embora. O meninão agradeceu ao gerente e saiu para se despedir dos colegas. Descansou uns dias em casa, saiu para dar uma volta, encontrou um amigo, ele falou, tem uma firma americana precisando de funcionário para representação de cultura. No dia seguinte foi nesta firma conversar com a gerente ela perguntou, você tem conhecimento de venda de livro, ele disse não, ela disse eu gostei muito de você, vou encaminhá-lo para fazer um cursinho aqui com mesmo na firma, tipo de uma preparação para você sair bem na rua. Ele fez o curso, saindo-se muito bem, gostaram muito e logo mandaram ele para a rua fazer divulgação de cultura. Os primeiros quinze dias foi uma barra pesada, sem conhecimento dos bairros e ruas de São Paulo. O meninão precisou começar tudo novamente, lá de baixo. Fazia dez divulgações por dia, para vender uma, duas, ou três Enciclopédias Barsa por mês. Era o maior sacrifício, tinha que sair de casa, às cinco horas da manhã para trabalhar e chegava as vinte horas da noite todos os Santos dias. O ganho era bom, mas o cansaço era maior. Trabalhou uns oito meses, vendendo livros, ganhava um bom dinheiro, foi um dos vendedores preferencial, colocando seu nome no Grami do sucesso. Cansado do serviço, abandonou todos os prestígios que conseguiu com muita luta.
No ano oitenta, começou tudo de novo, procurou serviço na indústria pesada e encontrou vaga de mecânico de manutenção numa empresa de auto peças. Começando tudo de novo, como segundo mecânico de manutenção de máquina pesada. Trabalhou nesta firma durante doze anos. E com o passar do tempo, saindo da firma como primeiro mecânico de máquina, aposentando-se na firma, no ano de noventa e dois.
Ficou parado mais um ano, recebendo o salário de aposentadoria.
O meninão, recebeu o fundo de garantia, comprou um terreno no litoral ( Peruibe), para construir sua casa de praia, que era seu maior sonho, com as Graças de Deus, esta foi a maior luta de sua vida, no ano de noventa e dois. Terminada a construção da casa, realizou o seu sonho, deu uma festa de bomba, muita alegria e felicidade, tudo com amor ao bom Deus, sonho realizado.
No ano noventa e quatro, teve uma proposta de serviço de uma colega, ia trabalhar por conta própria. Queria montar uma empresa de Galvanoplastia, e foi convidado para fazer a montagem. O meninão estava parado descansando, perguntou qual o salário, ele disse, você faz. Ele disse tudo bem, e no mesmo dia chamou outro colega que estava parado para trabalhar, consigo.
Começou tudo de novo, a mesma luta de sempre, eles tinham que desmontar a firma de um galpão, e montar em outro lugar, foi muita luta durante uns seis meses de trabalho forçado. Terminado a montagem foi a inauguração, depois de tudo funcionando normal o dono convidou para ficar fazendo a manutenção mecânica e geral. Conversou com o colega e ele topou, e disse vamos em frente. Trabalhou de noventa e quatro a noventa e seis, saindo da empresa por conta própria.
Montou uma firma de prestação de serviço. Com um amigo sócio, o tempo foi passando, serviços de rotina, manutenção de máquinas, serviços de serralheria, carpintaria, pedreiro, encanador em geral. A situação da empresa não andava muito boa, começou a atrasar o pagamento. Para contornar a situação, comprou um serralheira e começou a trabalhar para a população civil, fazer portão e gradil de ferro, trabalhava junto com o sócio. O sócio resolveu sair da sociedade, os honorários eram poucos, mal dava para o sustento da família, o meninão ficou sozinho com a firma. Colocou o filho mais velho (Carlos Aparecido) casado e com três filhos, que estava desempregado, para trabalhar com ele. O tempo passou, levaram a firma para frente, no começo do ano de noventa e oito, o meninão ficou doente, não podendo trabalhar por ordem médica, entregou a firma ao filho. Continuou com a firma funcionando, e gerenciando os trabalhos. Durante uns tempos a firma foi muito bem, com as Graças de Deus. Mas no decorrer do ano, a firma começou a cair, os pedidos foram baixando, não dando nem para pagar as despesas como aluguel, luz, água e a contabilidade, quanto mais para viver. O filho do meninão disse, pai vou embora daqui, porque não dá mais, o Sr. me empresta uma máquina, que eu vou montar uma firma em outro lugar fora de São Paulo. Emprestou umas máquinas para o filho continuar o trabalho dele sozinho, em outro lugar. O meninão ficou com a firma e o ponto, e como não podia trabalhar porque tinha feito uma operação no coração no meado do ano noventa e nove, sentiu-se meio inválido, sem saber o que fazer, disse para a esposa, vou vender a firma. Chamou um amigo que era do ramo de serralheria e falou, quer trabalhar de sócio comigo, você toca a firma como se fosse sua, paga todas as despesas da firma, como aluguel, luz, água, imposto, e no fim dividimos o lucro. Ele falou tudo bem. Chamou a esposa e a dona do prédio, conversaram todos juntos, combinaram de passar toda responsabilidade da firma para o sócio e fazer o possível de levar a firma para frente.
Ele garantiu que a firma ia dar bastante lucro para todos. Tudo combinado, fizeram um contrato a mão, a dona do prédio assinou, sua esposa, o sócio e ele.
No dia seguinte ele começou a trabalhar. Durante um mês foi tudo muito bem, ganhou bastante dinheiro, acertou as despesas, tendo bastante serviço à executar, muito contente que até surpreendeu-se com tanto movimento. Foi até o meado do ano de noventa e nove, depois começou a empregar ajudante sem experiência do trabalho e começou a tomar umas pingas a mais, trabalhando chutado dentro da firma, a freguesia foi saindo fora, porque o serviço não era mais de qualidade. O movimento foi caindo novamente, ele deixando os honorários atrasando e não cumprindo com as obrigações do contrato. O meninão foi chamado pela dona do imóvel, para conversarem afim de verificar o que estava acontecendo, o sócio deu mil desculpas, falou que ia acertar todas as despesas atrasadas, até perguntou se o meninão queria vender a firma que ele comprava. O meninão disse, vendo, o sócio disse, tenho um carro, uma moto e um telefone celular, vamos fazer negócio. O meninão ficou contente com a proposta, no dia seguinte o meninão e a esposa, foram à firma para fechar negócio, encontraram com o ajudante, a firma estava aberta, sem chave. O ajudante disse não sei o que aconteceu, ele não me falou nada. O vizinho disse, seu sócio saiu ontem a noite com a mudança do prédio. O meninão verificou as máquinas e as ferramentas, estava faltando uma policorte e uma esmerilhadeira, ele levou junto com a mudança, para outro lugar. O meninão que gosta de ajudar as pessoas, falou, meu Deus o que esta acontecendo, porque tudo da errado, as pessoas perecem santas e por dentro são os próprios demônios. Esta pessoa foi tão ingrata, ganhou dinheiro na firma e não soube retribuir. Saiu da firma deixando todas as despesas atrasadas, ainda roubou duas máquinas, levando-o a uma situação muito difícil. O meninão, assumiu todos os prejuízos da firma, mais um vez. Como não podia trabalhar por ordem médica, resolveu passar para outro, as responsabilidades da firma, sem receber nenhum tostão no momento.
O meninão muito triste disse, meu Deus, parece que vim ao mundo para ajudar o próximo e não a mim, tudo que está acontecendo comigo, a saúde abalada devido a operação do coração, a situação é desesperadora, tendo que pagar os prejuízos feito pelos outros. Paciência, o meninão, não tem muitos momentos de alegria, felicidade, doçura, é só tristeza na aventura que carrega no coração. Com amor ao seu pai que esta no céu, abençoando todos estes momentos de sua vida, de muita luta, desde os tempos da infância, vem correndo atrás da aventura e ela correndo do meninão, Graças a Deus, não podia se entregar ao desanimo, porque Deus o amava, aos seus cinqüenta e nove anos de idade, assim era feliz, e no fim de noventa e nove, fechou a firma e passou os maquinários para seu filho, foi um momento feliz em sua vida, pois ia dar ao seu filho a forma de trabalhar para seu próprio sustento.
Por tudo que passou na vida, sabia que tinha uma cruz para carregar dali para frente, mais fazia com muito amor ao seu bondoso Deus Criador do Céu.
Tendo passado por tantos sofrimentos, com a situação financeira abalada e com a saúde debilitada, disse a Santa Tereza, nada me perturba, nada me espanta, tudo passa, só Deus não muda, a paciência tudo alcança. Quem Deus tem, nada lhe falta, só Deus basta. E é com estas palavras, que ele vive, com força total, para poder carregar sua cruz com resignação, sempre pedindo ao Pai, ajuda para vencer os obstáculos da vida. E que Deus lhe ajude a ter bastante saúde e felicidade, para que posso voltar com toda força, para ver seu sonho realizado, e que sua aventura seja concluída.
Tendo muito a fazer e com muita fé em Deus, no ano de dois mil, estava com sessenta e um ano tem muito sonho a ser realizado e pede ao seu protetor e a mãe Maria Santíssima que derrame as bênção sobre sua cabeça, e lhe conduza no caminho da felicidade, com força no trabalho para que possa ganhar o sustento da família no dia a dia. A vida não pára. Ele não podia parar, tinha muito a construir, tanto materialmente como espiritualmente, sendo um grande batalhador iria vencer a sua aventura de infância.
Ele é um homem que não afasta o pé de sua responsabilidade, seja ela qual for, tem certeza que Deus vai lhe ajudar a cumprir todos seus objetivos na terra, tem apartamento, uma casa de praia, tudo isso não significa nada para ele, que pede a Deus um pedaço de terra, para ele cultivar e tirar o seu próprio sustento, com seu suor.
No ano noventa e oito depois da operação do coração, ele achou que estava acabado. Mais Deus lhe colocou em frente de uma situação de trabalho, que lhe convenceu a lutar novamente.
No ano noventa e nove, foi convidado pela sindica do condomínio do Conjunto Residencial Castelo Branco, onde mora, para prestar serviço de serralheria para o condomínio. Sendo que ele estava operado e não tinha muita força para prestar este trabalho, chamou seu filho (Carlos Aparecido) para trabalhar com ele. O meninão e seu filho, construíram mil e trezentos metros quadrados de grade em volta dos prédios, Deus lhe deu força total, para arriscar sua vida. Sendo que nem a família e nem os amigos, queria que ele trabalhasse, mais com as Graças e fé que tinha em Deus e Maria Santíssima, trabalhou de setembro de noventa e nove a janeiro de dois mil, sem parar para nada. Terminado este contrato, o meninão pegou a família e fez uma viagem a terra natal ( Vitória do Espírito Santo), para descansar um pouco a cabeça.
Em junho de dois mil, voltou novamente a prestar serviço ao condomínio. Reformaram mais de duzentos metros de gradil linear, e fecharam um galpão de cento e vinte metro linear por quatro metros de altura com telha alambrado. E continuou prestando serviços ao condomínio. Hoje ele vê que esta completamente curado de sua operação, pois trabalha das sete da manhã às dezoito horas da tarde, de segunda a sábado. Com muito amor e sinceridade no trabalho e com fé em Deus e em Maria Santíssima. Sempre pediu a Deus, muita força e saúde para continuar sendo útil à sociedade e ao Pai. No ano dois mil continuou a trabalhar para o condomínio, fazendo qualquer serviço que aparecesse pela frente. Com a força que recebe do Pai do Céu, estava executando um trabalho bastante pesado, colocação de vinte e cinco postes de luz. Canos de duas polegadas, com globos e estalações de conduites e fiação completa, isto tudo realizando sozinho. Pede força todos os Santos Dias ao Pai do Céu, para cumprir a tarefa. Com as Graças de Deus e a mãe Maria Santíssima, o meninão realizou seu objetivo e suas aventuras, no momento se encontra com seus sessenta e três do anos de idade, tudo correu na mais perfeita condições de vida. Ele é casado com a sra. Geralda De Marchi Cuzzuol, tem cinco filhos, sendo três homens e duas mulheres, Carlos Aparecido Cuzzuol, Rita de Cássia De Marchi Cuzzuol, Geraldo Tadeu Cuzzuol, Márcio Alexandre Cuzzuol e Regiane De Marchi Cuzzuol, todos foram educados e estudados dentro de seus padrões de vida.
Carlos Aparecido é casado com a sra. Ione de Araújo, tem três filhos: Natalia de Araújo Cuzzuol, Vanessa de Araújo Cuzzuol e Alexandre de Araújo Cuzzuol, todos menores, estão estudando.
Regiane Cuzzuol Pereira, casou com o Sr. Adriano Carlos Pereira, tem uma filha Larissa Cuzzuol Pereira, estudando no pré-primário, até o momento.
Márcio Alexandre Cuzzuol, não casou, tem um filho recém-nascido, Gabriel dos Santos Cuzzuol, com a jovem Cristiane da Conceição dos Santos.
O meninão só não realizou o sonho de ver todos os filhos casados e todos com filhos para aumentar a família e não deixar acabar a missão, que ele veio para a terra. Que é a palavra de Deus, crescei e multiplicai, sobre a terra. A missão dele não terminou com Deus, porque Deus quer muito dele ainda.
Ele tem muito a fazer para Deus, para ver os acontecimentos da vida.
Ele é o homem de hoje, e o meninão de ontem, com uma linda história de vida, desde a infância, a juventude e o casamento. Percorreu muitos caminhos na vida, cortando barro, água e areia para trazer, paz, saúde e felicidade para a família.
É um homem que lutou muito na vida, para o bem social da família, com todos os obstáculos que passou na vida desde a infância em Mundo Novo interior de Vitória do Espírito Santo até hoje em São Paulo, sempre cumpriu com suas obrigações, sempre conseguiu levar a vida em frente.
Educou seus filhos, deu estudos como pode, nunca deixou a peteca cair. Sempre deu a volta por cima, com a proteção do Criador do Céu. É um pessoa transparente e de muita dignidade em tudo à fazer, não arreda os pés em nada. Homem de muita coragem, respeitador das leis da terra e Divina, cumpre os mandamentos conforme o ensinamento do Pai, e as normas da vida. Tem muita responsabilidade e honestidade no modo de agir no trabalho, onde todos admiram. É um homem muito frágil em seus conceitos, tem ótimo comportamento como pessoa, faz de tudo para ajudar as pessoas, para que vejam a vida como ela é, tanto material como espiritual. É uma pessoa muito religiosa, tem muita fé no Criador do Céu. Teve muitos momentos de alegria, felicidade e paz na vida, mais também teve muitos momentos de tristeza, desgosto e desespero, porém tudo contornado pela grande fé em Deus. Hoje ele é um profissional aposentado, melancólico por motivo de saúde com a cirurgia, tem conceito de vida diferente dos tempos de juventude, onde era muito ambicioso, vivia sonhando com a expansão da vida, queria ser uma pessoa poderosa.
No começo desta história, no ano de cinqüenta e sete, falou sobre a cigana que leu sua mão, e tudo que ela disse aconteceu, é só prestar muita atenção em todo relato. Hoje só lhe resta como aposentado olhar a vida passar, pois a saúde já não ajuda às novas aventuras. Fim da aventura do meninão, BENITO CUZZUOL .
Quando era criança
minha mãe falou.
Filho, estuda para ser
um doutor.
Para você ter paz e amor
E não igual ao seu pai, lavradou.
Estudei até o quarto primário
para alegrar minha mãe.
Sem recurso financeiro
não estudei mais não.
Terminei saindo de casa
para trabalhar de peão e
receber ordens de patrão.
Trabalhei com tropa de burro,
do raiar do dia ao anoitecer,
o que ganhava
só dava para comer.
Trabalhei como tropeiro
até tomar uma decisão,
foi embora para o exército
para roça não voltei
mais não.
Mundo Novo, terra onde nasci,
até os dezoito anos, ali vivi
foi para o exército
cumprir minha missão,
de ser brasileiro,
patriota de coração.
Ali aprendi, ser um cidadão,
para defender nossa Nação.
Aos doze meses o exército deixei.
Voltei para Mundo Novo, outra vez.
Foi parar, onde trabalhava,
prá falar que para lá,
eu não voltava.
Voltei para João Neiva,
aonde morava meu irmão.
Combinei com ele
de pagar pensão.
Fui logo atrás de um emprego arranjar.
Porque meu sonho era trabalhar,
para eu poder casar.
Trabalhei numa firma de peão.
Trabalhei dia e noite
para ganhar o pão.
Fiz uma economia,
comprei um caminhão,
de sociedade com meu irmão.
Trabalhei com caminhão
uns doze meses sem parar
porque eu tinha um
sonho a realizar,
era com minha noiva
casar.
FIM
NO FINAL DESTE LIVRO, ESCREVO A HISTÓRIA DA FAMÍLIA DE MARCHI.
Pedro De Marchi, nasceu na Itália, na cidade,
Insatisfeito com a vida que levava na sua terra natal, resolveu abandonar sua cidade, deixando tudo para trás, família, parentes e amigos e tudo que era importante para ele e imigrou para o Brasil, para aventurar sua sorte. Chegando no Brasil, foi para o interior do Estado do Espírito Santo, para trabalhar na lavoura. Neste lugar, havia muita mata. E os italianos que abandonaram suas terras de origens, vinham direto para a roça, para fazer suas plantações, apossavam-se das terras e derrubavam as matas para construírem suas casas.
Pedro De Marchi, casou-se com Cizira Carreta, tiveram dois filhos: Henrique De Marchi e Maria De Marchi.
MARIA DE MARCHI, filha de Pedro De Marchi e Cizira Carreta, nasceu em Mundo Novo, na sua infância, viveu com a família até o casamento. Era uma pessoa muito trabalhadora, ajudava o pai na roça, em todos os serviços. Ajudava também a mãe nos afazeres da casa, era o braço direito dos pais. Era uma pessoa que gostava de dançar e curtir a vida, gostava também de namorar os rapazes do lugar. Até que apareceu um rapaz de cor preta, de outro lugar e começaram a namorar. O pai dela, não fazia gosto em ver ela com essa pessoa. Mais o amor falou mais alto, passaram por cima de todos os obstáculos e preconceitos da família, continuaram o namoro até chegar ao casamento. Casou-se com o caboclo de cor, chamado Odorico de Souza, e foram viver sua independência trabalhando de meieiro com o pai. O pai construiu uma casa na própria colônia para os dois. Assim continuaram a vida a dois até a morte os separar. Tiveram cinco filhos: Clovis De Marchi Souza, Glória De Marchi Souza, Pedro De Marchi Souza e Ana De Marchi Souza (gêmeos) e Elois Claudio De Marchi Souza.
Educou os filhos como pode, sempre com muito amor e carinho. Os filhos cresceram e tomaram seus destinos, eles ficaram sozinhos, não podendo tocar a roça, foram embora para outro lugar, João Neiva, viver o resto de suas vidas. Com o passar do tempo, a vida foi mudando, a idade chegando. Tudo que era maravilhoso, na vida de jovens mudou, a doença chegou e começaram os problemas na família, o marido Odorico, sofreu uma enfermidade, que o levou a morte. Com a morte do marido, a situação financeira foi piorando, sem companheiro, passou a ver a vida diferente, com angústia e tristeza de viver sozinha, com o filho Elois. Lembrando os momentos que passou junto com o marido, com muita alegria, felicidade, paz e amor, com as Graças do Divino Espírito Santo. Hoje vive com o salário de pensão que o filho Pedro, deixou para ela com sua morte. Nesse momento ela se encontra muito doente na cama, na casa da filha Glória sem poder conversar com ninguém. Está com noventa e um anos de idade, olhando o dia e a noite passar. Sonhando e pedindo a Nossa Senhora da Saúde para voltar para sua casa em João Neiva, com as Graças de Deus.
Essa é a história da Maria De Marchi e Odorico de Souza, que enfrentaram tudo e todos e realizaram um grande sonho de amor.
Clovis De Marchi de Souza, filho de Maria De Marchi e Odorico de Souza, na sua infância, estudou em João Neiva, no "Grupo Escolar Barão de Monjardim" é diplomado do primário parou com os estudos, para ajudar a família na roça. Viveu com os pais até ir servir o Exército Brasileiro, ficando um ano.
Aprendeu a ter um melhor conceito de vida e melhor comportamento pessoal. Quando estava no Exército, foi convocado para ir lutar na Guerra do Vietnã, chegando lá teve muita sorte, a guerra estava acabando. Logo voltou para o Brasil, ficou em alerta para qualquer acontecimento. O tempo passou e o dia da baixa chegou. Saiu do quartel e voltou para a vida civil. Com mais experiência de vida, voltou para Mundo Novo, para casa da família. Depois de um tempo resolveu abandonar a roça e procurar a sua independência. Arrumou emprego na padaria de Sebastião Rosa Loureiro e começou a namorar com a filha do Dr. Delegado Sr. Acásio, não dando certo o namoro, terminaram e ele partiu para São Paulo. Ficou na casa da prima casada com o Benito, para aventurar sua sorte. O Benito esposo de sua prima conseguiu um emprego para ele na Siderúrgica J. L. Alipertt, como operador de máquina na Laminação Nova. Seu período de experiência consistia em descarregar vagão de minério no Brás e descarregar o carro de carvão no silos da firma Alipertt. Depois de passar na experiência, ficou na Siderúrgica trabalhando de operador de máquina, passado um tempo ele brigou com o Engenheiro Molina, chefe da seção, e foi despedido. Ficou parado até arrumar outro emprego na Companhia Polimatic Eletro Metalúrgica, na função de soldador a ponto. Começou a namorar com a jovem Luzia Grou. Com o tempo chegaram ao casamento, tiveram cinco filhos: Marcelo De Marchi Grou, André De Marchi Grou, Vagner De Marchi Grou, Rodrigo De Marchi Grou e Tiago De Marchi Grou são gêmeos. Comprou uma casa pelo sistema financeiro em São Bernardo do Campo. Saiu da Polimatic, porque ganhava muito pouco, e foi trabalhar na Volkswagen, na função de controle de câmbio de carro. Ficou nesta firma até se aposentar. Hoje vive com a família e os filhos muito bem, com as Graças de Deus nosso Pai.
Luzia Grau, nasceu no Estado do Paraná, veio para São Paulo com a família ainda na infância. Estudou é diplomada. Era uma menina muito bonita e amável com a família. Trabalhou ajudando a mãe nos serviços do lar. Era uma jovem bem sucedida, muito religiosa, acompanhava a mãe nas missas aos domingos. Começou a namorou o Clovis e chegaram ao casamento e foram viver a vida a dois com muito amor. Sempre trabalhando com muito amor para educar os filhos como pode. Hoje com o marido aposentado e os filhos criados, esta com cinqüenta e dois anos de idade, vive para a família. Compreendendo a vida como ela é. Sempre pedindo , paz, amor e saúde para a família, assim vê a vida passar com as Graças de Deus. Ela aprendeu sozinha com sua capacidade a fazer escultura de Imagem de Santo. E com a inteligência que Deus lhe deu, ela está sempre se aperfeiçoando no trabalho de escultura e fazendo da vida uma escola, com muito amor ao Pai. Hoje ela vive no Paraná, onde nasceu, cuidando da família. O marido que é enfermo e aposentado. Essa é a vida da Luzia Grou até o momento.
Marcelo Grou, filho de Clovis De Marchi e Luzia Grou, nasceu em São Bernardo do Campo, na sua infância estudou é diplomado. Na juventude trabalhou de empregado, estudou a profissão de marceneiro e formou-se profissional. Hoje é uma pessoa de muita responsabilidade tanto profissional como pessoal. Começou a namorar uma menina e se juntaram, tem uma filha: Luana, é de menor tem quatro anos.
Marcelo sempre ajudou a mãe e a família. Sempre cumpriu o ensinamento que aprendeu com seus pais. É uma pessoa muito trabalhadora, honesta em tudo a fazer, montou sua própria oficina de marcenaria. Trabalha por conta própria, aos vinte e nove anos de idade vive independentemente a sua aventura sem depender dos familiares com as Graças de Deus.
André Grou, filho de Clovis De Marchi e Luzia Grou, nasceu em São Berrando do Campo, na sua infância estudou é diplomada. Na juventude estudou mecânica de Moto. Sempre trabalhou por conta própria, como mecânico. É uma pessoa muito honesta e de muita responsabilidade em tudo a fazer. Sempre ajudou a mãe em tudo. Começou a namorar a jovem Angela uma pessoa muito boa, não tem filho. Ele aos vinte e sete anos é uma pessoa bem sucedida na profissão. Muito amável com a família e vive com os pais até o momento com as Graças do nosso Criador.
Wagner Grou, filho de Clovis De Marchi e Luzia Grou, nasceu em São Bernardo do Campo, na sua infância estudou e formou-se Técnico de Eletrônica, é músico, é um sonhador, procurando sempre se aperfeiçoar na profissão. Vive lutando com a vida para melhorar sua situação . É muito educado e tem muita responsabilidade em seus compromissos. Vive com a família até o momento. Namora mais não pensa em casar enquanto não realizar seu sonho. Está com vinte e três anos de idade, pensa muito em realizar sua independência financeira e sua situação profissional com as Graças de nosso bom Deus.
Tiago e Rodrigo Grou, são gêmeos, filhos de Clovis De Marchi e Luzia Grou, nascerão em São Bernardo do Campo, na suas infâncias estudaram, são diplomados, são muitos iguais em tudo que faz. São muito carinhosos com a família, sempre procurando ajudar a mãe em tudo. São muitíssimo inteligentes. Sempre procurando progredirem para melhorem suas situações. Vivem com a família com muito carinho e amor, com as Graças de nosso bom Deus.
Rafael Grou, filho de Clovis De Marchi e Luzia Grou, nasceu em São Bernardo do Campo. Ao nascer morreu, por motivo que a mãe e o pai ainda não acharam a resposta. Rafael ao nascer ele faleceu, porque Deus achou que ele devia subir ao Céu para ficar junto dos Anjos e Santos e assim poder abençoar sua família que tanto esperava para da vida viver. Deus achou melhor leva-lo do que deixa-lo na terra para sofrer.
Glória Maria de Marchi de Souza, filha de Maria De Marchi e Odorico de Souza, na sua infância estudou em João Neiva, no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", não é diplomada, parou os estudos para ajudar a mãe no afazeres da casa e na roça com o pai. Trabalhava na roça em todos tipos de serviços inclusive na colheita de café e nas plantações de milho, feijão, arroz cana, mandioca e também na enxada capinando o mato de manhã à noite, de segunda à sábado O divertimento dela era ir as festas da igreja, passear e dançar. Era uma menina muito educada, com modos de vida bem conceituado. Viveu com a família até sua independência, era uma pessoa muito amável e boa com os pais e avós. Começou a namorar com o jovem Harmando Cozini e chegaram ao casamento. Tiveram quatro filhos: Elson Vander Cozini, Márcio Antônio Cozini, Laerte Sandro Cozini e Grasiele Cozini.
Ela mudou de Mundo Novo, para Vitória Capital do Espírito Santo, vive muito bem com a família com as Graças de Deus Pai.
Elson Vander Cozini, filho de Glória De Marchi Cozini e Harmando Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado. Na juventude namorou e casou com a jovem Gerusa Teles. Tiveram dois filhos: Emile Cristina Cozini Teles e Cathle Cozini Teles, ambos de menor estão estudando, com as Graças da Mãe Maria Santíssima.
Marcio Antônio Cozini, filho de Glória De Marchi Cozini e Harmando Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado e empregado. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Jusinete Alves. Teve um filho: João Vítor Cozini, está estudando com o poder de Deus.
Laerte Sandro Cozini, filho de Glória De Marchi Cozini e Harmando Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado. Na juventude namorou mais não casou ainda. É empregado, vive com a família até o momento, com o poder de Deus.
Grasiele Cozini, filha de Glória De Marchi Cozini e de Harmando Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomada. Na adolescência trabalhava ajudando a mãe nos serviços da casa. Na sua juventude namorou e casou com o jovem André Querino Gomes. Teve uma filha: Bruna Gomes, está estudando com as Graças de Deus.
Pedro de Marchi de Souza (In Memorian), filho de Maria De Marchi de Souza e Odorico de Souza, gêmeo de Ana De Marchi de Souza, na sua infância estudou em João Neiva, no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", não é diplomado, parou de estudar para ajudar a família na roça. Nas plantações de milho, mandioca, café, cana, etc. Quando não tinha serviços na roça, ele trabalhava por dia com o patrão para ganhar um dinheirinho a mais e assim ajudar a família financeiramente. Era uma pessoa muito boa, tinha muito sentimento no coração. Jovem de muito valor, todas as divergências na família ele contornava, ficando tudo em paz. Ele era uma pessoa muito calma de muito amor no coração, amava muito a família, dava a vida para salvar o bem estar de todos. Tinha uma fé muito grande em Deus. Por ser muito religioso não sabia ofender ninguém. Abandonou a roça e a família, para tentar uma melhor sorte em São Paulo. Aqui chegando foi morar com o irmão Clovis. Arrumou um emprego na Fábrica de Móveis Lafer, em São Bernardo do Campo, trabalhava com amor na profissão, e assim ganhar um pouco mais de dinheiro para mandar para os pais. Durante todo tempo que trabalhou, sempre mandou dinheiro para os pais. O sonho dele era trazer os pais para viver com ele em São Paulo. Mais o sonho dele durou pouco, pois foi acometido de um enfermidade que o levou a uma cirurgia na cabeça, tinha um tumor. O médico operou, mais não teve jeito, com poucos dias de operado veio à falecer. Deus chamou ele para o Céu, para aliviar a dor que estava sofrendo. Aqui acaba a história e o sonho dele, mais no Céu, ele vive com amor do Pai, eternamente.
Ana de Marchi de Souza, filha de Maria De Marchi de Souza e Odorico de Souza, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", em João Neiva, não é diplomado parou de estudar porque a família não tinha condições para mante-la na escola. Era uma menina muito inteligente, calma, muito bonita, carinhosa com as pessoas, tinha uma simpatia, um olhar meigo. Trabalhou pouco na roça, pois ajudava a mãe nos serviços caseiro e tomava conta da casa para a mãe trabalhar na roça junto com o pai, que era meieiro. Começou a namorar com o jovem Izaltino Cozini e chegaram ao casamento. Tiveram dois filhos: Laerte Cozini e Jacqueline Cozini.
Ana e os filhos foram embora de Mundo Novo para João Neiva.
Laerte Cozini, filho de Ana De Marchi Cozini e Izaltino Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado do segundo grau. É empregado, trabalha com pintura, é uma pessoa bem conceituada nos seus afazeres. Tem muita responsabilidade, é honesto, gosta de cumprir seus deveres. Ajudava o pai e a mãe nos compromissos do lar. Na juventude namorou e casou com a jovem Fabiá Queiroz. Teve um filho: Gustavo Queiroz é de menor.
Eles vivem uma vida a dois muito bem com as Graças de Mãe Maria Santíssima, até este momento.
Jacqueline Cozini, filha de Ana De Marchi Cozini e Izaltino Cozini, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomada. Na juventude ajudava a mãe nos serviços do lar. É uma pessoa muito digna com seus compromissos, gostava de se divertir nas festas, é muito religiosa. Tem muita responsabilidade no trabalho à executar. Namorou e casou com o jovem Marciano ? ------- Teve um filho: Breno Cozini, é de menor.
Os dois trabalham juntos no Aeroporto de Vitória, levam uma vida muito boa com as Graças de Deus.
Elois Claudio de Marchi de Souza, filho de Maria De Marchi de Souza e Odorico de Souza, nasceu em Mundo Novo, na infância estudou em João Neiva, no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", é diplomado do primário e estudou na SENAI, a profissão de Mecânico de Manutenção de Máquina, se formou, fez estágio na Vale do Rio Doce, não conseguindo se empregar, ele foi procurar emprego em outro setor. Partiu para outra profissão, não se adaptando com o serviço, saiu. Não queria voltar para a roça para trabalhar de meia com o patrão, igual a família. Abandonou tudo, deixando a família, parentes e amigos para trás e foi embora para São Paulo, para casa do irmão Clovis, para aventurar a sorte e sua independência. O irmão conseguiu empregar ele na Volkswagen como operador de máquina, ganhando um salário razoavelmente bom, que dava para ele fazer sua independência. Trabalhou por um bom tempo, se arrumou na vida, comprou boas roupas e sapatos. Já estava fazendo sua independência e seu modo de vida na cidade grande. Já era outra pessoa, inclusive estava pensando com o irmão Pedro de arrumar uma casinha para trazer os pais para viver aqui. Mais o egoísmo subiu à cabeça, começou a andar com companheiros que não eram de confiança, só pensavam em destruição. O irmão Clovis sempre estava na cola dele, orientando, como ele deveria proceder na cidade grande, sempre aconselhando ele para sair dessas maus companhias, que não eram boas para ele. O irmão Clovis disse, eu vivo aqui em São Paulo a muito tempo, já trabalhei em várias firmas, conheço bem o ritmo dessa cidade. Ele não quis escutar os conselhos, achava que ele era que estava certo, e que o irmão não devia se meter na vida dele. Um belo dia, ele se meteu em uma grande confusão, que levou o irmão Pedro a prisão. O irmão Clovis foi a delegacia, saber os acontecimentos e conseguiu soltar o Pedro que não tinha culpa de nada, e nem sabia do assunto, porque foi preso. De tanta vergonha e desgosto que o Pedro passou, por causa dele, começou a passar mal e foi internado no Hospital Nove de Julho e operado da cabeça, depois de uns dias veio a falecer. Depois de umas semanas que o Pedro havia falecido, o irmão Elois Claudio de desgosto, pediu demissão da firma e voltou para João Neiva, para viver com o pai e a mãe.
Chegando em João Neiva, precisou arrumar um serviço para tocar a vida em frente. Depois de todos esses acontecimentos na vida dele, não consegue parar em nenhum emprego, está vivendo as custas da mãe, até esse momento.
HENRIQUE DE MARCHI, filho de Pedro De Marchi e Cizira Carreta, nasceu em Mundo Novo. Viveu a sua infância com a família, trabalhando na roça, com o pai e a mãe. Na juventude estudou, aprendeu a ler e escrever um pouco, tinha uma vida maravilhosa, tinha de tudo que um jovem precisava. Não faltava nada para a família. O pai era proprietário de terras da melhor qualidade para plantação. Tudo que plantava, dava boa colheita. Henrique era um jovem bem apreciado pelas mulheres, ele gostava muito de dançar, de festas e de paquerar as meninas, era um verdadeiro festeiro. Gostava também de montar cavalo, não tinha medo de nada. Sempre teve o apoio da família, em tudo que ia fazer. Gostava de passear e tocar sanfona, nos bailes. Era muito namorador, até que começou a namorar a jovem Regina Cuzzuol, e chegaram ao casamento. Mesmo depois de casado, Henrique vivia com a família, nunca abandonou os pais, cuidou deles com muito amor e carinho até a morte os levarem. Quanto os pais faleceram, ele tomou conta das terras que lhe pertencia.
Henrique e Regina, tiveram onze filhos, dois faleceram e nove estão vivos, são eles: Cizira De Marchi, Luiza De Marchi, Santa De Marchi, Izaldina De Marchi, Sebastião De Marchi, Geralda De Marchi, Neuza De Marchi, Dalva Maria De Marchi e Manuel Pedro De Marchi.
Eram as meninas que tocavam a lavoura, trabalhavam na roça de manhã à tarde, ajudando o pai na enxada e na foice. As meninas foram o braço direito do velho, trabalhavam em qualquer serviço da roça, além de tirar leite das vacas e cuidar dos serviços da casa.
Cizira De Marchi Prandi, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo, interior do Estado do Espírito Santo. Na sua infância estudou em Mundo Novo, não é diplomada. Trabalhava na roça com o pai e as irmãs, de manhã à noite, no cultivo das terras, para as plantações. Colhia café e trabalhava na enxada e na foice igual a um homem. Ajudava a mãe nos serviços da casa. Era uma pessoa muito querida, pela família. Muito honesta, no seu comportamento pessoal. Tinha uma grande responsabilidade em tudo que ia executar. Sempre cumpriu as suas obrigações. Gostava muito das festas religiosa, era muito católica e tomava conta do embelezamento da Igreja, Era a rezadeira do terço de nossa Senhora na igreja de Mundo Novo. Sempre se dedicou ao povoado. Gostava muito de curtir a vida, de ir aos bailes, dançar, namorar e passear. Começou a namorar sério com o jovem Joviniano Prandi e chegaram ao casamento. Os dois depois de casados, foram viver a vida a dois, juntos com os irmãos dele, na mais perfeita saúde e harmonia, com amor, carinho e felicidade com as Graças de Nosso Bom Deus. Cizira é a filha mais velha da família, casou com Joviniano Prandi, um moço muito bom, de família muito honesta. Depois que Cizira casou o pai ficou sem um reforço para tocar a roça. Precisou de um camarada para ajudá-lo. O empregado, mais Luiza, Santa e Izaldina, eram os ajudantes do velho nos trabalhos da roça. Cizira e Joviniano, tiveram seis filhos: Maria da Penha Prandi (Neta), João Batista Prandi (Neto), José Antônio Prandi (Neto), Paulo Henrique Prandi (Neto), Delza Prandi (Neta) e Jacimar Benedito Prandi (Neto).
Eles viveram com a família do Joviniano Prandi por muito tempo. O Joviniano trabalhava em João Neiva, na Vale do Rio Doce, andava a pé mais de quarenta e cinco minutos todos os santos dias, de segunda à sábado. Ia de manhã e voltava a tarde. A Cizira sempre esperava ele com muito amor e carinho. Foram anos e anos nesta vida, até ele comprar a sua própria moradia, que era seu sonho, e mudaram para João Neiva. Os filhos cresceram e foram casando e seguindo seus próprios destinos. Eles foram ficando sozinhos. O Joviniano se aposentou pela Vale do Rio Doce. Comprou uma colônia em Mundo Novo. Leva a vida administrando a colheita do café. Ela cuida do lar até hoje com as Graças de Mãe Maria Santíssima.
Maria da Penha Prendi (Neta), filha de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em Mundo Novo, na sua infância estudou e tirou diploma de professora. Vive com a família. Gosta de curtir a vida. É aposentada.
João Batista Prandi (Neto), filho de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou e formou-se em Administração de Empresas. Trabalhou na Vale do Rio Doce. Hoje é aposentado. Namorou e casou com a jovem Maria Luiza Morellato. Teve uma filha: Paola Morellato Prandi (Bisneta).
Paola Morellato Prandi (Bisneta), filha de João Batista Prandi e Maria Luiza Morellato, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e formou-se em Medicina, vive com a família até hoje.
José Antônio Prandi (Neto), filho de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou e formou-se em Técnico de Mecânica. Namorou e casou com a jovem Rita de Cássia Scopel. Tiveram duas filhas: Juliana Scopel Prandi (Bisneta) e Camila Scopel Prandi (Bisneta), as duas só estudam.
Paulo Henrique Prandi (Neto), filho de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou e formou-se em Instrumentação, trabalha na Aracruz Celulose. Namorou e casou com a jovem Maria Célia da Silva Prandi. Tiveram dois filhos: Alexandre da Silva Prandi (Bisneto) e Marina da Silva Prandi (Bisneta), ambos estão estudando.
Delza Prandi Campagnaro (Neta), filha de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou até o segundo ano colegial. Trabalha na Caixa Econômica. Namorou e casou com o jovem Gilson Campagnaro. Tiveram dois filhos: Rodolfo Prandi Campagnaro (Bisneto) e Bianca Prandi Campagnaro (Bisneta), ambos estão estudando.
Jacimar Benedito Prandi (Neto), filho de Cizira De Marchi e Joviniano Prandi, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou e formou-se em Técnico de Mecânica, trabalha na CST Companhia Siderúrgica Tubarão, em Vitória do Espírito Santo. Namorou e casou com a jovem Elenir da Silva Prandi. Tiveram dois filhos: Natália da Silva Prandi (Bisneta) e Arthur da Silva Prandi (Bisneto), ambos estão estudando.
Luiza De Marchi, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou e abandonou o estudo para ajudar a mãe nos serviços de casa, e ao pai na roça, de manhã a noite no cabo da enxada, capinando o mato e no cabo da foice roçando pastos e na colheita do café. Era uma fera no seus compromissos, sempre dedicada a família. Gostava muito de se divertir, de dançar e de ir as festas religiosas. Sempre cumpriu com suas obrigações, é uma pessoa de muita sensibilidade, de muito caráter pessoal. Na sua juventude era a mais sapeca gostava muito de paquerar os rapazes. Sempre procurou namorar com rapazes de outra região. Tinha muitos rapazes do mesmo lugar que queria namorar com ela, porque ela era muito bonita, mais nunca firmou namorou por muito tempo com ninguém do lugar. Era só passa tempo. Até que apareceu um rapaz de Minas Gerais, era desconhecido do lugar, ninguém sabia de onde ele veio, começou a trabalhar numa obra de barragem na cachoeira do Paraíso, com a turma do lugar e passou a ser amigo da turma que ali trabalhava. Começou a namorar este rapaz e gostar muito dele. Firmou o namoro com muito amor e até chegar ao conhecimento do seu querido pai. Quando o pai descobriu que ela estava namorando com ele, chamou atenção dela. Pois ninguém sabia onde ele veio. Ela não ouviu os conselhos do seu querido pai, o amor falou mais alto. Tomou uma decisão em sua vida. Como o pai dela não queria, uma bela noite de madrugada os dois combinaram fugir. Enquanto a família dormia ela preparou a mala de roupas e deixou tudo para trás e foi embora com o rapaz para o Estado de Minas Gerais. E lá os dois pombinhos se casaram sem autorização dos pais. Tiveram quatro filhos: Tarcizo De Marchi (Neto), José Luiz De Marchi (Neto), Rosa Maria Barbosa De Marchi (Neta) e Rosângela De Marchi (Neta).
Luiza De Marchi e José Barbosa da Silva viveram junto por um bom tempo, depois começaram a se desentender e acabaram separando. Cada um tem sua própria vida. Ela vivi sozinha, trabalhou até se aposentar. Hoje tem sua própria moradia, tem suas paqueras e gosta de curtir a vida.
Tarcizio de Marchi da Silva (Neto), filho de Luiza De Marchi e José Barbosa da Silva, nasceu em Minas Gerais, na sua infância estudou fez o curso de Técnico em Eletrotécnica. Namorou e casou com a jovem Elizete Carvalho De Marchi. Tiveram quatro filhos: Fernanda Carvalho De Marchi (Bisneta), Carla Carvalho De Marchi (Bisneta), Henrique Carvalho De Marchi (Bisneto), Renata Carvalho De Marchi (Bisneta). A Renata tem um filho: Caio De Marchi Enoque (Trineto).
José Luiz de Marchi Silva (Neto), filho de Luiza De Marchi e José Barbosa da Silva, nasceu em Minas Gerais. Na sua infância estudou e fez o curso de Técnico em Eletrotécnica. Namorou e casou com a jovem Maria José Campanha De Marchi. Tiveram três filhos: André Luiz De Marchi (Bisneto), Felipe De Marchi (Bisneto) e Marcelo De Marchi (Bisneto).
Rosa Maria Barbosa da Silva (Neta), filha de Luiza De Marchi e José Barbosa da Silva, nasceu em Minas Gerais. Não casou, mais tem uma filha: Maria Luiza De Marchi Caliman (Bisneta).
Rosângela De Marchi (Neta), filha de Luiza De Marchi e José Barbosa da Silva, nasceu em Minas Gerais. Na sua infância estudou é diplomada em Técnica em Eletrotécnica.
Santa De Marchi, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou mais não tirou diploma, parou com os estudos para ajudar a mãe nos serviços da casa e ao pai nos serviços da roça, junto com os irmãs, colhendo café e plantando milho, feijão, arroz, cana e outros, roçava pasto e trabalhava na enxada capinando o mato, de segundo à sábado, de manhã à noite. Ao chegar da roça, tomava banho e ia jantar, depois da janta pegava na máquina de costura para fazer roupas para família. Era uma menina muito esperta, gostava de se divertir, passear, dançar, ir as festas da igreja, era muito católica, ensinava reza para as crianças do lugar. Gostava de paquerar os rapazes, era muito namoradeira. Não firmava namoro por muito tempo com ninguém, até que encontrou o amor de sua vida Altair Frigini, namorou durante seis anos, noivaram, mais com o passar do tempo o amor acabou e não chegaram ao casamento. Era um pessoa muito bonita e muito honesta nos seus compromissos. Sempre lutou em beneficio da família, pessoa franca, gosta da verdade, sempre dedicada no que vai fazer, muito amável com as pessoas, depois que o pai vendeu as propriedades de porteira fechada, foram moram em João Neiva. Ela começou a namorar outro rapaz, Waldir Vieira Rosa, e chegaram ao casamento. Tiveram dois filhos: Giovana De Marchi Rosa (Neta) e Sandro De Marchi Rosa (Neto).
Santa e Waldir, viveram juntos por muito tempo, mais o amor acabou e ele foi embora viver sua vida. Ela ficou com os dois filhos e arrumou um emprego e tocou o barco para frente. Educou os filhos como pode. Os filhos estudaram e chegaram a faculdade, arrumaram emprego e levaram a vida com a mãe até o casamento. Hoje ela mora na sua casa própria e vive uma vida maravilhosamente bem.
Giovana de Marchi Rosa Farina (Neta), filha de Santa De Marchi Rosa e Waldir Vieira Rosa, nasceu em João Neiva. Na sua infância, estudou é diplomada, fez faculdade, é professora. É uma pessoa de muita cultura, muito responsável pelos seus compromissos. Ajudou a mãe, durante o tempo que moraram juntas. É amável com a família, gostava de se divertir. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Ronaldo Farina. Tem uma filha: Rafhaela De Marchi Farina (Bisneta), é de menor, está estudando.
Sandro de Marchi Rosa (Neto), filho de Santa De Marchi Rosa e Waldir Vieira Rosa, nasceu em João Neiva. Na sua infância estudou é diplomado está fazendo faculdade. Trabalha na Aracruz Celulose, é operador de máquina. É muito conceituado com os responsáveis da Seção. É muito trabalhador e muito responsável. É muito amado pela família, adora o vô e a vó. Na juventude namorou e casou com a jovem Patrícia Soprani Santório. Vive com a mãe, ajudando-a em tudo, até comprou um terreno e construiu uma casa, onde moram juntos, ele a esposa e a mãe. Tem tudo para progredir na vida com as Graças de Deus.
Izaltina de Marchi Sant'Anna, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou mais não é diplomada, parou de estudar para ajudar o pai na roça. Era a devoradora dos corações dos jovens do lugar, era uma moça muito bonita, gostava de bailes e festas, os rapazes brigavam por ela. Começou a namorar um rapaz, que não era bem visto pela família, o pai não queria que ela namorasse com ele. Terminou deixando de lado. E começou a namorar outro rapaz do lugar, que era de família muito boa, o jovem Devani Sant'anna, e chegaram ao casamento. Tiveram seis filhos: Ivete Sant'anna (Neta), Maria Helena Sant'anna (Neta), Elizete Sant'anna (Neta), Ivanete De Marchi Sant'anna (Neta), Ivani Sant'anna (Neta), Geraldo Sant'anna (Neto).
Ivete Sant'Anna (Neta), filha de Izaldina De Marchi Sant'anna e Devani Sant'anna, nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Carlos Batista. Tiveram dois filhos: Carlos Batista Filho (Bisneto) e Georgia Sant'anna Batista (Bisneta).
Maria Helena Sant'Anna Queirós (Neta), filha de Izaldina De Marchi Sant'anna e Devani Sant'anna, nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Ricardo Vassallo Queirós. Tem um filho: João Ricardo Queirós (Bisneto).
Elizete Sant'Anna Sartori (Neta), filha de Izaldina De Marchi Sant'anna e Devani Sant'anna, nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Neudir Sartori. Tiveram três filhos: Flávia Sant'anna Sartori (Bisneta), Paula Sant'anna Sartori (Bisneta) e Gustavo Sant'anna Sartori (Bisneto).
Ivanete de Marchi Sant'Anna (Neta), filha de Izaldina De Marchi Sant'anna e Devani Sant'anna, nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Rogério Luz Rosa. Tem um filho: Roger Sant'anna Luz Rosa (Bisneto).
Ivani Sant'Anna Rodrigues (Neta), filha de Izaldina De Marchi Sant'anna e Devani Sant'anna. Nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Eloisio Antônio Rodrigues. Tiveram dois filhos: Davi Henrique Rodrigues (Bisneto) e Bárbara Sant'anna Rodrigues (Bisneta).
Geraldo Sant'Anna (Neto), filho de Izaldina De Marchi e Devani Sant'anna. Nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Sandra Campagnaro Sant'anna. Tiveram três filhos: Caíque Campagnaro Sant'anna (Bisneto), Bráulio Campagnaro Sant'anna (Bisneto) e Murilo Campagnaro Sant'anna (Bisneto).
Sebastião De Marchi, filho de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância estudou, não é diplomado, porque não tinha jeito para os estudos, preferiu trabalhar na roça, com o pai e as irmãs. O pai fez de tudo para ele estudar, pois queria que ele fosse alguém na vida, mais ele não aceitou. Na juventude namorou e casou com a jovem Inácia Nunes De Marchi, e continuou morando com a família, até o pai construir uma casa para ele, em suas terras. E assim começaram sua independência, com a proteção do bom Deus. Tiveram nove filhos: Luzia De Marchi Lombardi (Neta), Maria da Penha De Marchi Campagnaro (Neta - In Memorian), Pedro Henrique De Marchi (Neto), Sebastião Rosimar De Marchi (Neto), Marcos Erivaldo De Marchi (Neto), Maria Geralda De Marchi (Neta), Jean Cleris De Marchi (Neto), Márcio Rogério De Marchi (Neto) e Franciele Nunes De Marchi (Neta).
O pai com muita luta, empregou ele em uma marcenaria de fazer móveis, para aprender a profissão. Tornou-se um marceneiro de primeira qualidade. Trabalhou por conta própria. Hoje é aposentado, vive com a família, e tem uma vida mais ou menos tranqüila.
Luzia de Marchi Lombardi (Neta), filha de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes De Marchi, nasceu em Mundo Novo, interior do Estado do Espírito Santo. Na sua infância estudou o primário mais não concluiu. Na juventude ajudava a família em todos os serviços à executar no lar. Sua família mudou de Mundo Novo, para João Neiva. Viveram lá um bom tempo. Depois mudaram para Nova Almeida, cidadezinha perto do litoral em Vitória. Namorou e casou com o jovem Geremias Lombardi. Tiveram dois filhos: Kit Carson De Marchi (Bisneto) e Nanciley De Marchi (Bisneta). Vivem com a família e os avôs no mesmo lar, até esse momento, com as Graças de Deus.
Kit Carson de Marchi (Bisneto), filho de Luzia De Marchi Lombardi e Geremias Lombardi. Nasceu em Nova Almeida. Na infância estudou e não concluiu. Trabalha ajudando a família em todos os serviços à executar. Vive com os pais e avôs, até esse momento, com as Graças de Deus.
Nanciley de Marchi (Bisneta), filha de Luzia De Marchi Lombardi e Geremias Lombardi. Nasceu em Nova Almeida, na sua infância estudou não é concursada. Trabalhava ajudando a família nos serviços caseiros. Na adolescência, namorou o jovem Juliano Silva. Teve um filho: Pedro Lucas Lombardi (Trineto). Não vivem juntos. Ela vive com os pais e avôs
Maria da Penha de Marchi Campagnaro (Neta In Memorian), filha de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes de Marchi. Nasceu em João Neiva. Namorou e casou com Dárcio Campagnaro. Tiveram dois filhos: Grazieli Campagnaro (Bisneta) e Tiago Campagnaro (Bisneto).
Grazieli Campagnaro Morellato (Bisneta), nasceu em João Neiva. Namorou e casou com o jovem Adriano Morellato. Teve um filho: Ramon Campagnaro Morellato (Trineto).
Pedro Henrique de Marchi (Neto), filho de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes de Marchi, nasceu em Mundo Novo, no interior do Estado. Na sua infância estudou mais não tirou diploma. Na sua juventude trabalhava ajudando a família em todos os serviços à executar. Mudou de Mundo Novo, para João Neiva`. Viveu bastante tempo lá, depois mudou para Nova Almeida, cidadezinha perto do litoral de Vitória. Namorou e casou com a jovem Madalena Figueiredo. Teve três filhos: Francini De Marchi (Bisneta), Chieli De Marchi (Bisneta), Jésu Figueiredo De Marchi (Bisneto). Vivem juntos com os pais no mesmo lar, até esse momento, com as Graças de Deus. Os filhos nasceram em Nova Almeida, estão estudando.
Francini de Marchi (Bisneta) filha de Pedro Henrique De Marchi e Madalena Figueiredo. Nasceu em Nova Almeida, está estudando.
Chieli de Marchi (Bisneto), filho de Pedro Henrique De Marchi e Madalena Figueiredo. Nasceu em Nova Almeida, está estudando.
Jésu de Marchi (Bisneto), filho Pedro Henrique De Marchi e Madalena Figueiredo. Nasceu em Nova Almeida, está estudando.
Sebastião Rosimar de Marchi (Neto), filho de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes De Marchi, nasceu em João Neiva. Namorou e casou com a jovem Aparecida Henrique De Marchi, tiveram duas filhas: Alana Henrique De Marchi (Bisneta) e Laísa Henrique De Marchi (Bisneta).
Marcos Erivaldo de Marchi (Neto), filho de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes De Marchi, nasceu em João Neiva. Namorou e casou com a jovem Luzilene Lopes De Marchi. Tiveram quarto filhos: Patrick Lopes De Marchi (Bisneto), Rafael Lopes De Marchi (Bisneto), Bruno Lopes De Marchi (Bisneto) e Loraine Lopes de Marchi (Bisneta).
Maria Geralda de Marchi (Neta), filha de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes De Marchi, nasceu em João Neiva. Namorou e casou com o jovem Carlos Gomes dos Santos. Tiveram dois filhos: Carlos Henrique De Marchi Santos (Bisneto) e Jeferson De Marchi Santos (Bisneto).
Jean Cleris de Marchi (Neto) filho de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes de Marchi, nasceu em João Neiva. Namorou e casou com a jovem Elaine De Marchi. Tiveram cinco filhos, sendo duas gêmeas: Jean Felipe De Marchi (Bisneto), Nícolas De Marchi (Bisneto), Gabriela De Marchi (Bisneta), Stéfani Mendes De Marchi (Bisneta) e Estefânia Mendes De Marchi (Bisneta).
Márcio Rogério de Marchi (Neto), filho de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes de Marchi, nasceu em João Neiva. Namorou e casou com a jovem Marcilene Espírito Santo Almeida. Tem uma filha: Tariane Débora Almeida De Marchi (Bisneta).
Franciele Nunes de Marchi (Neta), filha de Sebastião De Marchi e Inácia Nunes De Marchi, nasceu em João Neiva.
Geralda de Marchi Cuzzuol, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo, interior do Estado do Espírito Santo, no dia vinte e seis de fevereiro de mil novecentos e quarenta e três. Trouxe muita alegria para a família e os parentes. Na sua infância, sempre procurou ajudar o pai e a mãe, tanto na roça como nos serviços caseiros, era muito amável, compreensível com as pessoas, era uma menina muito bonita, muito meiga, um pouco tímida, gostava de ajudar as pessoas, isso ela faz até hoje. Devido sua timidez, não era de muita conversa. Seu pai queria que ela estudasse e fez sua matrícula no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", em João Neiva, mais para ela ir a escola tinha que andar quase uma hora a pé, essa escola ficava longe de sua casa, assim ela tinha que atravessar os cafezais, as matas, o rio, o pasto com gado bravo e outros obstáculos, mesmo assim estudou até o segundo ano primário, não estudou mais, porque o pai precisava dela nos serviços da roça, pois as irmãs mais velhas tinham se casado. A Geralda era uma jovem muito humilde, gostava muito de ir a igreja, mais também gostava de dançar e ir as festas, esses eram os divertimentos da menina. Era uma menina que todos os rapazes queriam namorar, e diziam vou esperar essa menina crescer para casar com ela.
Numa noite de fim de ano na Missa do Galo, em João Neiva, na igreja São José, começou a namorar um rapaz, que viu ela crescer desde criança. Acompanhou os passos e a vida dela, em todos seus momentos. Nessa primeira conversa na frente da igreja São José, fizeram um juramento, que só a morte os separavam. Dali para frente, enfrentaram muitos obstáculos, brigas, intrigas das famílias, separações, distância, muitos momentos de conturbação, e perseguições, mais com as Graças da Mãe Maria Santíssima, chegaram ao casamento. Cortando muitas estradas na vida, com muitos momentos de paz, amor, alegria, felicidade, como também de angústia e tristeza. Hoje tem cinco filhos: Carlos Aparecido Cuzzuol (Neto), Rita de Cássia De Marchi Cuzzuol (Neta), Geraldo Tadeu Cuzzuol (Neto), Marcio Alexandre Cuzzuol (Neto) e Regiane De Marchi Cuzzuol (Neta), e cinco netos: Natalia de Araújo Cuzzuol (Bisneta), Vanessa de Araújo Cuzzuol (Bisneta), Alexandre de Araújo Cuzzuol (Bisneto), Larissa Cuzzuol Pereira (Bisneta) e Gabriel dos Santos Cuzzuol (Bisneto). Aos cinqüenta e nove anos, vive maravilhosamente bem, com seu esposo, filhos e netos, tem boa saúde, pratica ginástica, faz natação, é muito prestativa, auxilia muito os parentes, tem sempre uma palavra de conforto para as pessoas, é muito cuidadosa com a casa, tem muita paz, amor e felicidade, com as Graças de Mãe Maria Santíssima.
Neusa de Marchi de Brito, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância ajudava a mãe na roça. Na juventude estudou, não é diplomada. Sempre trabalhou ajudando os pais. Era uma menina muito esperta, gostava de namorar, dançar, freqüentar as festas da igreja, sempre foi muito risonha e brincalhona, gostava de tirar sarro das pessoas mais velhas. O pai com os casamentos das filhas, e não tendo condições de tocar a roça e a colheita de café, resolveu vender o sítio que era a vida da família, e ir morar numa cidadezinha em João Neiva, para tocar um comercio. Com o dinheiro recebido pela venda do sítio, chegando em João Neiva, comprou uma casa e foi morar com a família, dona Regina, Santa, Neuza, Dalva Maria e Manuel Pedro.
A Neuza começou a namorar o jovem Odilon Britto, rapaz da vila, e chegaram ao casamento, tiveram cinco filhos: Paulo Henrique de Britto (Neto), Adriana De Marchi Britto (Neta), Lorraine De Marchi de Britto (Neta), Alexandre De Marchi de Britto (Neto), Andreziely De Marchi de Britto (Neta). A Neuza foi morar na cidade grande, Vitória, capital do Espírito Santo, com a família do rapaz Odilon. Viveram muitos anos juntos na maior Glória do Pai do Céu, mais com o passar do tempo a vida mudou, estão separados, levando cada um sua vida como pode. Ela vive com os filhos e leva uma vida tranqüila, com as Graças de Deus.
Paulo Henrique de Brito (Neto), filho de Neuza De Marchi de Britto e Odilon Britto, nasceu em João Neiva. Na sua juventude namorou e casou com a jovem Adriana Rocha de Britto. Tiveram duas filhas: Paula Rocha de Britto (Bisneta) e Júlia Rocha de Britto (Bisneta).
Adriana de Marchi de Brito (Neta), filha de Neuza De Marchi de Britto e Odilon Britto, nasceu em João Neiva.
Lorraine de Marchi de Brito (Neta), filha de Neusa De Marchi de Britto e Odilon Britto, nasceu em João Neiva.
Alexandre de Marchi de Brito (Neto), filho de Neuza De Marchi de Britto e Odilon Britto, nasceu em João Neiva.
Andreziely de Marchi de Brito (Neta), filha de Neuza De Marchi de Britto e Odilon Britto, nasceu em João Neiva.
Dalva Maria de Marchi Lyra, filha de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância foi uma menina muito amável, carinhosa, educada e estudiosa. Na juventude ajudava a mãe no serviço da casa. Estudou no "Grupo Escolar Barão de Monjardim", é diplomada e costureira, não trabalhou na roça, igual aos irmãos, teve uma vida mais modesta, com melhor conhecimento. Gostava muito de namorar, freqüentar bailes, festas da igreja. Teve bons procedimentos pessoais. Na sua juventude namorou e casou com o jovem Ernandes Lyra, dono de uma alfaiataria. Tiveram quatro filhos: Rosiani De Marchi Lyra (Neta), Emiliani De Marchi Lyra (Neta), Telis Vinicios De Marchi Lyra (Neto) e Regina De Marchi Lyra (Neta). Viveram em João Neiva, com o pai e a mãe, por muito tempo, até comprar sua própria moradia que foi sua independência. Hoje mora em outro lugar, tem casa própria e vive maravilhosamente bem, com os filhos. É uma pessoa muito religiosa, amável com todas as pessoas.
Rosiani de Marchi Lyra (Neta), filha de Dalva Maria De Marchi Lyra e Ernandes Lyra, nasceu em João Neiva.
Emiliani de Marchi Lyra (Neta), filha de Dalva Maria De Marchi Lyra, nasceu em João Neiva. Na juventude namorou e casou com o jovem Leandro Rocha.
Telis Vinicios de Marchi Lyra (Neto), filho de Dalva Maria De Marchi Lyra e Ernandes Lyra, nasceu em João Neiva.
Regina de Marchi Lyra (Neta), filha de Dalva Maria De Marchi Lyra e Ernandes Lyra, nasceu em João Neiva.
Manuel Pedro de Marchi, filho de Henrique De Marchi e Regina Cuzzuol, nasceu em Mundo Novo. Na sua infância foi uma pessoa muito doente, deu muito trabalho para os pais, mais com as Graças de Deus, ficou bom. Na juventude, estudou e tirou diploma. Trabalhou com o pai no comercio, não se adaptando ao serviço, saiu e foi trabalhar de empregado. Saiu de João Neiva e veio para São Paulo, para aventurar a sorte. Ficou na casa da irmã Geralda, e conseguiu arrumar um emprego na Siderúrgica J. L. Alipertt, na Água Funda, bairro de São Paulo, onde seu cunhado Benito trabalhava. Entrou como ajudante de caldeireiro, com o tempo passou para primeiro caldeireiro, ganhava razoavelmente bem, ficou com saudade da família que tinha deixado para trás, saiu da firma e voltou para João Neiva, para morar com os pais. Na volta de São Paulo para João Neiva, conseguiu um emprego na Companhia Aracruz Celulose. Começou a namorar a Geraldina Alborghetti, moça do lugar e chegaram ao casamento. A Geraldina é formada em professora primária, é uma pessoa muito educada e com bom conceito de vida. É muito trabalhadeira, responsável, honesta, de família muito boa, luta por seus objetivos, tem uma personalidade muito grandiosa, batalhou muito para ser independente, construiu sua moradia no terreno do pai dele, com muito suor. Tem duas filhas: Pâmela Alborghetti De Marchi (Neta) e Isabela Alborghetti De Marchi (Neta).
Leva uma vida tranqüila, é aposentado, mais ainda trabalha no mesmo ramo até o momento.
HENRIQUE DE MARCHI E REGINA CUZZUOL, duas pessoas simples, com muito amor, entre ambos. Tem uma linda história de vida, desde seus nascimentos até hoje aos noventa e um anos de idade. Os dois namoraram e chegaram ao casamento, tiveram onze filhos, dois faleceram e nove estão vivos. Os dois vivem um para o outro, com muito amor. Trabalharam muito na vida para criar os filhos com muito amor, deu estudos e educou os filhos dentro de suas possibilidades. Fizeram de tudo para ver a família unida na mais perfeita felicidade. Os filhos sempre foram a razão de viver dos pais. Quando as filhas chegavam em casa com namorados, os pais chamavam para conversar, e perguntavam se era isso que elas queriam. Deixava assim a pulga atrás da orelha das filhas. O Sr. Henrique, foi um homem muito namorador, mesmo casado era paquerado pelas mulheres, nos bailes e nas festas. Aonde fosse as mulheres davam em cima dele, mesmo quando a esposa estava por perto. Mulher muito compreensível, sabia de tudo que ele fazia nos bailes, mais nunca fez cara feia, ao contrário sempre que ia ter um baile no lugar, ela passava a roupa dele com muito carinho, sempre queria vê-lo bonitão.
Os dois nunca brigaram, o amor estava sempre acima de tudo, até os dias de hoje. Ela com noventa e um anos de idade, ele chegando aos noventa anos, vivem muito bem, com muito carinho e amor. O velho passou alguns problemas com a operação de próstata. Mais está numa boa, freqüentando os bailes de quartas e sábados, das dez horas da noite e vai até o dia amanhecer. Não perde tempo na vida. Vivem com o salário da aposentadoria rural. Quando tem baile da terceira idade durante o dia da semana, ele pega a velha e vão dançar forró o dia inteiro. Eles tem muito amor de Deus no coração, é um belo exemplo de vida para a família. Ela tem muito amor por ele, nunca deixou de amar, é um pessoa Santa. Hoje os dois vivem sozinhos numa casinha de madeira, com muito amor e cercado pelos filhos, netos, bisnetos e trinetos. Sendo nove filhos, quarenta e dois netos, cinqüenta e seis bisnetos e três trinetos. (FIM)
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